O sistema de cotas (quaisquer uma delas, seja pra ingresso no Ensino Superior, seja pra concurso público) é algo que políticos adoram, ainda mais porque isso os ajuda a serem eleitos. Já começa pela formação do Congresso, que tentam obrigar que tenha um contingente maior de mulheres, mesmo levando em conta que a maioria dos eleitores são do sexo feminino, e se elas não querem votar nelas mesmas, obrigar por força de lei que tenha um candidato que de outra maneira não seria eleito não é ir contra a vontade da população? Já a cota para negros e pardos para ingresso no Ensino Superior é para "corrigir" uma dívida histórica.. Em 10 anos aplicando o critério de cotas teve tempo suficiente para garantir ensino de qualidade desde a Educação Básica, mas assim como a CPMF, as cotas viraram muleta, em que ninguém se sentiu na necessidade de mudar algo. Veio a lei 12.990, de 9 de junho de 2014, a qual garantiu 20% das vagas dos concursos públicos para negros. Ponto, estamos mudando o país, certo?
Bem, esqueceram que estamos no Brasil, a Terra do Jeitinho. Um cardiologista que passou no concurso do Instituto Nacional do Câncer declarou-se negro. O problema é que ele tem tom de pele claro, que o Ministério Público Federal (por meio de mágica, imagino) está investigando o caso. Temos vários probleminhas aí.


Apelo à autoridade ou, no bom latim, Argumentum ad Verecundiam (Quid latine dictum sit, altum sonatur) é algo perigoso, mesmo de sábios para sábios. Diferente quando eu quero pegar alguma informação sobre Astrofísica e consultar o Neil deGrasse Tyson, que é um especialista no ramo, devemos ter cuidado com certas proposições (por exemplo, de acordo com o Neil Tyson, Newton era uma flor de pessoa, mas sabemos não ser o caso).
Já estavam sentindo falta, né? Acharam que o mundo estava menos maluco, né? Pensaram “AHÁ! as pessoas estão menos estúpidas, NÉ? Tenho más (ou boas, dependendo do ponto de vista) notícias para vocês. Os imbecis não deixaram de aparecer. E a prova disso é que temos mais uma grande, fantástica, envolvente, incrível, mágica, fantabulástica (já posso me candidatar a um emprego na Apple?) sessão que todos vocês amam.
A pessoas continuam acreditando num monte de bobagens. Acham que o futuro foi escrito por astros, que não passam de planetas rochosos ou de gases, com o Sol saracoteando de um lado pro outro, numa visão da Antiguidade em que a Terra era o centro do Universo.
No século XVIII, Edward Jenner ficou intrigado com os elevados casos de varíola (aquela doença que matava geral, mas foi extinta graças aos árduos trabalhos do pessoal de Humanas, diz a lenda). Mais que isso, o que realmente o deixou encafifado é que algumas mulheres pareciam ser imunes à doença. Ao examinar o caso, ele percebeu que aquelas mulheres que trabalhavam ordenhando vacas ficavam expostas a animais que tinham contraído varíola bovina. Por causa das vacas que temos as vacinas, e sim, o nome deriva disso, mesmo.
As pessoas são extremamente burra, estúpidas, iletradas, ignorantes, nekulturnys, idiotas, e absurdamente burras (sim, tão burras que menciono duas vezes). A tendência em achar que o Sobrenatural de Almeida vai resolver todos os problemas é uma arma ótima para esconder a sua estupidez e preguiça.
Com a imensa massa de refugiados, o medo paira sobre as cidades. Não só o medo do terrorismo ou da vingança de grupos extremistas, mas da onda xenofóbica de outros grupos extremistas, que acham que não deveriam receber aquela massa de pessoas.
Eu sou um homem velho. Sou do tempo que o canal National Geographic era sobre Geografia, o Discovery era sobre Ciência e o History, sobre História. Agora essas bagaças viraram caça-níqueis trazendo gente maluca pelada num reality, que se fosse real mesmo, a taxa de sobrevivência seria medida em horas. Mostra gente comprando quinquilharias (e tudo real, o cara já chega arrumado, e com vários “especialistas” presentes) e malucos conspiracionistas com alienígenas, jesus, Jesus é um alien ou coisas loucas nesse sentido.