Bogdan, o garoto magnético da Sérvia

Bairrismo é uma coisa muito feia. países ficam com ciúmes de outros países e danam-se a ficar copiando os outros. Interessante que a notícia a seguir não tem origem na China e sim na Sérvia. Em 2008, noticiamos sobre um garoto nos EUA que tinha poderes magnéticos a ponto de travar computadores. O pessoal sérvio ficou com ciúmes e anunciou que eles também tem um mini-ímã em sua casa é <trilha sonora>Bogdan, O Garoto Magnético!</trilha sonora>. Seus poderes atrativos, atraentes… sei lá como me referir, prendem qualquer coisa ao seu corpo, desde talheres até porcelana e objetos plásticos. Estou com receio e mandei chamar o professor Charles Xavier para dar um parecer, mas ele alegou não poder no momento, pois estava no cabeleireiro.

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Qual a distância da Terra à Lua?

Quando somos apresentados às maravilhas do Sistema Solar, a primeira coisa sobre a qual nos falam é a Lua. Claro, não poderia ser diferente. Ela é o corpo celeste mais próximo a nós, orbitando de sua distância fria e indiferente se estamos vivos ou mortos. Nós a Vemos todo0s os dias (salvo noites nubladas e de Lua Nova, obviamente), e mesmo assim ela pouco se dá aos pobres primatas largados por aqui. Somos apenas meros (quase) 7 bilhões de indivíduos, ridículos em comparação aos insetos. A Lua realmente deve dar mais importância aos insetos, mas o amor não é correspondido, pois os insetos também não se importam com a Lua. Mas ela está lá, girando por milhões de anos e ainda continuará girando ao nosso redor por outros (longos) pares de anos. Vemos a calma luz branca refletida pela sua superfície, iluminando nosso caminho, nossos pensamentos. Erguemos a mão tentando alcançá-la, mas Jaci é caprichosa e não se deixa pegar tão facilmente, em sua posição muito longe de nossos dedos. Como poderíamos saber a qual distância ela está? E o seu tamanho? Talvez possamos encontrar no Livro dos Por quês.

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Plantas que dão luz. Milagre da Física?

Sim, pois é isso que a reportagem da Folha, cujos competentíssimos repórteres, em matéria cedida pela Reuters, nos trouxeram. Segundo eles, um cientista do Centro de Pesquisa em Ciência Aplicada de Taiwan, apresentou à imprensa o resultado de um experimento que mistura nanopartículas de ouro e água a plantas. O resultado? A planta começa a emitir luz. Sim! Isso mesmo: sem nenhum custo ou consumo de energia.

Bem, pelo menos é o que os jornalistas pensaram e, pior!, escreveram. E o que é similar a um jornalista escrevendo sobre Ciência?

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Os suspeitos de uma grande matança

As pessoas têm o péssimo hábito de olhar o mundo lá fora e pensar que tudo é perfeitinho. Não é. Desde as Grandes Extinções até aquele monte de camelô impedindo a sua passagem, o mundo sempre foi perigoso. Um exemplo foi a extinção geral, (quase) total e irrestrita ocorrida durante o período Permiano, há cerca de 250 milhões de anos, onde mais de 90% da vida na Terra foi riscada do mapa, por causas diversas.

Houve muitas extinções ao longo do tempo, como a do Pleistoceno, Cretáceo-Triássico (K/T), Triássico Superior, Paermo/Triássica, Frasniano/Fameniano, Ordoviciano Superior e o Vendiano. Muita sorte ter algo vivo hoje em dia, a não ser que alguma força obscura tenha brincado de XBOX Celestial só para saber se algo sobreviveria e demonstrando absoluta falta do que fazer, além de uma incompetência ímpar. Enfim, o que realmente sabemos sobre o período Permiano?

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A Terra não é plana. A Lua é.

Se você mora numa vasta planície, um campo aberto com montanhas bem longe, é tentador pensar que se vive num mundo chato feito pizza. Mas basta subir alguns metros que, ao longe, nota-se a curvatura da Terra. Ao ver montanhas à grande distância, é inevitável pensar que ali é a borda do mundo e a parede que impede que nós despenquemos para o vazio, como se fosse um imenso parapeito. Os hindus antigos achavam que o mundo era discoide e estava repousado nas costas elefantes apoiados sobre uma imensa tartaruga, lenda aproveitada por Terry Pratchett em seu antológico Discworld (LEIA-O, é uma ordem! Sua vida terá novo significado).

