Ecolocalização: o fator que une morcegos e baleias

Se você já viu algum filme com submarinos, você deve ter ouvido falar do sonar. Submarinos não podem usar radares embaixo d’água, por causa do meio envolvente. Assim, usam algo melhor: ondas sonoras. A velocidade do som é diretamente proporcional à densidade do meio no qual ele se propaga; e é por causa disso que o som não se propaga no vácuo, pois o som é uma onda mecânica e não eletromagnética.

Antes do homem ter inventado aparelhagens que usam ondas sonoras para mapearem o meio à sua volta, morcegos e baleias dentadas já faziam isso, mas de uma forma um tanto diferente, mas não menos eficiente mediante às suas necessidades. Obviamente, alegarão que isso é um projeto “inteligente”, mas não me importo com gente que acha que tudo é perfeito, assim como vírus, bactérias e as mortes horrorosas que ambos podem causar. Enfim…

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Pesquisa indica que colônias de insetos funcionam como “superorganismos”

Nem todos puderam ver como funciona uma colmeia. Como toda colônia de insetos, ela funciona de modo muito semelhante a um organismo individual, onde cada membro da colônia age como se fosse uma célula, e um grupo dentro dessa colônia funciona como um órgão.

Colônias assim agem como se fossem um “superorganismo”, e isso não acontece só com abelhas, mas com formigas e outros insetos também, onde o comportamento cooperativo garante a segurança e manutenção otimizada, de forma a garantir a sobrevivência de todo o grupo. Como dito, trata-se de uma similaridade a um organismo vivo individual, onde o todo é muito mais que a soma das partes. Continuar lendo “Pesquisa indica que colônias de insetos funcionam como “superorganismos””

Homo Erectus inventou a vida moderna?

Imaginem-se, meus perclaros, na sua condição atual. Sentados em seus sofás, apreciando o mundo vendo novela e BBB, tendo uma vida compartilhada com seus familiares, vizinhos e indo pro trabalho pra encontrar idiotas débeis mentais imbecis colegas de trabalho. Este modo de vida tido como “moderno” não é tão moderno quanto você pode imaginar. Cientistas pesquisando o sítio arqueológico de Gesher Benot Ya’aqov, na região norte de Israel chegaram à conclusão que esse modo “moderno” já existia 500.000 anos antes de nós, pobres Homo Sapiens chegarmos com nossas malas e cuias. Continuar lendo “Homo Erectus inventou a vida moderna?”

Jacarés respiram como as aves, dizem cientistas

jacare_picapau.jpgQual a semelhança entre jacarés, aves e dinossauros? Novas descobertas mostram que quando os dinos começaram a dominar a Terra, havia menos oxigênio atmosférico do que existe hoje em dia. Tomando por base indícios de ancestrais comuns às aves e aos répteis, a descoberta traz novas reflexões sobre nossa compreensão do processo evolutivo de jacarés e aves.

No caso de nós, humanos – bem como outros mamíferos -, o ar flui para dentro e para fora dos pulmões; o tipo de coisa que você já está careca de saber. Quando o ar é inalado, move-se através de camadas progressivamente menores e ramificadas chamadas de “brônquios”, até chegarem aos alvéolos pulmonares (preciso dizer onde eles ficam?). Lá, acontece a troca gasosa do oxigênio pelo dióxido de carbono, onde a hemoglobina é o veículo dos gases. Nada demais até aí, e até minha avozinha sabe disso. Entretanto, nas aves o ar que é inalado e flui somente em uma direção em um loop contínuo. Em vez de despejar oxigênio em alvéolos, o oxigênio passa por tubos de transferência dentro dos pulmões, chamados “parabrônquios”, através do qual o ar flui em uma única direção antes de sair do pulmão. Continuar lendo “Jacarés respiram como as aves, dizem cientistas”

Cientistas estudam o processo infeccioso do Ebola

ebola.jpgSe você curte cinema, deve ter se lembrado do filme Epidemia, onde Dustin Hoffman estava com uma enorme batata quente na mão, tentando descobrir uma vacina para conter o contágio em níveis apocalípticos numa cidade dos Estados Unidos. Como todo filme, o mocinho resolve o problema no final, pegando o macaco que serviu de hospedeiro (o filme é velho, se você ainda não tinha visto, problema seu) e usando seu sangue para fazer a vacina.

Deixando as atrocidades científicas que o filme comete (a única coisa verdadeira lá são os laboratórios do CDC), talvez agora saibamos como age o Ebola, já que pesquisadores da Universidade Estadual de Iowa, Estados Unidos, descobriram como o mortal vírus do Ebola é… bem… é mortal.

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Reservas marinhas ajudam na recuperação de recifes de corais

recife_coral.jpgOs recifes de coral em todo o mundo têm tomado uma surra ao longo das últimas décadas. As temperaturas de aquecimento de água e o aumento da acidez nos oceanos têm trazido problemas aos corais, pois além de atacar o carbonato de cálcio, impede-se que os corais (que são os animais e não as estruturas) possam produzir mais. E é o carbonato de cálcio (ou calcário, CaCO3) que forma a estrutura que vemos (e nos arranhamos), e recebem o nome de “recifes”. O “bichinho” em si não é aquela estrutura. Os corais são cnidários e vivem naquela estrutura calcária, que podem ter dimensões imensas, como a Grande Barreira de Coral localizada na costa da Austrália.

