A eterna briga contra o autismo

Como todas as doenças, o autismo é algo que as pessoas esperam encontrar nos filhos dos outros. Nunca nos próprios. É uma desordem neurológica, quando os neurônios-espelho surtam e o resultado nunca é o mesmo. Sim, há diversos níveis de autistas e nem sempre é como o Rain Man. Nos EUA, a prevalência do autismo se dá em 1 em cada 70 nascimentos e isso é preocupante. Não, estas crianças não são especiais, elas possuem uma desordem. Se fossem mesmo "especiais" todo mundo iria querer uma. Logo, vamos deixar as hipocrisias de lado e ver o mundo como ele realmente é.

Foi descoberto o gene responsável pelo autismo, e isso não é o que pode ser chamado de projeto inteligente. Ou é, se o projetista for um sádico. Mas ainda não se sabe como se dá o mecanismo de a expressão do gene, como ele atua e, o que seria a glória, como reverter este efeito. Mas as pessoas querem milagres que médicos não podem fazer. daí, a corrida para tratamentos alternativos, que não passam de extorquir dinheiro de pessoas desesperadas.

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Voz dos Alienados 22

Hoje é quarta-feira. Está se tornando comum eu postar a sua coluna favorita neste dia. Bem, tentarei manter o dia. Esta semana está concorrida com o bando de eleitores do Tiririca que vieram aqui estrebuchar seus dejetos mentais. Outros resolvem que as pesquisas da NASA e do NOAA não servem, mas fulaninho sei-lá-das-quantas “prova” (sem prova, é claro) que o aquecimento global não existe. Deve ser porque a Globo investiu em aparelhos de ar-condicionado. Declaro aberta mais uma sessão da Voz dos Alienados! Continuar lendo “Voz dos Alienados 22”

IgNobel de 2010 premia pesquisa relacionada com palavrões

A essa atura do campeonato, você já sabe o que é o IgNobel, principalmente se você for alguém antenado e que acessa o Cet.net, demonstrando seu bom gosto. É um prêmio concedido anualmente para as pesquisas mais esquisitas, bizarras, doidas e totalmente hilárias. Ainda assim são científicas, e passam por revisão de pares. Nem pra isso o CriaBURRIcionismo prestou. A pesquisa desse ano tem mais contemplados, inclusive um deles foi agraciado por ter estudado o efeito pacifista de xingar com palavrões cabeludérrimos (não necessariamente “nu tuíter”).

O discurso que abriu o Ig Nobel, com a saudação “Senhoras, senhores e distintas bactérias”, deu o tom da noite. Antes do início da cerimônia, as pessoas eram convidadas a limpar as mãos utilizando álcool-gel distribuído por atores no palco. Além disso, uma mini ópera, executada em quatro atos, contava a história de um grupo de bactérias que vivia na superfície do dente de uma mulher e tencionava dominar o mundo. Grupos de estudantes passavam na frente da plateia com cartazes pedindo o fim do “germicídio”, como bem preza a cultura vegan. Como é de praxe no IgNobel, o evento sempre é apresentado por um cientista que ganhou o prêmio Nobel (o verdadeiro). Este ano contou-se com a participação do dr. Sheldon Cooper, digo, dr. Sheldon Glashow, ganhador do Nobel de Física, em 1979, entre outros ganhadores do Nobel. Confiramos os premiados, irmãos. Envelope, por favor. And the IgNobel goes to…

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Pastor Orc promove união dos povos ao querer queimar Alcorão

Bem-vindos, ó mortais! Bem-vindos! Sejais bem-vindos ao meu reino. O Reino do Terror no qual eu serei o imperador supremo, pois meu nome é a lança que ferirá os ímpios. Minha língua será o chicote que acicatará aqueles que não se ajoelharem a mim, pois eu sou a Morte, a Destruidora de Mundos!

Este poderia ser facilmente o apanágio de um certo pastor batista de nome Terry Jones. Longe dos ideais de Martin Luther King, Jones prega o que sua classe amaldiçoada sabe fazer de melhor: dor, sofrimento, ódio e loucura. Terry Jones é a verdadeira escória de uma classe que já não é bem vista desde que os cristãos primitivos começaram a sair na porrada entre si, provocando guerras entre eles mesmos, e que atingiu o ápice durante a Reforma. Lutero nunca foi coisa que prestasse (não que o Vaticano preste), e disso culminou na aberração chamada fundamentalismo evangélico. Terry Jones conseguiu unir várias religiões numa única atitude de sua parte: promover a campanha para a queima de exemplares do Alcorão. Quando até mesmo os mais severos judeus saem em defesa dos direitos islâmicos, temos a ideia da proporção extrema da estupidez humana.

