Ainda hoje eu disse pros meus alunos: Navalha de Ockham. A solução mais simples é, na maioria das vezes, a mais acertada. Construir casas sempre é um problema, ainda mais com o alto custo do material de construção. São tijolos, cimento, areia, etc. Paralelamente, estamos buscando alternativas que deem cabo das garrafas de politereftalato de etileno (o famoso PET). A melhor solução seria poder criar um modo de resolver estes dois problemas. Bem, foi o que nigerianos fizeram ao construir casas com garrafas PET e areia.
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Um homem ajeita seu bigode e olha para baixo. Está decidido e seu destino foi traçado. Ele sabia o que ia acontecer nos segundos seguintes, mas não sabia como iria terminar. Se olhássemos por uma janela de tempo, veríamos outro homem com uma ideia semelhante, mas com um destino totalmente diferente, já que sua decisão era muito mais ousada, mais arriscada, mais perigosa. O homem do grande bigode olha em volta. Estando no alto da Torre Eiffel, ele consegue vislumbrar a Paris de sua época: o ano de 1912, o mesmo ano que um bloco de água selou o fim titânico de um navio. O homem no futuro chegou mais alto que qualquer um chegou no modo como ele fez.
A mulher cujo destino foi traçado pela sua pesquisa enfrenta seus últimos momentos de vida. Ela foi e ainda é um dos maiores ícones da Química e da Física. Seu nome é conhecido em todos os países e não foi por ser atleta, pois o tecido que ela mais utilizou não foi o tecido muscular, mas o nervoso. Seu rosto está estampado mesmo no mais ridículo livro de ciências e sua efígie adorna o papel moeda de um país. Num mundo onde até mesmo o meio científico era dominado pelo machismo, seu andar ereto fez-lhe ser uma das mulheres mais respeitadas no mundo acadêmico de sua época.
Eu sempre quis ter uma coisa, mas nunca tive quando pequeno: um kit de pequeno cientista. Era uma coisa tão mágica para mim que devia ser a verdade suprema trazida por Moisés (na época que acreditava em Moisés, Noé e outros contos de fada). Não ganhei um kit daqueles, mas ganhei um Falcon. Eu matei muitos exércitos inimigos com meu Falcon, antes que psicopedarretardadas decidirem que isso poderia me transformar num psicopata. Não transformou. Virei um psicopata por outros motivos. Tempo passou e acabei me esquecendo daquilo. A gente entra naquele período em que alcança a Sabedoria Suprema e acha que sabe tudo – período que chamam de "adolescência". Na faculdade eu vi como a Química ensinada no Ensino Médio era a coisa mais ridiculamente inútil, chata, incômoda e totalmente sem o menor sentido. Não tinha percebido que a Química poderia ser muito mais, já que eu não tinha brincado com kits de Química (meus kits eram improvisados com xampus, cremes, detergente, óleo etc, tendo meu cachorro como cobaia. Me divertia um bocado antes de ganhar minha merecida surra).
Entra ano, sai ano e todo ano vem a mesma palhaçada que perdura o ano todo. O ENEM já disse a que veio (para nada). De maluquices pseudoeducacionais vocês devem estar fartos, frente à insânia que é o MEC, o Ministério da Estupidez Cavalar. Entre fraudes e incompetência, resta pouco a se dizer de um sistema falido, ridículo, acéfalo, irresponsável, tosco e absurdamente idiota. E olhem que eu ainda nem comecei a xingar. Qual o futuro nos reserva? Fácil de responder: a inguinorânça jeneralizada. E ai daquele que me corrigir. Eu prosseço vossêis por prekomçeito lingoístiko
Eu me lembro (mais ou menos) de quando o mundo estava na casa dos 5 bilhões e tanto. Depois, chegamos aos 6 bilhões e, agora, estamos no raiar do dia em que o sétimo bilionésimo ser humano nascerá. O mundo está apertado, mal podemos andar na rua, nos sentimos sufocados com tanta gente, praticamente tem um bando de visitantes inesperados querendo morar no meu apartamento. O mundo tem capacidade de segurar este número todo? O que temos, afinal?
Ó, Poderoso Saturno! Ó valoroso deus da Justiça, cuja presença foi rejeitada pelo seu filho Júpiter. Ó Grande Saturno, mais poderoso entre os poderosos, traído, vencido e, mesmo assim, pai de toda a região do Lácio, a qual nos deu o idioma com o qual nossos filósofos e poetas escreveram por séculos, até que fostes relegado a uma nota de rodapé. Abençoai-nos, ó Grande Saturno, mais belo entre os deuses, e que seus anéis sejam a marca de vosso poder.
Estamos aqui, alegres e contentes contemplando o mundo, mal sabendo do que nos aguarda. Japoneses normalmente (eu sei que “Japão” e “normal” são duas palavras que se estranham mutuamente) têm um pé no futuro, mas, pelo visto, eles agora resolveram meter um pé no passado… bem no passado, numa galáxia muito, muito distante.
O DNA Lixo é, ao meu ver, um dos piores nomes que alguém num laboratório empoeirado poderia inventar. Ele dá a entender que… bem, é um lixo de DNA, algo que só serve para ir pro esgoto (não que algumas vezes nosso DNA não vá parar lá; e eu estou falando de quando escovamos os dentes. Comprenez vous?). O DNA Lixo — ou Junk DNA, in Shakespeare language — sempre foi visto com um pé atrás pois, ao que se sabia, ele não servia para nada, pois não codificava nenhuma proteína.
Mexer com coisas fundamentais de nossa psique pode ser sinal de problemas à vista. Lidar com nossas emoções é sempre complicado e quando temos a mais profunda dessas emoções analisadas pelas lentes frias da pesquisa científica, acabamos sendo acusados de desumanizar nossos comportamentos. O amor materno é, como todos os nossos sentimentos, reflexo de bilhões de anos de evolução biológica. De uma maneira seca, nos limitamos a dizer que não passam de descargas elétricas causadas por reações químicas no cérebro. Uma recente pesquisa estabelece, contudo, novas variáveis no jogo: o odor.