O que tem oito patas, sobe pelas paredes e pode salvar vidas, mesmo não tendo uma?

Uma aranha! Entretanto, não é uma aranha comum e ninguém precisará pegar o chinelo para matar a desgraçada. Ela não está viva, e não é o defunto de um aracnídeo. É um robô, projetado, construído e desenvolvido com um único objetivo: salvar vidas, e isso poderá ser adquirido de forma barata, já que sua força motor será obtida apenas com o auxílio de ar comprimido. Eu quero uma!

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Sapos venenosos apresentam sabor agridoce quando lambidos. MAS HEIN?

A Ciência, enquanto aventura humana, nos traz diariamente coisas maravilhosas. Mas, exatamente por ser humana, de vez em quando nos prega umas peças e nos traz umas notícias um tanto quanto bizarras, e veículos de divulgação científica acabamos trazendo coisas que parecem ter saído de uma ode ao mau gosto, ainda que com sabor temperadinho. Entre tais notícias temos as informações que sapos venenosos, se lambidos, apresentam sabores diferentes. Mas quem anda, em tempos de carnaval, disposto a lamber pererecas sapos?

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E se o Homem fizesse fotossíntese?

Antes que você banque o insano e corra pra primeira loja de produtos naturais — ou casas de suco,  mesmo — para se encher de suco de clorofila (coma capim, é mais barato e tem o mesmo efeito), leia todo o artigo. Ao contrário do que se possa imaginar, ninguém vai criar cloroplastos do nada e passar a fazer fotossíntese dentro do próprio organismo. Acho que nem mesmo o Monstro do Pântano fazia isso. A ideia é desenvolver tecnologias de forma que se aproveite os vários joules de energia provenientes do Sol para aplicações práticas. Em nível bioquímico, algas azuis foram as pioneiras em fazer isso com eficiência, para depois se combinarem com plantas por meio de organização simbiótica. Será que conseguimos alguma tecnologia capaz de fazer isso?

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A vida secreta de uma bolha de champanhe

Todo pedante que se preze se gaba de conhecer um bom vinho pela sua textura, sabor, coloração e aroma. Eu não tenho pretensões se ser enólogo, não quero saber de que diabos estão falando de textura e nem quero saber de qual fruta o vinho foi obtido. Qualquer coisa, eu peço pela recomendação do garçom, já que não se impressiona mulher pelo pedido do vinho e sim com carros. Nenhuma mulher resiste à minha Variant cor de abóbora!

O champanhe é uma das bebidas mais conhecidas e charmosas do mundo. Eu particularmente não gosto e não tenho necessidade de ficar com um copo dela na mão para me sentir "chique" (fuck the police!). enquanto algumas pessoas ficam metendo o pé na jaca, outras pensam no porquê da coisa. Alguns estudam até mesmo a física envolvida nas bolhas de champanhe.

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O mundo pelos olhos de um bambolê

Algumas coisas são complicadas demais em sua simplicidade. Bom, praticamente tudo é complicado mesmo que não seja complicado. Por isso, eu gosto de brinquedos simples, como um bambolê. Ele não passa de um anel de plástico que não faz nada, não acende luzinhas, não tem som (salvo em movimento), não se move sozinho e nem é preciso energia maior que energia cinética, produzida por organismos biológicos. Como bambolês são diretamente dependentes de seus donos, sem precisar baixar aplicativos (ou, em português retardado, apps), muitas crianças não sabem nem pra que serve. Mas, darei-lhes uma dica: bambolês não servem pra praticamente nada. Só serve mesmo para você se divertir.

Bambolês. Me lembro de vocês nos distantes idos de minha infância. Queria saber mais o que se passava com vocês, como vocês viam o meu mundo, mas nunca pude saber. Sorte que outras pessoas não são preguiçosas como eu, como uma mulher que adaptou uma microcâmera num bambolê e… bem, vejam o vídeo.

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Behold my country house, mortals!

O bom de viver no futuro de um antigo presente (ou presente do que foi futuro um dia) é poder ver coisas fantásticas. Claro que ainda há gente vivendo hoje num passado que há muito tempo já passou. Não é para eles o que tenho para mostrar. SENHORES! Contemplem 40 séculos de História que pouco se importa com sua ridícula existência e frugal tempo de vida. Eu vos dou… as Pirâmides!

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Quantas diferenças existem entre um elefante e um rato? 24 milhões

Isso se formos contar uma diferença pra cada geração, pois este é o período estimado em que o ancestral comum a elefantes e ratos separou-se em dois mamíferos tão parecidinhos. Olhando a imagem ao lado, mal posso perceber quem é quem.

Pesquisadores estudaram as taxas de crescimento de 28 diferentes grupos de mamíferos e chegaram à conclusão que diminuir é mais fácil que crescer. Sim, eu sei oque você está pensando e pode sossegar aí. Isso aqui é um blog família (eu me esforço, pelo menos).

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Primeiros apontamentos de uma aula de Química

Estou aqui hoje só para dizer como sou um afortunado. Digo, sem ter nenhum pudor quanto a isso, que sou um cara de muita sorte. Nossos avós, bisavós ou nossos mais antigos antepassados olhavam para o mundo que então conheciam e se perguntavam o que era aquilo. Os riscos no céu durante uma noite chuvosa era algo que eles não sabiam.

Ao longo de nossa história, buscamos perguntas e tivemos muitas respostas. De início, não eram as que esperávamos e muitas delas eram tão ou mais misteriosas que as perguntas feitas anteriormente. Durante todo este percurso, fomos adicionando mais e mais conhecimento, saber. E este conhecimento tinha um nome na Roma Antiga: Scientia, que hoje nós chamamos de Ciência.

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Obrigado, Google. Você está nos emburrecendo

Eu me lembro quando a Internet começou a expandir-se de forma que todos os mortais pudessem ter em casa. Diziam que as pessoas teriam mais informação, aprenderiam mais etc. Ledo engano. Houve foi uma disseminação de gente burra e preguiçosa (ou preguiçoso e burro. Não sei o que veio antes). Por um lado, o Google facilitou as nossas vidas, garimpando as informações e servindo de aliado no nosso dia-a-dia. Pelo outro, ele ajuda a atrofiar o cérebro, onde as pessoas não usam o órgão (o cérebro! O cérebro!) como deveria. Pelo menos, é o que sugere uma pesquisa feita por várias universidades. Estamos ficando burros mesmo, ou isso só ficou mais facilmente constatado?

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O balé das antenas do VLA

VLA é a sigla do Very Large Array, um conjunto de radiotelescópios que, juntos, formam um imenso observatório de radioastronomia localizado nas planícies de San Agustin, entre as cidades de Magdalena e Datil, algumas 50 milhas (80 km) a oeste de Socorro, Novo México, EUA. Atualmente, seu nome oficial é The Karl G. Jansky Very Large Array, em homenagem Nichola Tesla…. ok, é brincadeira. A homenagem, muito merecida, é para Karl Gunthe Jansky, físico e engenheiro americano, nascido em 22 de outubro de 1905. Em agosto de 1931, Jansky descobriu algo desconcertante: ondas de rádio. Não que ondas de rádio fossem alguma novidade. O ineditismo estava no lugar de onde as ondas estavam vindo. Do interior, bem do interior da Via Láctea. Jansky se tornou um dos fundadores da radioastronomia.

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