E assim, depois de mais 365 dias, chegamos a mais um 15 de outubro, Dia dos Professores. Eu não ficarei falando a mesma coisa, dizendo como somos uma classe aguerrida, lutadora, oprimida e totalmente ojerizada. Isso, todos sabem e não se precisa reforçar, já que quem sabe ou se importa ou não dá a menor bola. Em um caso como em outro, repetir que nem papagaio é totalmente desnecessário.
Talvez eu devesse escrever um poema, uma mensagem, uma citação. Mas não há nada na língua dos homens, dos elfos e dos ents que possam traduzir melhor o sentimento de enfado por tudo isso. Somos o que somos, fazemos o que fazemos. Gostaria de ter algo para escrever, mas não há muito a ser dito. Dizer que professores são um bem comum, que a sociedade precisa de nós é mentira. Não precisam. A humanidade passou milênios vivendo na ignorância e é na ignorância que milhões, bilhões, ainda vivem. Ninguém morreu por viver sem um professor, sem colégio, sem aprendizado. Somos inúteis.

Eu poderia começar a escrever contando uma pequena e brevíssima história sobre a Política. Isso demandaria meses ou anos e não estou com saco para tal. Platão, Aristóteles, Epicuro, Cícero, Tácito e tantos outros
No mundo sombrio das amaldiçoadas pollyannas, fronteiras são algo inexistente. Trolls educacionais vicejam nos quatro cantos do mundo, arrastando tudo e a todos para as trevas da ignorância, pois na ignorância está o poder dos déspotas. Mas o Jedi é o cristal da Força, e a Força é a lâmina do coração; e tal como Luminara Undi nos ensina, Mestra Katharine Birbalsingh, vice-diretora do colégio St Michael and All Angels, mostra que não devemos nos calar ante as atrocidades, como se o anormal fosse normal, e o Duplipensar é mais sutil do que fazem crer. Em uma convenção, do Partido Conservador, realizada em Birmingham, Mestra Birbalsingh meteu o dedo da ferida, mostrando que a escória pseudoeducacional que vemos assombrando os castelos do Ensino é algo que está se alastrando igual a uma praga. Como déspotas não gostam que falhas sejam apontadas, Birbalsingh foi obrigada a se silenciar, apagando inclusive o próprio blog.
Bom dia, meus amores! <3 Vejam como o Sol, nosso amigo Sol, está radiante e maravilhoso! Vejam as nuvenzinhas brancas passando e olhemos para os lírios do campo e para as margaridas, com borboletinhas voando para lá e para cá. Oh, que mundo lindo é este em que vivemos! Vamos correr pelas colinas, com o vento sussurrando melodias e os passarinhos cantando em uníssono. Mas, queridos, esta harmonia linda do nosso planeta (oh, que vontade de abraçar uma árvore!) está ameaçada, pois um bando de sacripantas, malvados e feios resolveram destruir a pureza de nossos coraçõezinhos. Acreditam que tiveram a pachorra de venderem um… HORROROSO carro de polícia? E todo preto? Não! Não! Não! Não podemos permitir que isso vá adiante.
Parabéns, povo brasileiro. Nunca antes, na história deste país, a massa votante de párias, digo, da pátria compareceu com a vontade, a determinação, a vontade de mudar as coisas e expor, através do sufrágio universal, fazer valer a sua voz. A voz das urnas soou longe e todos tremeram perante o resultado avassalador. Sim, devemos nos orgulhar pelo que a massa de eleitores fez neste último domingo de eleição, quando elegeram seus representantes no Congresso, nas Assembleias Legislativas e nos cargos máximos do poder executivo estadual e federal. Sim, obrigado a todos que ajudaram a decidir quem legislará e executará as leis. Pena não podermos ter escolhido o Judiciário também, pois garanto que seria feito com a mesma seriedade.
Na verdade, não achei um título adequado para a estupidez extrema que eu sou obrigado a presenciar em certos casos. Não, sério! Tem hora que eu penso que estou vivendo num imenso Voz dos Alienados em 3D, Kinoplex e injeção eletrônica nos freios radiais e tanque de combustível disco (ou algo parecido). A burrice nata de muitas pessoas, aliadas a uma pareidolia auto-impingida, proporciona situações em que não se consegue externar um facepalm na língua dos homens, dos elfos ou da tia que mora no apartamento em frente. Foi o caso da Coca-cola Satanista.
Seu nome é paradigma entre os que prezam a Ciência. Ele é aquele que todos os divulgadores científicos gostariam de ser… que EU gostaria de ser. Carl Sagan foi aquele que divulgou a Ciência de modo nunca antes feito, com uma abrangência sem precedentes e ainda hoje é tido como uma referência. Hoje, dia 28 de setembro de 2010, é o dia que sua mais famosa obra, a série Cosmos, faz trinta anos e esta é a homenagem àquele que cativou tantas pessoas, as quais perceberam como o Universo é ao mesmo tempo lindo, mas ardiloso e selvagem ao mesmo tempo.
Saiu esta semana uma notícia imbecil sobre uma pesquisa idiota, conduzida por dois retardados. Eu sinceramente nunca entendi a ânsia de tentar provar que a bobajada do Êxodo é verdade. Pior que isso, só tentar provar que houve um dilúvio global de proporções rolandemmerichianas. As duas “estrelas” conseguiram traçar um cenário que eles consideram “relativamente próximo” ao besteirol descrito no Êxodo, onde Moisés — o maior corretor de imóveis da História — carregou consigo um mundaréu de gente, levando-os para saracotear por 40 anos no deserto só para verem um terreno. Como sempre, fato e ficção entram em choque. De um lado, Ovelhinhas do Senhor adentram ao ringue; do outro, os Jedis do Ceticismo.net. FIGHT!
Convenhamos, a população média dos Estados Unidos está num grau de desinformação tão grande quanto o Brasil. Estamos exportando nossa burrice ou até isso nós copiamos dos yankees? É o Paradoxo Tostines revisitado. Uma pesquisa feita recentemente com alunos de diversos cursos de graduação, perguntando coisas como se eles acreditavam que ETs vinham nos visitar (não necessariamente em Ipuaçu) e ajudar na construção das pirâmides. A resposta foi que em alguns cursos a resposta foi sim, ETs sem ter o mínimo do que fazer foram ao Egito, construíram as pirâmides e ralaram peito sabe-se lá para onde o Stargate levou. Com questões sobre astrologia e outras pseudociências o resultado não foi diferente. Difícil não associar com o filme Idiocracia, que eu já considero como uma obra profética.