Jacarés respiram como as aves, dizem cientistas

jacare_picapau.jpgQual a semelhança entre jacarés, aves e dinossauros? Novas descobertas mostram que quando os dinos começaram a dominar a Terra, havia menos oxigênio atmosférico do que existe hoje em dia. Tomando por base indícios de ancestrais comuns às aves e aos répteis, a descoberta traz novas reflexões sobre nossa compreensão do processo evolutivo de jacarés e aves.

No caso de nós, humanos – bem como outros mamíferos -, o ar flui para dentro e para fora dos pulmões; o tipo de coisa que você já está careca de saber. Quando o ar é inalado, move-se através de camadas progressivamente menores e ramificadas chamadas de “brônquios”, até chegarem aos alvéolos pulmonares (preciso dizer onde eles ficam?). Lá, acontece a troca gasosa do oxigênio pelo dióxido de carbono, onde a hemoglobina é o veículo dos gases. Nada demais até aí, e até minha avozinha sabe disso. Entretanto, nas aves o ar que é inalado e flui somente em uma direção em um loop contínuo. Em vez de despejar oxigênio em alvéolos, o oxigênio passa por tubos de transferência dentro dos pulmões, chamados “parabrônquios”, através do qual o ar flui em uma única direção antes de sair do pulmão. Continuar lendo “Jacarés respiram como as aves, dizem cientistas” →

Cientistas estudam o processo infeccioso do Ebola

ebola.jpgSe você curte cinema, deve ter se lembrado do filme Epidemia, onde Dustin Hoffman estava com uma enorme batata quente na mão, tentando descobrir uma vacina para conter o contágio em níveis apocalípticos numa cidade dos Estados Unidos. Como todo filme, o mocinho resolve o problema no final, pegando o macaco que serviu de hospedeiro (o filme é velho, se você ainda não tinha visto, problema seu) e usando seu sangue para fazer a vacina.

Deixando as atrocidades científicas que o filme comete (a única coisa verdadeira lá são os laboratórios do CDC), talvez agora saibamos como age o Ebola, já que pesquisadores da Universidade Estadual de Iowa, Estados Unidos, descobriram como o mortal vírus do Ebola é… bem… é mortal.

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Entidade religiosa envia ajuda ao Haiti: Bíblias! Uau!

Eu pensei que ia dar o assunto “Haiti” por encerrado, já que isso tá enchendo o saco, já. Daí, eis que eu recebo por e-mail a maravilhosa notícia sobre o que uma tosca entidade cristã americana (desculpem o pleonasmo) resolveu contribuir para com o sofrido povo de um país devastado, sem expectativa de ver uma nação erguida de novo. A contribuição foi sob a forma de… BÍBLIAS! U-huuuuuuuu! Continuar lendo “Entidade religiosa envia ajuda ao Haiti: Bíblias! Uau!” →

Manuscrito revela a história de Newton e a maçã

É famosa a história da maçã que caiu na cabeça de Isaac Newton e, assim, ele teve a inspiração para investigar a natureza da atração gravitacional, culminando na lei da gravitação universal, onde dois corpos agem entre si, atraindo-se mutuamente, cuja força é diretamente proporcional ao produto de suas massas e inversamente proporcional ao quadrado da distâncias que os separam. A verdade, porém, não é bem assim. Newton n]ão recebeu uma maçã no quengo e – voilà! – toda a sua pesquisa apareceu por encanto. Quem relatou o ocorrido foi William Stukeley, um de seus biógrafos.

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Sangue artificial é meta para pesquisadores

“Sangue é vida!”

Com certeza, você já deve ter ouvido essa frase em muitos livros, novelas, filmes de terror etc. Nada mais verdadeiro. Os egípcios já sabiam da importância do sangue e, através do Papiro Ebers – um trecho de um dos tratados médicos mais antigos e importantes que se conhece tendo sido é datado de aproximadamente 1550 A.E.C. (atribuído a Imhotep, antes de ele ser “promovido” a feiticeiro por Hollywood) –, diziam que existe o coração, e que está ligado com um certo numero de “canais”, que se distribuem pelo corpo (22 no documento encontrado pelo egiptólogo Edwin Smith). Em cerca de 1200 A.E.C., os chineses já conheciam a importância do sangue e sabiam que ele se movia, bem antes de Harvey demonstrar a circulação sanguínea.

Aristóteles ensinou que o coração era o principal órgão do corpo e era com ele que pensávamos, enquanto hipócrates já sabia que o coração tinha cavidades, uma com sangue escuro e outro vermelho vivo. Mais tarde, Erasístrato identifica as válvulas pulmonar e aórtica e descreve a presença de sangue nas artérias dos animais vivos, além de uma informação fundamental: as artérias e veias se comunicam.

