O leão mecânico de Leonardo da Vinci

Da Vinci era um gênio! Além de ser engenheiro, alquimista, físico, mecânico, pintor, escultor, inventor, poeta, músico etc. (e põe etc. nisso), ele criou um leão autômato. Algo que seria o precursor do Sr. Data (infelizmente, Da Vinci não dispunha de um cérebro positrônico em seu estúdio).

Li uma notícia da BBC Brasil sobre a exposição de uma réplica desse leão (o original não existe mais) no museu localizado no castelo de Clos Luce, na localidade francesa de Amboise, no vale do Loire. Lá, o pintor da Mona Lisa viveu por três anos, falecendo em 1519. Só que eu, na medida do possível, sempre faço uma pesquisa complementar e foi, digamos, interessante o que encontrei. Continuar lendo “O leão mecânico de Leonardo da Vinci”

A chave da evolução humana repousa em ferramentas construídas por outros primatas

Julio Mercader é arqueólogo da Universidade de Calgary. Por sinal, ele é um dos poucos pesquisadores no mundo a estudar a cultura material dos parentes vivos mais próximos dos seres humanos: os grandes símios. O Dr. Mercader está reunindo os seus colegas para criar uma nova disciplina dedicada à história da utilização de ferramentas por todas as espécies de primatas espécies, a fim de compreender melhor a evolução humana.

Mercader é co-autor de um novo trabalho intitulado “Arqueologia Primata”, publicado recentemente na revista Nature. Mercader é um dos 18 co-autores que argumentam que as recentes descobertas de ferramentas utilizadas por uma grande variedade de primatas selvagens – bem como evidências arqueológicas de chimpanzés usando ferramentas de pedra de milhares de anos – está forçando os especialistas a repensar a tradicional linha divisória entre os seres humanos e outras espécies de primatas, assim como a crença que o emprego de ferramentas é domínio exclusivo do gênero Homo (em latim: homens, como humanidade; e não, não tem nada a ver com homossexuais diretamente). Continuar lendo “A chave da evolução humana repousa em ferramentas construídas por outros primatas”

Composição metálica garante a identidade de esculturas modernas

O mundo da arte fatura milhões e milhões de dólares todos os anos. Isso, como devem imaginar, faz a mão de muita gente coçar, bolando meios de falsificar obras de arte, afim de venderem como se fossem autênticas. Como saber que uma escultura de Rodin, por exemplo é original? Quando os especialistas em arte não conseguem determinar com precisão a resposta, fica a pergunta: Quem poderá nos ajudar? O Chapolim? Não, a Química!

Dr. Marcus Young da Northwestern University, juntamente com os colaboradores do Art Institute of Chicago, determinaram a composição de perfil único de grandes esculturas de bronze da primeira metade do século XX; perfis estes que podem ser utilizados como um outro método para a identificação, datação e até mesmo autenticação desses esculturas. Continuar lendo “Composição metálica garante a identidade de esculturas modernas”

População humana expandiu-se durante o Pleistoceno Tardio

Uma grande pergunta, e até agora não respondida, no decorrer da evolução humana é quando os humanos modernos começaram a se expandir pelo mundo. O crescimento demográfico estava associado com a invenção de determinadas tecnologias em particular? Ou as inovações comportamentais por caçadores-coletores no último Pleistoceno, com o início da agricultura durante o Neolítico?

Bem, pelo visto, os dados vindos das 3 populações não-africanas sobreviventes (bascos franceses, os chineses Han e os melanésios) são inconsistentes com o modelo de crescimento simplificado, presumivelmente porque eles refletem histórias demográficas mais complexas. Em contraste, os dados vindos das 4 populações sub-saarianas na África concordam com as duas fases do modelo de crescimento populacional. As análises suportam a teoria em que o crescimento populacional teve um desempenho significativo na evolução das culturas humanas no Pleistoceno Tardio. Continuar lendo “População humana expandiu-se durante o Pleistoceno Tardio”

Cérebro adapta-se a novas necessidades na idade adulta

O cérebro humano pode adaptar-se às novas necessidades, mesmo na idade adulta. Neurocientistas do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachussets) já encontraram provas de que mudando com insuspeitada velocidade. As conclusões sugerem que o cérebro dispõe de uma rede de ligações silenciosas que fundamentam a sua, digamos, “plasticidade”.

