Zoológico Criacionista inglês tenta refutar a Evolução

Ao contrário do que as Ovelhinhas do Senhor podem pensar (elas vivem pensando em mim, na maioria das vezes coisas impublicáveis), eu sou um cara excelente, honesto, trabalhador e bom pai de família. A irmã de nosso espião sabe disso melhor do que ninguém. Assim, eu sempre me preocupo com o próximo e com o distante. Não quero mais ter que ler tosqueiras idiocráticas, nem insanidades espalhadas pelo mundo afora. Assim, eu com fervor peço:

In nomine Patris, et Filii, et Spiritus Sancti! Senhor Jesus, por favor, faça com que não apareça nenhuma tosqueira. É de vossa palavra que seu servo em Cristo Mateus nos veio dizer que tudo que vo-lo pedirmos, vós atendereis. Peço que o mundo fique normal e que não ocorra nada de esquisito, tosco e completamento louco no mundo, além de prover alimentos aos que têm fome e conforto aos desconsolados, amém!

Infelizmente, o sinhô G-zuis anda com muita cera o ouvido e não me atendeu (nevermind, eu já esperava por isso). Ele prefere orações do tipo:

– Sinhô Deus Noçu Pai! Fassa cum qui a disgramada da Waldirene deixe o meu Erdimilço, modiquê ele vorte pra mi. Ajuda eu, sinhô! Já deichei o dismo cum pastô.

Assim, o que temos? Uma mais uma notícia que deixará vocês, nobres leitores, com uma sensação que o mundo conspira para que a idiotice governe o mundo (e não, não é coisa do Skynet), como é o caso de um Zoológico Britânico que defende o criaBURRIcionismo, achando que com isso está refutando Teoria da Evolução. Bem-vindos à SEXTA INSANA!! Continuar lendo “Zoológico Criacionista inglês tenta refutar a Evolução”

Termorregulação de mamíferos marinhos impede que morram congelados

Baleias, golfinhos, focas e outros mamíferos marinhos podem gerar o próprio calor e manter uma temperatura corporal estável, apesar das condições ambientais variáveis. Assim como as pessoas, eles são homeotérmicos endotérmicos – ou seja, são animais “de sangue quente”. Mas esses mamíferos são especialistas em termorregulação: suportam temperaturas na água, que chegam a –2 ºC e temperaturas do ar de –40 ºC.

Ann Pabst, zoóloga marinha da Universidade da Carolina do Norte, em Wilmington, explica como os mamíferos marinhos conseguem sobreviver ao frio extremo. As águas oceânicas polares podem chegar a –2 ºC negativos. Mesmo em regiões temperadas ou tropicais, a água do mar pode atingir –1 ºC em grandes profundidades. Continuar lendo “Termorregulação de mamíferos marinhos impede que morram congelados”

Cientistas estudam anfíbio para tratar regeneração de membros

Os malvados cientistas da Universidad Nacional Autónoma de Mexico (UNAM) – insensíveis, horrendos e capazes de atos hediondos à guiza de ampliar o conhecimento humano e melhorar a vida das pessoas – estão estudando a capacidade regenerativa de um anfíbio chamado Axolotle (Ambystoma mexicanum), que possui 3 pares de brânquias externas e possui uma das maiores capacidades regenerativas no reino animal, podendo regenerar extremidades completas do corpo até pedaços de cérebro. Ele só não possui esqueleto de adamantium (ainda). Continuar lendo “Cientistas estudam anfíbio para tratar regeneração de membros”

Luz cinérea dá pistas sobre habitabilidade de exoplanetas

À medida que a caçada por planetas semelhantes à Terra se intensifica ao redor de outras estrelas, alguns pesquisadores já investigam como verificar a habitabilidade desses planetas quando forem encontrados, ou seja, não basta encontrar um planeta, é precisa de meios para se determinar se eles são habitados ou não. Daí em diante, é necessário saber se são habitados por seres inteligentes.

Um grupo de cientistas americanos e australianos relatou uma forma bem-sucedida para confirmar a presença de água nos chamados planetas extrassolares, também chamados de exoplanetas (exo = fora; isto é, planetas fora de nossos sistema solar). Pesquisadores testaram suas técnicas no único planeta conhecido, semelhante ao nosso: a própria Terra. Continuar lendo “Luz cinérea dá pistas sobre habitabilidade de exoplanetas”

Arquivo-X pode ter influenciado relatos sobre discos voadores

Realmente, esta semana é a Semana da Tosqueira! depois de malucos que impedem as mulheres de comer, caso não tenham relações sexuais, retardados mandando e-mails toscos e bancos aceitando queijos como pagamento (tá, ok. O do banco foi na semana passada, e daí?), agora temos que, segundo Ministério da Defesa britânico, houve 609 relatos de OVNIs (Objetos Voadores Não Identificados) em 1996 contra cerca de 117 depoimentos em 1995.

