O senso comum e a ciência

Por Rubem Alves
Extraído de Filosofia da Ciência

O que é que as pessoas comuns pensam quando as palavras ciência ou cientista são mencionadas? Faça você mesmo um exercício. Feche os olhos e veja que imagens vêm à sua mente.

As imagens mais comuns são as seguintes:

  • O gênio louco, que inventa coisas fantásticas;
  • O tipo excêntrico, ex-cêntrico, fora do centro, manso, distraído;
  • O indivíduo que pensa o tempo todo sobre fórmulas incompreensíveis ao comum dos mortais;
  • Alguém que fala com autoridade, que sabe sobre que está falando, a quem os outros devem ouvir e … obedecer. Continuar lendo “O senso comum e a ciência” →

Elemento 111 da tabela periódica é batizado como Roentgênio

roentgenio.jpgO elemento número 111 da tabela periódica foi batizado oficialmente como roentgênio, em cerimônia no instituto científico alemão GSI de Darmstadt, presidida pela ministra de Pesquisa e Ciência, Annette Schavan. O nome homenageia o físico Wilhelm Conrad Roentgen, que descobriu os raios-X. Continuar lendo “Elemento 111 da tabela periódica é batizado como Roentgênio” →

Brasil descarbonizado

Por Sérgio Abranches

Principais obstáculos para um futuro sem carbono estão em questões institucionais e comportamentais

O Brasil pode assumir a liderança na busca de um futuro de energia sem carbono. Nossa matriz energética está centrada na hidroeletricidade. Fomos os pioneiros na utilização de etanol como combustível. Adotamos o primeiro carro 100% a álcool há décadas. Estamos atrasados no uso do biodiesel, mas os investimentos estão crescendo rapidamente. A integração entre hidroeletricidade e bioenergia tem tudo para nos colocar na vanguarda da oferta de energia de baixa emissão de gases estufa. Podemos até sonhar em só ter energia limpa e renovável para todos os usos, em poucas décadas. Continuar lendo “Brasil descarbonizado” →

Abu Musa Jabir ibn Hayyan (Geber)

Abu Musa Jabir ibn Hayyan (???? ?? ????) (c.721–c.815), também conhecido pelo nome latino “Geber“, foi um alquimista islâmico proeminente, além de farmacêutico, filósofo, astrônomo, e físico. Ele também foi chamado de “o pai de química árabe” pelos europeus. A origem étnica dele não é clara, embora a maioria das fontes o atribuem a origem arábe ou persa. Geber é responsável pela introdução da experimentação na alquimia, assim como a invenção de vários processos importantes usados na Química moderna, como as sínteses dos ácidos nítrico e clorídrico, a destilação e a cristalização. Continuar lendo “Abu Musa Jabir ibn Hayyan (Geber)” →

Mito e razão: “a porta para o logos”

mitorazao.jpgContribuições clássicas

O histórico da busca de uma realidade inteligível, “a porta para o logos”, é envolvida pelo mito. Desde o século VI a.C., os gregos da Jônia estavam a procura de uma substância primária, de um material básico do qual, segundo argumentavam, todas as coisas haviam se desenvolvido. Três homens, todos de Mileto e todos astrônomos e matemáticos, tinham suas teorias a esse respeito. Continuar lendo “Mito e razão: “a porta para o logos”” →

Porque a homeopatia funciona

homeopatia.jpgPor Renato Sabbatini

De vez em quando a imprensa é invadida por algumas polêmicas que extravasam o domínio contido e sizudo das academias e associações científicas médicas. Uma delas é a real eficácia dos medicamentos homeopáticos, e se a medicina convencional deveria respeitar a homeopatia como uma ciência de verdade, ou desprezá-la como um dentre os inúmeros ramos fraudulentos da chamada “medicina alternativa”.

Conheço muita gente que jura que a homeopatia realmente funciona. São milhares e milhares de casos de pessoas, cujas afecções e moléstias, intratáveis pela medicina alopática convencional, aparentemente responderam ao tratamento homeopático. A ciência existe há mais de 200 anos, tendo sido fundada no final do século 18 pelo médico Samuel Hahnemann. No Brasil, a Associação Homeopática Médica Brasileira e a Associação Paulista de Homeopatia são oficialmente reconhecidas pela Associação Médica Brasileira e pela Associação Paulista de Medicina, as quais incorporaram oficialmente a homeopatia como especialidade médica, ao par de todas as outras. Existem cursos de especialização, de residência médica e até de pós-graduação em homeopatia, assim como revistas cientificas em muitos idiomas.

Portanto, trata-se aqui de um movimento sólido e seguido por muita gente. Aliás, é cada vez maior o número de médicos que, desencantados com a agressividade da medicina alopática, estão praticando homeopatia. A pergunta que muitos desses profissionais e seus pacientes se fazem é: mas a homeopatia realmente funciona ?