Hoje sabemos que a Terra não tem formato de pizza (ok, alguns ainda acham que sim), mas isso nos traz lembranças do quão pouco sabíamos e éramos a nos apegar ao senso comum. E mesmo hoje, com todo o nosso desenvolvimento científico e tecnológico, a Natureza ainda nos prega peças, como mostrar que a Lua, nosso satélite natural, é tão achatado quando se pensava da Terra de outrora. Com a diferença de termos evidências fotográficas disso.

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Biolamp: A ideia mais estúpida já inventada

Costumo dizer que jornalista falando de Ciência é a mesma coisa que tartaruga tentando costurar. Entretanto, tem algo pior que isso: designers. Eles não só falam besteira, como desenham besteiras e o mundo de idiotas replicam o monte de merda que estes imbecis inventam. Um perfeito exemplo é a tal “Biolamp” (não confundir com sua homônima), inventada por um dizáiner húngaro, que promete revolucionar tudo o que sabemos sobre poluição atmosférica e nos dar ares mais limpos.

Obviamente, eu não tenho nada contra sistemas anti-poluição, mas devemos ter cuidado com as inovações. Uma das frases que eu mais gosto é a do Marcelo Gleiser, que diz “Se sua teoria vai de encontro a todas as leis da Física, você pode estar certo. Se sua teoria viola apenas a Segunda Lei da Termodinâmica, ela estará invariavelmente errada”.

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Efeito Mpemba ilustrado

Para quem não se lembra, o Efeito Mpemba foi observado pela primeira vez por Erasto Mpemba e diz que a água quente se resfria mais rapidamente do que a água fria, a ponto de se congelar primeiro . Isso vai contra toda a lógica, mas a Natureza não se liga em Lógica, ao contrário do que pessoas mentalmente incapacitadas possam “pensar”. Lógica é apenas um modo de encadear ideias e se baseia em conhecimentos, mas o inverso não é verdadeiro. Bem, pelo sim, pelo não, temos a seguir um exemplo perfeito do efeito.

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O Palácio dos Cristais de Naica

A mina de Naica está localizada no estado de Chihuahua, México. Ela seria mais uma outra mina comum, esquecida num país largado em qualquer canto do mundo. Entretanto, assim como as estradas, as minas têm histórias, segredos. Nada se compara com os monumentais cristais encontrados na Cueva de los Cristales, e é praticamente impossível não compará-la com a Fortaleza da Solidão do filme do Super-Homem. A visão é estonteteante, mas também mortal.

Naica é basicamente uma mina de chumbo, zinco e prata. Mas seu maior tesouro estava escondido de forma mais profunda. Nunca sabemos o que o planeta pode produzir, indiferente à nossa tola existência. Naica nos mostra que sua grandiosidade não está no valor que damos aos minérios, pois este valor é subjetivo. Povos pré-colombianos não davam tanto valor ao ouro quanto os europeus. O verdadeiro tesouro de Naica passou milênios escondido, até que uma descoberta (como sempre, por acaso) em 2000 mudou a história do lugar.

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Cientistas desenvolvem jogos usando microorganismos

Eu sou do tempo do bom e velho Atari. Ganhei corridas no Enduro e detonei geral no River Raid. Nenhum invasor do espaço passava pelas minhas defesas. Com o tempo, os video-games evoluíram, mas não a ponto de sua vontade se sobrepujar à dos seres vivos inferiores, como bactérias, protozoários e aborrecentes orkutianos… até agora.

Uma equipe da Universidade de Stanford criou um vídeo-game interativo, onde você muda parâmetros que possam interferir fisicamente num meio de cultura, fazendo com que paramécios possam se movimentar em todas as direções. É, talvez, o melhor exemplo de como se sentir um deus.

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Grandes Nomes da Ciência: Al-Biruni

Um artigo que me deu trabalho e gosto de escrever foi os dos 1001 anos da Ciência Islâmica, onde os entelequituais do Orkut acham que estava errado pois muçulmanos sempre foram terroristas e “sabemos” que a ICAR foi quem construiu universidades na Europa, apesar de eu ter refutado bobagens e embasado todo o texto com fontes. Leitura? Para quê? Mas faltou muita coisa naquele texto, e eu pretendo sanar isso aos poucos (de preferência quando me der vontade). Assim, teremos algo sobre um dos maiores gênios da sabedoria árabe. Seu nome é Al-Biruni e ele simplesmente mostrou o tamanho não só do Império Árabe como de todo o planeta.

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