A importância do sangue é indescritível, pois ele que leva nutrientes, oxigênio, sistemas de defesa etc. É ele que serve de transporte de medicamentos, ajuda na excreta de substâncias nocivas e, por fim, serve de base para as nossas vidas. Contudo, perder quantidades significativas de sangue leva à morte, onde nem sempre se consegue repor o que foi perdido por falta de estoques de reposição; por isso, a pesquisa para um substituto do sangue tem sido a meta de muitos cientistas. Continuar lendo “Sangue artificial é meta para pesquisadores” →

Reservas marinhas ajudam na recuperação de recifes de corais

recife_coral.jpgOs recifes de coral em todo o mundo têm tomado uma surra ao longo das últimas décadas. As temperaturas de aquecimento de água e o aumento da acidez nos oceanos têm trazido problemas aos corais, pois além de atacar o carbonato de cálcio, impede-se que os corais (que são os animais e não as estruturas) possam produzir mais. E é o carbonato de cálcio (ou calcário, CaCO3) que forma a estrutura que vemos (e nos arranhamos), e recebem o nome de “recifes”. O “bichinho” em si não é aquela estrutura. Os corais são cnidários e vivem naquela estrutura calcária, que podem ter dimensões imensas, como a Grande Barreira de Coral localizada na costa da Austrália.

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Cônsul do Haiti no Brasil coloca a culpa do terremoto em macumba

Eu estava pensando em colocar uma atualização no artigo sobre as aves de rapina do Haiti. Mas não. Isso é tão… sei lá, escapam palavras. Então, vamos partir pra voadora mesmo: o cônsul do Haiti no Brasil achou que o terremoto foi um excelente negócio pra eles, já que isso serve de divulgação. Não satisfeito, o tosco – sem saber que estava sendo filmado pela reportagem do SBT – soltou a pérola da semana ao afirmar que isso é culpa da macumbada que o pessoal faz lá, e ainda completou que africano é um bando de fodidos.

Abalando as estruturas de crentes toscos, esta é sua SEXTA INSANA! Continuar lendo “Cônsul do Haiti no Brasil coloca a culpa do terremoto em macumba” →

Como o corpo diferencia um corte de uma queimadura

Você pode dizer, sem precisar sequer olhar, se você foi furado por um alfinete ou queimado por um fósforo. Mas como? Pesquisadores do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) e da Universidade da Califórnia, San Francisco (UCSF), demonstraram que possuímos esta diferenciação sensorial que se inicia na pele, mediante diferentes populações de neurônios sensoriais – chamados nociceptores – que respondem a diferentes tipos de estímulos dolorosos. Continuar lendo “Como o corpo diferencia um corte de uma queimadura” →

Grandes Nomes da Ciência: Ray Solomonoff

Para larga maioria das pessoas, computadores se resumem em acessar a Internet e postar besteiras nos Orkuts da vida, servindo de modelo para a imbecilidade humana, virando vedete dos sites que mostram as tosqueiras que andam naquele ninho de aborrecentes acéfalos.

Este não foi o caso de Ray Solomonoff, o homem que desenvolveu uma paixão pelos teoremas matemáticos que duraria toda a vida. O homem que estudou como transformar um tema da Ficção Científica em realidade, pois ele fez parte de um certo projeto do Dartmouth College que seria amplamente conhecido com o nome de Inteligência Artificial. Continuar lendo “Grandes Nomes da Ciência: Ray Solomonoff” →

ALMA do deserto, Olhos para o céu

Atacama, no Chile, é um lugar desolado. É considerado o deserto mais alto e mais árido do mundo, onde em algumas partes não chove há centenas de anos e a baixíssima umidade torna-o não só um lugar completamente inóspito, como o paraíso dos astrônomos. Um dos maiores pesadelos para alguém que vasculha o firmamento, em busca de corpos celestes é a umidade, que causa distorções ópticas nas imagens trazidas pelos caríssimos telescópios. Dessa forma, cientistas preferem um lugar onde haja pouca umidade atmosférica e o Atacama é um verdadeiro Nirvana para isso.

O ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array) é um telescópio móvel, formado por três antenas que podem ser rearranjadas conforme a necessidade, localizado a 5 mil metros de altitude, na região norte do Chile. Assim, conforme a necessidade, os técnicos fazem os telescópios movimentarem-se, de modo a vasculhar com detalhes uma curta região do espaço (curta em sentido astronômico, obviamente), ou com uma grande abertura, captando imagens de vastas áreas (e quando eu falo “vasto”, é vasto MESMO!). Continuar lendo “ALMA do deserto, Olhos para o céu” →