Motivo? A série Arquivo-X. Os toscos ficavam grudados no seriado e achavam que aquilo era verdade, que nem as velhinhas que acreditam que as histórias das novelas são REAIS (a própria atriz Regina Duarte chegou a apanhar na rua quando fazia um papel de vilã numa novela). Em resumo, os caras ficaram tão fissurados em conspirações extraterrestres que viam ET phone home em tudo que é canto. Antes de continuarem lendo, peguem seus crachás contra radiação e cuidado para não serem violentados por algum ET tarado. Continuar lendo “Arquivo-X pode ter influenciado relatos sobre discos voadores”

Métodos agrícolas das primeiras civilizações podem ter alterado o clima global

Não é de hoje que seres humanos queimam florestas para poderem usar a terra, seja como pasto ou como área de cultivo, isso já acontecia há milhares de anos, e isso pode ter influenciado no clima do planeta, por ter aumentado a concentração de dióxido de carbono (CO2). Pesquisadores da Universidade da Virgínia e da Universidade de Maryland, EUA, afirmam que as 6 bilhões de pessoas de hoje usam cerca de 90% a menos de terra por pessoa para produção de alimento do que era usado por populações menores no início do desenvolvimento das civilizações. Essas primeiras sociedades provavelmente se basearam num processo de corte-queima para limpar grandes extensões de terras, afim de produzirem alimentos em níveis relativamente pequenos. O estudo foi publicado na Quaternary Science Reviews. Continuar lendo “Métodos agrícolas das primeiras civilizações podem ter alterado o clima global”

Mal uso de antibióticos está tornando a tuberculose resistente a remédios

Há um problema sério em se tratar tuberculose de qualquer jeito, como qualquer outra doença: que a doença fique mais forte; isto é, o uso de um antibiótico comum pode causar um problema ao gerar um tipo de tuberculose mais resistente. Fluoroquinolonas são as drogas mais comumente prescritas nos EUA, e são utilizadas para lutar contra uma série de infecções, desde sinusite até pneumonia. Elas também são uma espécie de primeira linha de defesa eficaz contra infecções provenientes da tuberculose que mostram resistência medicamentosa. Entretanto, uma nova pesquisa mostra que o uso generalizado de fluoroquinolonas pode criar uma cepa de bactérias resistentes a estes medicamentos também, e isso é pra lá de preocupante.

A tuberculose é uma das doenças infecciosas mais antigas da Humanidade. É causada pelo Mycobacterium tuberculosis, também conhecido como “Bacilo de Koch”, em homenagem ao seu descobridor, o médico Heinrich Hermann Robert Koch. Sua contaminação se dá principalmente por via aérea. Dados históricos sobre a tuberculose no Brasil podem ser vistos diretamente no site da Fundação Instituto Oswaldo Cruz – FIOCRUZ. Continuar lendo “Mal uso de antibióticos está tornando a tuberculose resistente a remédios”

Nervo artificial aciona o cérebro usando neurotransmissores

Cientistas suecos criaram a primeira célula nervosa artificial capaz de se comunicar seletivamente com células nervosas naturais, usando neurotransmissores, como acontece normalmente no organismo. Até hoje, as pesquisas que procuram estimular células nervosas diretamente utilizam estimulação elétrica. O exemplo mais comum dessa abordagem está nos implantes cocleares, que são inseridos cirurgicamente no ouvido interno, com fios ligados diretamente ao cérebro. Continuar lendo “Nervo artificial aciona o cérebro usando neurotransmissores”

A chave da evolução humana repousa em ferramentas construídas por outros primatas

Julio Mercader é arqueólogo da Universidade de Calgary. Por sinal, ele é um dos poucos pesquisadores no mundo a estudar a cultura material dos parentes vivos mais próximos dos seres humanos: os grandes símios. O Dr. Mercader está reunindo os seus colegas para criar uma nova disciplina dedicada à história da utilização de ferramentas por todas as espécies de primatas espécies, a fim de compreender melhor a evolução humana.

Mercader é co-autor de um novo trabalho intitulado “Arqueologia Primata”, publicado recentemente na revista Nature. Mercader é um dos 18 co-autores que argumentam que as recentes descobertas de ferramentas utilizadas por uma grande variedade de primatas selvagens – bem como evidências arqueológicas de chimpanzés usando ferramentas de pedra de milhares de anos – está forçando os especialistas a repensar a tradicional linha divisória entre os seres humanos e outras espécies de primatas, assim como a crença que o emprego de ferramentas é domínio exclusivo do gênero Homo (em latim: homens, como humanidade; e não, não tem nada a ver com homossexuais diretamente). Continuar lendo “A chave da evolução humana repousa em ferramentas construídas por outros primatas”

População humana expandiu-se durante o Pleistoceno Tardio

Uma grande pergunta, e até agora não respondida, no decorrer da evolução humana é quando os humanos modernos começaram a se expandir pelo mundo. O crescimento demográfico estava associado com a invenção de determinadas tecnologias em particular? Ou as inovações comportamentais por caçadores-coletores no último Pleistoceno, com o início da agricultura durante o Neolítico?

Bem, pelo visto, os dados vindos das 3 populações não-africanas sobreviventes (bascos franceses, os chineses Han e os melanésios) são inconsistentes com o modelo de crescimento simplificado, presumivelmente porque eles refletem histórias demográficas mais complexas. Em contraste, os dados vindos das 4 populações sub-saarianas na África concordam com as duas fases do modelo de crescimento populacional. As análises suportam a teoria em que o crescimento populacional teve um desempenho significativo na evolução das culturas humanas no Pleistoceno Tardio. Continuar lendo “População humana expandiu-se durante o Pleistoceno Tardio”