As pessoas estão enganadas com o mundo moderno. Muitas pensam compreendê-lo, mas ainda agem nos tempos das máquinas de escrever, cartas e em murais e postes. Não conseguem compreender a Internet como um todo, achando que um mural no Facebook é algo perene, em que a primeira chuva levará o cartaz embora. Escrevem cartas anônimas à caneta tinteiro e esquecem que e-mails tem remetentes, comunidades no Orkut podem ser identificadas, postagens no Twitter podem dar problema. É um erro achar que sua vida lhe pertence e você pode fazer o que quiser. Não pode, e assim que você divulga qualquer coisa, deve estar preparado para a repercussão que aquilo acarretará, que pode não ser nada, mas pode ser uma demissão sumária, como o que aconteceu com uma professora de Ensino Fundamental ao fazer declarações no Facebook para ex-alunos.
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Pelo amor de Hades, gente, façam uma forcinha: NÃO ESCREVAM SOBRE O QUE NÃO SABEM!
Meme — ao contrário do que possam pensar — tem pouco a ver com aqueles desenhos feitos no Paint e de gosto, "história" e graça duvidosos. O termo criado por Richard Dawkins no livro "O Gene Egoísta", e de uma forma geral estabelece que partículas culturais passam de sociedade em sociedade, podendo ser desde ideias até valores éticos/morais, nem que seja uma frase de efeito que acaba participando de nossa cultura. Todo mundo sabe isso, principalmente o pessoal que mora no Canadá, como disse a Luiza.
Os olhos castanhos acompanhavam o homem à sua frente. Pés duros estavam plantados no chão. Uma leve tremida nas costas de Hans passou desapercebida, assim como um gesto imperceptível do homem à sua frente. O homem faz uma pergunta a Hans e ele não titubeia: responde corretamente. As pessoas acham aquilo fantástico, mas também não sabiam que aquilo seria o início de uma pesquisa que demoraria muito tempo e ainda é levada nos dias de hoje. Hans não era bem um cientista, mas ele foi a base para se analisar como as pessoas podem dar respostas mediante requisições devidas. Em outras palavras, por causa de Hans, psicólogos estudaram como “dicas” e linguagem corporal poderiam influenciar na decisão das pessoas e como elas respondiam a determinadas ações, mesmo que inconscientemente. Hans não era médico, cientista ou psicólogo. Hans era apenas um cavalo, mas não um cavalo qualquer. Hans, o Esperto sabia contar… Ou pelo menos é isso que se supunha na época.
Eu sou um apaixonado por livros. Olho para a minha direita e vejo livros sobre a história de Roma, Química Orgânica, Mitologia Comparada, manuais de reagentes, os romances de Tom Clancy e Frederick Forsyth, dicionários, teologia do Novo Testamento, algumas apostilas (escritas por mim ou nem tanto), papéis avulsos e outras histórias. Às vezes, quando estou fora de casa, me pego numa questão que não tenho como responder na hora. Seja durante a aula, seja conversando com pessoas ou até mesmo respondendo a um comentário. Posso aprovar os comentários daqui quando estou no almoço, direto do celular. Sempre pensei em ter este acervo em ebook (que eu também possuo aos montes, a ponto de nem saber direito o que tenho no HD). A pesquisa online nem sempre me retorna o que eu quero, acabando por olhar nos meus livros.
O bebê de olhos escuros viu o raiar do dia. Seu murmúrio disse à sua mãe que ele estava com fome, e ela — como toda mãe zelosa — o amamentou. Aos poucos, o lindo bebê vira o rosto e começa a prescrutar o mundo e ele não sabe que será estudado por vários cientistas. Suas habilidades serão observadas e até pelo modo como ele pensa. Isto porque Kanzi, o bonobo, mostra como são pequenas as diferenças entre fera e homem.
Matírio. Um sofrimento sem propósito, na maioria das vezes (pra não dizer quase sempre). Grupos religiosos clamam para si que mártires jamais fariam a burrada de se submeter a sofrimentos por livre e espontânea vontade se não houvesse um propósito maior. Isso até tem um certo grau de fundamento, EXCETO se não prestarmos atenção aos detalhes. Não é uma questão de "fulano se matou em honra ao seu deus, logo seu deus existe". Fulaninho se matou (ou se deixou matar) por dois motivos: 1) É idiota; 2) Ele acreditava que estava honrando seu deus. Há vários exemplos na história da humanidade e um dos que mais gosto são os kamikases, que montavam no avião cheio de explosivos e se atiravam nos navios americanos, crentes que eram o vento sagrado (a tradução de "kamikase"), honrando o deus-vivo: o Imperador.
O poeta toma no braços sua maior obra. De todas as suas composições, a textura, suavidade, delicadeza e o perfume exalado eram incomparáveis. O poeta recoloca o bebê no berço e o olha com indisfarçável afeição, mesmo sendo uma pessoa dissoluta, que tanto vagou pelo mundo encantando leitores e causando dor à sua esposa.
O mundo não está ficando melhor. O número de idiotas que pensam que são espertos aumenta a cada dia. Para contrabalançar isso, o número de gente estúpida aumenta numa taxa muito maior, o que acarreta no aparecimento do primeiro tipo. P. T. Barnum salivaria se conhecesse o mundo digital, tendo verdadeiros orgasmos ao se deparar com a Internet. Recebi por estes dias uma "ofertas" de uma vidente de nome Tara. Ela prometeu resolver todos os meus problemas. Ela é tão boa vidente que conhece meus problemas, principalmente os problemas que eu sequer sabia que tinha! Depois ela até me mandou uma "vidência gratuita" e realizando um "estudo aprofundado em sua [minha] intenção durante várias horas, para a ajudar o mais depressa possível…"
Quando olhamos para o Arquiteto nos sentimos intimidados por sua figura sisuda, parecendo estar mais preocupada com equações matemáticas, fluxos numéricos e com quem a Oráculo anda saindo ultimamente. Mal sabemos que ele tem um grande senso de humor. Sim, pois não há outra explicação para o fato do nosso fuckin’ amazing Ozzy Osbourne ter uma coluna de saúde num jornal inglês.