Mal uso de antibióticos está tornando a tuberculose resistente a remédios

Há um problema sério em se tratar tuberculose de qualquer jeito, como qualquer outra doença: que a doença fique mais forte; isto é, o uso de um antibiótico comum pode causar um problema ao gerar um tipo de tuberculose mais resistente. Fluoroquinolonas são as drogas mais comumente prescritas nos EUA, e são utilizadas para lutar contra uma série de infecções, desde sinusite até pneumonia. Elas também são uma espécie de primeira linha de defesa eficaz contra infecções provenientes da tuberculose que mostram resistência medicamentosa. Entretanto, uma nova pesquisa mostra que o uso generalizado de fluoroquinolonas pode criar uma cepa de bactérias resistentes a estes medicamentos também, e isso é pra lá de preocupante.

A tuberculose é uma das doenças infecciosas mais antigas da Humanidade. É causada pelo Mycobacterium tuberculosis, também conhecido como “Bacilo de Koch”, em homenagem ao seu descobridor, o médico Heinrich Hermann Robert Koch. Sua contaminação se dá principalmente por via aérea. Dados históricos sobre a tuberculose no Brasil podem ser vistos diretamente no site da Fundação Instituto Oswaldo Cruz – FIOCRUZ. Continuar lendo “Mal uso de antibióticos está tornando a tuberculose resistente a remédios” →

Nervo artificial aciona o cérebro usando neurotransmissores

Cientistas suecos criaram a primeira célula nervosa artificial capaz de se comunicar seletivamente com células nervosas naturais, usando neurotransmissores, como acontece normalmente no organismo. Até hoje, as pesquisas que procuram estimular células nervosas diretamente utilizam estimulação elétrica. O exemplo mais comum dessa abordagem está nos implantes cocleares, que são inseridos cirurgicamente no ouvido interno, com fios ligados diretamente ao cérebro. Continuar lendo “Nervo artificial aciona o cérebro usando neurotransmissores” →

A chave da evolução humana repousa em ferramentas construídas por outros primatas

Julio Mercader é arqueólogo da Universidade de Calgary. Por sinal, ele é um dos poucos pesquisadores no mundo a estudar a cultura material dos parentes vivos mais próximos dos seres humanos: os grandes símios. O Dr. Mercader está reunindo os seus colegas para criar uma nova disciplina dedicada à história da utilização de ferramentas por todas as espécies de primatas espécies, a fim de compreender melhor a evolução humana.

Mercader é co-autor de um novo trabalho intitulado “Arqueologia Primata”, publicado recentemente na revista Nature. Mercader é um dos 18 co-autores que argumentam que as recentes descobertas de ferramentas utilizadas por uma grande variedade de primatas selvagens – bem como evidências arqueológicas de chimpanzés usando ferramentas de pedra de milhares de anos – está forçando os especialistas a repensar a tradicional linha divisória entre os seres humanos e outras espécies de primatas, assim como a crença que o emprego de ferramentas é domínio exclusivo do gênero Homo (em latim: homens, como humanidade; e não, não tem nada a ver com homossexuais diretamente). Continuar lendo “A chave da evolução humana repousa em ferramentas construídas por outros primatas” →

População humana expandiu-se durante o Pleistoceno Tardio

Uma grande pergunta, e até agora não respondida, no decorrer da evolução humana é quando os humanos modernos começaram a se expandir pelo mundo. O crescimento demográfico estava associado com a invenção de determinadas tecnologias em particular? Ou as inovações comportamentais por caçadores-coletores no último Pleistoceno, com o início da agricultura durante o Neolítico?

Bem, pelo visto, os dados vindos das 3 populações não-africanas sobreviventes (bascos franceses, os chineses Han e os melanésios) são inconsistentes com o modelo de crescimento simplificado, presumivelmente porque eles refletem histórias demográficas mais complexas. Em contraste, os dados vindos das 4 populações sub-saarianas na África concordam com as duas fases do modelo de crescimento populacional. As análises suportam a teoria em que o crescimento populacional teve um desempenho significativo na evolução das culturas humanas no Pleistoceno Tardio. Continuar lendo “População humana expandiu-se durante o Pleistoceno Tardio” →

Cérebro adapta-se a novas necessidades na idade adulta

O cérebro humano pode adaptar-se às novas necessidades, mesmo na idade adulta. Neurocientistas do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachussets) já encontraram provas de que mudando com insuspeitada velocidade. As conclusões sugerem que o cérebro dispõe de uma rede de ligações silenciosas que fundamentam a sua, digamos, “plasticidade”.