Afinal, não era para funcionar. A homeopatia se baseia em princípios totalmente anticientíficos e inexplicados de ação medicamentosa, que colocam a lógica de pés para o ar. Os princípios ativos da homeopatia, geralmente derivados de plantas e animais, são diluídos muitas vezes (a chamada “dinamização”). Não é comum certos medicamentos homeopáticos serem diluídos 30 vezes, ou seja, coloca-se uma gota do medicamento ativo num recipiente com uma solução de água e álcool, agita-se sistematicamente um certo número de vezes, depois toma-se uma gota dessa solução, coloca-se em outro recipiente com solvente, agita-se novamente, etc. Pode-se provar cientificamente que uma diluição de 30 vezes praticamente não tem mais nenhuma molécula do componente ativo em solução ! E existem dinamizações de até 200 vezes ! Então como que é possível existir algum efeito ?

Os homeopatas sabem disso, evidentemente, mas procuram dar “explicações” bizarras e não comprovadas sobre o suposto efeito terapêutico, como a retenção de uma “memória energética” da molécula pela água.

As explicações são provavelmente muito mais simples. Existem diversos motivos porque a homeopatia funciona. Entre elas:

  1. Muitas doenças se resolvem sozinhas, sem medicamento algum, o que dá a impressão que o medicamento funcionou
  2. Muitas doenças são cíclicas, e usar o medicamento no pico da gravidade dá a impressão de melhora, quando ela afinal regride
  3. Muitíssimos sintomas e doenças são psicossomáticas, causadas por alterações emocionais. Se a pessoa se convence que o medicamento vai funcionar, ocorre uma melhora;
  4. O médico adota outras medidas terapêuticas, como mandar o paciente fazer regime e exercício, e depois acha que foi a homeopatia que fez emagrecer;
  5. Distorção da realidade: pequenos efeitos aleatórios e temporários são julgados como sendo “curas”, pelo excesso de expectativa. A posterior recidiva da doença é atribuída a outras causas, não à falta de eficácia da homeopatia;
  6. Casos individuais de cura são interpretados como comprovação de um efeito para toda a população.

Mas o efeito mais provável da homeopatia (e até de muitas terapias alopáticas) é o chamado placebo. Este é o nome que a medicina dá a um medicamento comprovadamente ineficaz ou neutro (uma pilula de lactose, por exemplo), e que se prescreve ao paciente, dizendo ser um medicamento ativo. Todo placebo sempre obtém algum efeito terapêutico. Por exemplo, Vasomax, um novo medicamento contra a impotência lançado com muito alarde nos EUA, causou ereção em 41 % dos pacientes que o tomaram. Bom ? Pois bem, o placebo causou ereção em 35 % dos pacientes… Bastou o sujeito acreditar que funciona. Aliás, o efeito-placebo parece ser a base de quase todos afrodisíacos existentes.

Se a população está gastando centenas de milhões de reais em pílulas de açucar e vidrinhos de água quase pura para tratar males reais, isso é um problema muito sério de saúde e de economia pública. A homeopatia precisa apresentar publicamente os estudos científicos que supostamente servem de base para sua “ciência”.

A ciência precisa combater a pseudociência: uma declaração de 32 cientistas e filósofos russos

filosoforusso.jpgOs representantes de muitas ciências e disciplinas — astrônomos, físicos, químicos, biólogos, filósofos, advogados, psicólogos — estão preocupados pelo crescente disseminação da astrologia, medicina alternativa, quiromancia, numerologia e pseudo-ciências místicas na Rússia e outros países do mundo. Desejamos atrair a atenção do público à ameaça de uma atitude não crítica em relação às profecias e conselhos dos “praticantes modernos das ciências ocultas”, professadas tanto em particular como na mídia. Aqueles que acreditam na dependência do destino humano em corpos celestes, substâncias mágicas ou feitiçaria precisam entender que a ciência não pode de maneira alguma oferecer apoio a estas crenças. Continuar lendo “A ciência precisa combater a pseudociência: uma declaração de 32 cientistas e filósofos russos” →

Eletroquímica

Atualmente, em cada parte que se olhe, a eletroquímica se faz presente. Desde a rede elétrica que abastece as nossas casas, até as pilhas usadas em lanternas. Desde a bateria de celulares, passando por processos de galvanização, produção industrial de alumínio, notebooks etc. O mundo precisa da energia elétrica emais ainda de produzi-la.

Como a energia elétrica é produzida? Como podemos usá-la na química? Continuar lendo “Eletroquímica” →

Mecânico cria detector de gasolina falsa

bombadegasolina.jpgUm mecânico de Indaiatuba, na região de Campinas (a 95 km de São Paulo), tenta a aprovação na Agência Nacional de Petróleo (ANP) de um equipamento que pode revelar, na hora do abastecimento, se a gasolina é ou não adulterada, informou a EPTV. Foram seis anos de pesquisa e trabalho para que Roberval Cozzolino desenvolvesse o “combustímetro”. Continuar lendo “Mecânico cria detector de gasolina falsa” →

Superfícies com certos polímeros podem matar vírus e bactérias

polimero.jpgPesquisa publicada na revista “PNAS” mostra que objetos comuns poderiam combater vírus como o da gripe com um simples contato

Certos polímeros insolúveis em água e com cargas positivas, se forem utilizados para recobrir superfícies, podem matar em apenas cinco minutos vírus como o da gripe e bactérias, com 100% de efetividade, segundo a descoberta de um grupo de cientistas. Continuar lendo “Superfícies com certos polímeros podem matar vírus e bactérias” →