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Quando decisões em grupo não são boa ideia

two-heads.jpgTemos enraizado que decisões tomadas por duas ou mais pessoas são melhores, mais rápidas e mais eficientes do que se tivesse sido tomada por uma única pessoa. De acordo com pesquisadores britânicos, isso pode não ser tão verdade quanto se acha, e que outros fatores podem interferir na otimização de resultados.

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Voz dos Alienados 19

Às vezes, recebemos um monte de lixo de uma vez só. Deve ser um apelo sentimental de exclusividade, configurada pela baixa capacidade de socialização, culminando em indivíduos patéticos e dignos de pena. São pessoas que nem são mal-amadas, pois elas nem mesmo são fruto de péssimo amoir ou sequer ódio, só servindo de escárnio e desprezo. às vezes, nem mesmo escárnio, pois as pessoas nem sempre se preocupam em escarnecer criaturinhas tão tolas e insignificantes como essas. Um exemplo é o “Mente Aberta”, dono do e-mail: lanfdj2010@hotmail.com e IP 189.105.143.87.

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Pesquisadora idiota acha que super-herois fazem crianças surtarem

chapolin.jpgAlgumas pessoas têm sérios problemas em entender certas coisas. Uma senhora dona pesquisadora doutora em… irc… Educação (resumindo, uma maldita pedagoga!), sem muito o que fazer, resolveu examinar adolescentes sobre quais são as suas reações frente aos super-heróis. Sua avaliação é negativa, posto que os super-heróis de hoje são exemplos nefastos para a formação de nossos jovens, pobres criancinhas desamparadas num mundo pérfido. Quem poderá impedir isso?

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Grandes Nomes da Ciência: Michel Siffre

michelsiffre.jpgA maioria de nós tem medo da solidão, do isolamento, de ficar horas, dias, semanas sozinho, num lugar absolutamente isolado, praticamente encerrado num lugar fechado, sem nenhuma companhia. Hoje, com a Internet, muitos conseguem ficar assim, mas estabelecem contatos em redes sociais, brincam nos Facebooks ou conversam via MSN ou outro comunicador instantâneo. Mas tais pessoas dificilmente teriam coragem de enfrentar um abandono por vontade própria, isolando-se completamente da civilização. Aí está o que diferencia homens de meninos, e uma das pessoas que se expôs a este teste e venceu foi um francês, em plena década de 60, onde computadores ainda estavam longe das pessoas comuns e o total autoisolamento serviu de uma das mais importantes pesquisas do século XX. Michel Siffre ficou 2 meses no interior de uma caverna profunda, sem falar com ninguém, sem nem mesmo saber a hora, dia ou mesmo mês. Continuar lendo “Grandes Nomes da Ciência: Michel Siffre”

O que os olhos vêem, o cérebro processa (ou não)

ilusao-optica.jpgSomos muito dependentes de nossa visão. Achamos que é o principal sentido do corpo (não é), pois estamos acostumados a procurar com os olhos e esquadrinhar o ambiente em que vivemos com uma varredura de olhar. Só que nada é perfeito nos organismos vivos, apesar do que querem que você acredite; e nossa percepção prega truques em nosso olhos, fazendo surgir as chamadas “ilusões de óptica” (não me esqueçam do P). É por causa disso que sempre nos assombramos com o que vemos, que na verdade não vemos. Apenas somos enganados quando o cérebro preenche lacunas com as poucas informações que recebe.

No vídeo a seguir podemos ver uma série de ilusões de movimento, quando uma figura inanimada, feia e totalmente díspar do que nossos preconceitos visuais associam com algo em movimento, nos prega uma peça e mostra-se belamente movimentando-se, com um auxílio de uma pequena máscara. Veja primeiro que eu explico a magia depois.

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Por que a Lua parece maior quando está próxima do horizonte?

lua_montanha.jpgA resposta, como na maioria dos grandes mistérios da humanidade (ok, não é um graaaaaaaande mistério, mas é interessante saber), a Lua sempre nos fascinou; e uma das coisas fantásticas sobre ela é o fato dela parecer maior quanto está próxima ao horizonte do que quanto está no zênite, isto é, bem acima de nós. Este é o primeiro de vários artigos explicando coisas simples, curiosidades que envolvam a ciência, perguntas que quando somos crianças não temos medo de fazer, mas quando adultos ficamos com vergonha, pois seria (em princípio) algo que as pessoas pensam que todos deveriam conhecer. Esta é a série “O Livro dos Por quês”.

Assim, vamos nos perguntar: Por que, diabos, a Lua parece ser maior quanto está próxima ao horizonte, quando está “nascendo”? Eu responderia “Efeito Denorex” (parece, só parece, mas não é). A bem da verdade, não é só com ela que isso acontece. Acontece também com o Sol, nosso amigo Sol. Se bem que não é só com a Lua e o Sol que tal coisa acontece, mas TUDO que observamos nessas condições terá seu tamanho aparente maior do que se estivesse acima de nós.

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