As maravilhosas noites celestiais ao redor do mundo

Eu gosto de timelapses do céu noturno. Na verdade, eu gosto de todos os timelapses, mas os do céu à noite são especiais, pois mostra um céu que eu não consigo ver de casa. Um céu cm estrelas e a espinha dorsal da Via Láctea se movendo pelo céu (sim, eu sei).É uma impressão mágica, tão mágico quanto tudo o que está fora do nosso campo de visão.

A grande poluição luminosa obscurece o brilho frio das estrelas de forma injusta e ficamos incapazes de testemunhar essa grandiosidade. Por isso, timelapses como o que você verá a seguir é tão precioso. Nos faz viajar e desejar estar nesses lugares, sentindo-nos tristes por não estar lá, mas grandiosos por termos tecnologia para podermos vê-los mesmo assim.

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Indra pode olhar pra baixo e ver a Índia agora (por enquanto)

A índia é um lugar fascinante. Sua sociedade é paradoxal ao ponto de ter ciência avançada a ponto de mandar uma sonda para orbitar Marte e acertar a órbita de primeira (se bem que eles inventaram a aritmética e até os números), mas em contrapartida ainda vivem em castas, como desde antes da Idade Média. Parte disso é explicado pelo seu índice demográfico com 1,353 bilhão de habitantes, a tendência a uma ampla diversidade cultural é altíssima. Isso vai das pessoas mais atrasadas até as que têm maior acesso à educação.

Em 25 de março de 2020, o governo indiano meteu o louco e colocou sua população em quarentena severa, com direito a maravilhosas imagens da polícia solicitando educadamente que o povo fosse para casa. Isso acarretou numa redução drástica no tráfego de carros, ônibus, caminhões e aviões. E isso foi bem detectado pela NASA.

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Um mergulho nos anéis de Saturno, audaciosamente indo aonde nenhum documentário jamais esteve

Eu não sei vocês, mas desde criança eu me imaginei viajando pelo Espaço numa nave. Dar um rolê pelo Sistema Solar, dá tchauzinho pra Marte, passar (com cuidado) por Júpiter, até chegar nele, o Senhor dos Anéis: Saturno. Pensem nas inúmeras voltinhas que a sonda Cassini deu ao orbitar Saturno, mergulhar nos seus anéis de poeira, rocha e gelo, e examinar seus satélites.

Algumas das primeiras imagens da Cassini foram digitalmente ajustadas, cortadas e compiladas num magnífico vídeo, que faz parte de um projeto de filme IMAX em desenvolvimento maior chamado In Saturn’s Rings. Na sequência final, Saturno aparece cada vez maior ao se aproximar, enquanto Titan volita, preso no campo gravitacional do planetão. Com Saturno girando ao fundo, Cassini é retratada sobrevoando Mimas, com a grande Cratera Herschel claramente visível.

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Os segredos nitrogenados da atmosfera

Eu nem vou perder meu tempo explicando que nossa atmosfera é composta por 78% de nitrogênio. Todo mundo sabe isso, pois isso é ensinado no Ensino Fundamental. A não ser que você seja astrônomo formado no Brasil, aí é capaz de nem saber o que é ar, água e o Círculo de Fogo. Só tem um probleminha: esse nitrogênio teve que vir de algum lugar. De onde veio esta bagaça?

Nitrogênio é um gás, diferente do vapor d’água. Vapor é uma substância no estado gasoso que pode ser liquefeito aplicando pressão (a água se mantém em estado líquido mesmo em temperaturas acima de 100ºC dentro de uma panela de pressão porque, DUH!, está sobre pressão). Já os gases passaram a “temperatura crítica”, então, vai ficar aplicando pressão nele até amanhã. Volto a perguntar: de onde veio esta bagaça, e coo chegou na atmosfera?

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Pesquisadores usam melhor amigo das mulheres para saber como são as coisas no centro da Terra

Algumas pesquisas são fascinantes. De minha parte, parte dessa fascinação nem é tanto pelo alvo da pesquisa, mas sim pelo ferramental usado. Foi isso que me chamou a atenção na pesquisa que irei relatar neste artigo. Um bando de cientistas japoneses, provavelmente vestidos de Pikachu e de Mário (vai, pergunta!), resolveu simular o interior da Terra, mais especificamente seu núcleo de ferro fundido, que só não está mal-pago porque tem ouro lá embaixo, o que não adianta nada se não tem shopping também.

Teve de tudo na pesquisa: prensa de diamante, raios-X… só faltou ter Hefesto e seu martelão do mal para dar umas marteladas nos corpos de prova.

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Quando nossos avós deram um rolê juntos

Talvez por culpa de nossos livros de ciência, pensamos que nossos ancestrais formaram uma escadinha evolutiva. Aquela fila não é bem a realidade; na verdade, os ancestrais estão em diversos galhos evolutivos, e muitos desses galhos cresceram juntos, um paralelo ao outro, e o mínimo que podemos esperar é que vários hominídeos tenham convivido.

Um grupo de pesquisadores dando um rolê lá pela África deram com o crânio mais antigo conhecido do Homo erectus, o primeiro de nossos ancestrais a ser quase humano. Mas calma.

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Quem foi extinto primeiro na Extinção do Permiano

A brutal extinção em massa no final do período Permiano, há 252 milhões de anos, mandou pra vala 95% de toda a vida na Terra. Pero dela, a extinção que aniquilou os dinos não foi nada. Mas tem um detalhe: evidências sugerem que esta extinção foi muito mais severa na terra seca do que nos ambientes aquáticos, de acordo com os novos leitos fósseis da África do Sul e Austrália.

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Curiosity tira uma selfie

Sim, você deve ter esquecido do rover Curiosity. Ele continua vivo e bem. Subiu no topo de uma colina, e para registrar tirou uma selfie no dia 26 de fevereiro de 2020, capturando o cenário em volta. Essas imagens são usadas para preservar a cena em que o veículo espacial perfurou amostras da superfície. Mas você já se perguntou como essas selfies são do ponto de vista do Curiosity? E por que o braço do veículo espacial não está na foto?

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O gelado baile num cometa

Nevascas são perigosas, mas, mesmo assim, mesmerizantes. Um bailar hipnótico de pequenos flocos dançando ao sabor do puro deslocamento regido pela inércia e as variáveis não-determinísticas de um sistema caótico e imprevisível. Agora, some isso a um mundo que não é bem um mundo, mas um cometa.

No caso, o cometa Churyumov-Gerasimenko.

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Grandes Observadores do Espaço: Spitzer

O Spitzer é um telescópio espacial, cuja missão é fornecer uma visão única do Universo usando a invisível radiação infravermelha. Com ele, é possível observar regiões do espaço ocultas dos telescópios ópticos, já que o Spitzer vê, basicamente, calor dos corpos.

O problema é que qualquer corpo acima do zero absoluto emite radiação infravermelha. Como fazer para que a própria radiação infravermelha que o Spitzer emite não interfira nas observações?

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