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Pegadas de milhões de anos questionam atual processo evolutivo dos tetrápodes

pegadas_varsovia.jpgDando um giro pelo mundo e encontramos direto da Polônia, com sugestão do nosso espião, o Sabino: Algumas pegadas fossilizadas de 395 milhões de anos foram descobertas na Polônia, pertencentes a um animal vertebrado com membros em vez de aletas emparelhadas (o chamado tetrápode). 00-à-esquerda sabe que muitos criaBURRIcionistas usarão isso para desmentir a Evolução, coitados. Por isso, ele insistiu que eu explicasse o que diabos significam aquelas pegadas.

Ao contrário do que possam pensar, a descoberta coloca mais uma informação no cenário da Evolução, já que questiona a origem dos vertebrados terrestres, onde os fósseis encontrados até agora são de 18 milhões de anos. Isso significa dizer que temos não uma falha da Evolução (lamento, ela está mais do que provada em campo, in vitro e in silico), mas algo que a comprova como fato de MUITOS milhões de anos ANTES do que supunhamos. Assim, se você é mais um que acredita na Terra Nova (aquela bobagem da Terra possuir só 6000 anos), lamento, mas não muito. Mais foi mais uma pá de cal em seus sonhos. ;) Continuar lendo “Pegadas de milhões de anos questionam atual processo evolutivo dos tetrápodes”

Micróbios sobrevivem por 30 mil anos dentro de um cristal de sal

archaeas_vale_morte.jpgMe lembro bem de uma frase do filme Jurassic Park: “A vida sempre encontra um jeito”. A sobrevivência de alguns seres vivos é estupenda, ainda mais quando são seres vivos simples, pois a menor especialização faz com que suas necessidades de sobrevivência sejam poucas também. Um perfeito exemplo disso são os micróbios descobertos pelo microbiólogo Brian Schubert, da Universidade do Havaí. Algumas pessoas acham que micróbios são apenas micróbios e pronto. Normalmente, eu não teria como censurá-los, mas deve-se levar em consideração uma coisa muito importante: os queridíssimos micróbios estavam encerrados em um cristal de sal e conseguiram a façanha de sobreviver por 30 mil anos, alimentando-se apenas de restos de algas que estavam presos junto a eles. Este é o exemplo mais convincente até então para estipular a sobrevivência a longo prazo. Vai continuar dizendo que micróbios são todos iguais?

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Robôs do futuro poderão ter o formato de baratas

Essa notícia agradará às mulheres de uma maneira fenomenal. Que o diga John Schmitt, um engenheiro mecânico da Universidade Estadual do Oregon, que está se baseando em modelos de insetos para projetar robôs que possam se locomover com desenvoltura em terrenos acidentados. Os atuais modelos, segundo o pesquisador, possuem problemas pois não são tão estáveis e o consumo de energia é, comparativamente, maior que o projeto do robô baseado em baratas que “podem correr rapidamente, ocupar o volume de um centavo, movem-se facilmente sobre terreno acidentado, e reagem a perturbações mais rápido do que um impulso nervoso pode viajar”, segundo Schmitt.

Além de serem nojentas, as baratas não se movimentam na base do pensamento ou reflexo, e sim por instinto, e Schmitt está trabalhando na elaboração de pernas do robô que pode fazer o mesmo. A pesquisa foi publicada no periódico Bioinspiration & Biomimedics.

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Evolução pega no ato: Cientistas medem a rapidez da evolução no genoma

arabidopsis_thaliana.jpgSe me perguntarem como pode-se resumir Evolução Biológica em apenas três coisas, eu responderia com muita facilidade: Mutação, Seleção Natural e Tempo.

As mutações são a base de tudo e serve de mola mestra para o processo evolutivo. Tio Darwin sabia disso, hoje nós sabemos disso, criaBURRIcionistas negar-se-ão até a morte em saber disso. Não faz mal, o processo ainda está lá.

Mendell sabia que caracteres eram hereditários e passavam de pais para filhos. Quando ele fez suas experiências, ele propiciou mudanças no código genético de algumas plantas (como as ervilhas), modificando como os descentes seriam. Com isso, ele ia selecionando artificialmente as mudas. Preciso dizer o nome desse processo? Bem, como as mudanças que Mendell fez não afetava na capacidade da planta de sobreviver, os espécimes continuavam gerando descendentes, levando adiante as alterações genéticas em seu genoma, embora Mendell sequer imaginasse o que viria a ser descoberto e batizado com a sigla DNA.

Muitos anos mais tarde, colegas conterrâneos de Mendell, que trabalham no Instituto Max Planck de Biologia do Desenvolvimento em Tübingen, na Alemanha, juntamente com pesquisadores da Universidade de Indiana, em Bloomington, já foram capazes de medir pela primeira vez, diretamente a velocidade com que novas mutações ocorrem nas plantas. Suas descobertas lançam uma nova luz sobre um processo fundamental da Evolução. Eles explicam, por exemplo, por que a resistência a herbicidas pode aparecer dentro de poucos anos. A pesquisa foi publicada na edição de 1º de janeiro deste ano que se inicia da revistaScience. Eu até faria alguma piadinha sarcástica sobre ciraBURRIcionistas e sua visãozinha estreita do mundo, levando mais uma marretada no quengo, mas estou bondoso. Direi apenas: HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH BANG!! Mais um tiro de canhão no barquinho feito de papel-bíblia.

Continuemos com a programação normal após o break.

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