Uma pessoa com um braço amputado possui “sensações” no membro perdido quando ele(a) é tocado no rosto. Os pesquisadores acreditam que isso acontece porque a parte do cérebro que normalmente recebe a informação do braço começa se referindo a sinais próximos da região do cérebro que recebe a informação da face. Continuar lendo “Cérebro adapta-se a novas necessidades na idade adulta” →

Descoberto um fóssil de nova espécie de roedor

Uma equipe de cientistas descobriu um fóssil de um roedor, cuja espécie está extinta. Os restos fósseis de um dente encontrados em Alborache, Valência, pertencem ao Eomyops noeliae, pertencente à família Eomyidae, e representa o mais antigo registro deste gênero no mundo. Obviamente, toscos ignorarão análises de DNA, bem como sua estrutura morfológica, dizendo que trata-se apenas de um dente. Ou que, de repente, pertencia à alguém da família de Noé. Continuar lendo “Descoberto um fóssil de nova espécie de roedor” →

Novas descobertas sobre a capacidade visual dos morcegos

A expressão “cego como um morcego” nunca foi cientificamente certa, já que morcegos não são cegos, e sim, eles podem ver muito bem de dia, apesar de seu comportamento noturno. Cientistas do Max Planck Institute for Brain Research, em Frankfurt, e da Universidade de Oldenburg analisaram a sensibilidade das retinas de algumas espécies morcegos e detectaram células cones e pigmentos visuais neles, por meio de análise eletrorretinográfica. A pesquisa foi publicada na PloS ONE. Continuar lendo “Novas descobertas sobre a capacidade visual dos morcegos” →

Formigas podem ser mais racionais que humanos

Em um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Estadual do Arizona e da Universidade Princeton mostra que formigas – sim, aquelas lindas formiguinhas que você adorava matar com uma lente, concentrando os raios do sol – podem realizar uma tarefa mais racional do que nós mesmos, apesar de termos este cabeção, polegares opositores e capazes de desenvolver tecnologia, nem que seja pra assistir Big Brother.

Bem, realmente, as formigas usam mais de racionalidade, mesmo… Continuar lendo “Formigas podem ser mais racionais que humanos” →

Cientistas desenvolvem celular que funciona como microscópio

Responda rápido: O que é que faz chamadas telefônicas, é portátil, toca música e até tira foto? Não responda ainda. Este aparelho ainda tem joguinhos, agenda eletrônica, faz vídeo e podemos instalar aplicativos, funcionando até como GPS às vezes? Resposta? Um microscópio portátil!

Bem, quer dizer, eu imagino que a sua resposta tenha sido um telefone celular (ou telemóvel, como chamam d’além mar). Você não está errado se respondeu assim, da mesma forma que eu não estou maluco. Um grupo de pesquisadores da Universidade da Califórnia, em Berkeley, está desenvolvendo um sistema a ser acoplado em telefones celulares, de modo que possam funcionar como microscópios portáteis, ajudando na detecção de doenças de modo rápido e ágil em lugares de difícil acesso, sem nenhum laboratório decente por perto. Onde quer que esteja, DeForest Kelley deve estar sorrindo agora. Continuar lendo “Cientistas desenvolvem celular que funciona como microscópio” →

Bico de tucano é usado para controlar temperatura corpórea

O bico do tucano, responsável por um terço do seu tamanho, é o maior dentre todas as espécies de aves. Cientistas já haviam constatado que ele é usado para funções como descascar frutas ou atrair companheiros. Agora, três pesquisadores acabam de identificar uma nova função para essa estrutura: auxiliar na regulação da temperatura corporal da ave.

A conclusão foi feita em um estudo realizado com a maior e mais emblemática das espécies de tucano: o tucano-toco (Ramphastos toco). Os pesquisadores constataram que, quando comparado à dimensão total da ave, o bico dessa espécie constitui a maior estrutura corporal destinada à troca de calor com o meio externo de todo o reino animal. Com isso, ele supera outras estruturas de tamanho considerável conhecidas por atuar no controle térmico, como a orelha do elefante. Continuar lendo “Bico de tucano é usado para controlar temperatura corpórea” →