Uma pessoa com um braço amputado possui “sensações” no membro perdido quando ele(a) é tocado no rosto. Os pesquisadores acreditam que isso acontece porque a parte do cérebro que normalmente recebe a informação do braço começa se referindo a sinais próximos da região do cérebro que recebe a informação da face. Continuar lendo “Cérebro adapta-se a novas necessidades na idade adulta”

Descoberto um fóssil de nova espécie de roedor

Uma equipe de cientistas descobriu um fóssil de um roedor, cuja espécie está extinta. Os restos fósseis de um dente encontrados em Alborache, Valência, pertencem ao Eomyops noeliae, pertencente à família Eomyidae, e representa o mais antigo registro deste gênero no mundo. Obviamente, toscos ignorarão análises de DNA, bem como sua estrutura morfológica, dizendo que trata-se apenas de um dente. Ou que, de repente, pertencia à alguém da família de Noé. Continuar lendo “Descoberto um fóssil de nova espécie de roedor”

Novas descobertas sobre a capacidade visual dos morcegos

A expressão “cego como um morcego” nunca foi cientificamente certa, já que morcegos não são cegos, e sim, eles podem ver muito bem de dia, apesar de seu comportamento noturno. Cientistas do Max Planck Institute for Brain Research, em Frankfurt, e da Universidade de Oldenburg analisaram a sensibilidade das retinas de algumas espécies morcegos e detectaram células cones e pigmentos visuais neles, por meio de análise eletrorretinográfica. A pesquisa foi publicada na PloS ONE. Continuar lendo “Novas descobertas sobre a capacidade visual dos morcegos”

Cientistas desenvolvem celular que funciona como microscópio

Responda rápido: O que é que faz chamadas telefônicas, é portátil, toca música e até tira foto? Não responda ainda. Este aparelho ainda tem joguinhos, agenda eletrônica, faz vídeo e podemos instalar aplicativos, funcionando até como GPS às vezes? Resposta? Um microscópio portátil!

Bem, quer dizer, eu imagino que a sua resposta tenha sido um telefone celular (ou telemóvel, como chamam d’além mar). Você não está errado se respondeu assim, da mesma forma que eu não estou maluco. Um grupo de pesquisadores da Universidade da Califórnia, em Berkeley, está desenvolvendo um sistema a ser acoplado em telefones celulares, de modo que possam funcionar como microscópios portáteis, ajudando na detecção de doenças de modo rápido e ágil em lugares de difícil acesso, sem nenhum laboratório decente por perto. Onde quer que esteja, DeForest Kelley deve estar sorrindo agora. Continuar lendo “Cientistas desenvolvem celular que funciona como microscópio”

Bico de tucano é usado para controlar temperatura corpórea

O bico do tucano, responsável por um terço do seu tamanho, é o maior dentre todas as espécies de aves. Cientistas já haviam constatado que ele é usado para funções como descascar frutas ou atrair companheiros. Agora, três pesquisadores acabam de identificar uma nova função para essa estrutura: auxiliar na regulação da temperatura corporal da ave.

A conclusão foi feita em um estudo realizado com a maior e mais emblemática das espécies de tucano: o tucano-toco (Ramphastos toco). Os pesquisadores constataram que, quando comparado à dimensão total da ave, o bico dessa espécie constitui a maior estrutura corporal destinada à troca de calor com o meio externo de todo o reino animal. Com isso, ele supera outras estruturas de tamanho considerável conhecidas por atuar no controle térmico, como a orelha do elefante. Continuar lendo “Bico de tucano é usado para controlar temperatura corpórea”

A química do amor

Se você levou fora de uma mulher e nunca soube por quê, não se preocupe. A resposta pode estar nos seus genes, mais precisamente em seu MHC – região do genoma responsável pelo sistema imune. Pode parecer estranho, mas, ao que tudo indica, essa região cromossômica pode ser decisiva quando uma fêmea escolhe um parceiro.

MHC é a sigla em inglês para Complexo Principal de Histocompatibilidade, e cada indivíduo apresenta uma configuração única para essa região. O que cientistas de todo o mundo descobriram nas últimas décadas foi que, para aumentar a variabilidade genética dos descendentes, fêmeas de várias espécies optam por formar casais com machos que tenham o MHC mais diferente possível do seu. E, ao que parece, as mulheres não fogem à regra. Continuar lendo “A química do amor”