Nova espécie de camaleão é descoberta em boca de cobra

Dizem que a curiosidade mata. O sapo foi saber o que tinha na boca da cobra e se estrepou. Mas nem sempre é assim, já que pode-se descobrir coisas interessantes nas bocas dos ofídios, como uma nova espécie de camaleão, descoberta numa floresta da Tanzânia.

Andrew Marshall, do Departamento de Meio-Ambiente da Universidade de York e chefe da equipe de pesquisadores em campo, disse que a cobra fugiu ao vê-lo, mas antes cuspiu o animal ainda vivo e ralou peito dali; e sabendo que ela é um réptil sem patas, a expressão torna-se literal. Continuar lendo “Nova espécie de camaleão é descoberta em boca de cobra” →

O aquecimento global pode ser contido?

Pesquisadores andam preocupados com o aquecimento global, apesar que outros cientistas não acham nada de tão alarmante. Como não pode deixar de ser, cria-se muito oba-oba sobre isso, mas também existem dados que mostram uma subida na temperatura de todo o planeta. Não se sabe até onde é por causa do próprio sistema climático da Terra, ou se a ação do homem tem uma parcela de culpa nisso.

Pesquisadores da Universidade de East Anglia, no Reino Unido, publicaram um artigo onde mostram que o aquecimento global deve deixar o planeta seis graus mais quente até o fim do século, e procura alertar sobre a necessidade de se buscar soluções com caráter de urgência. Continuar lendo “O aquecimento global pode ser contido?” →

Cientistas pesquisam a origem dos nematódeos

Cientistas da Universidade de Wageningen publicaram a maior árvore filogenética de nematóides, em cooperação com o Dutch Plant Protection Service e da Universidade da Califórnia na edição de novembro da revista Nematology. Ele contém mais de 1.200 espécies e é inteiramente baseado na análise de dados da seqüência do DNA.

As diferenças na apreciação dos nematóides têm resultado em inúmeras classificações e isso confunde muito a comunicação científica. Uma vantagem da utilização de dados moleculares é que ela permite uma enorme expansão do número de caracteres. Os autores apresentaram então, uma árvore filogenética baseada em 1215 pequenas subunidades de sequências de DNA ribossomial, abrangendo uma vasta gama de táxons de nematóides. Continuar lendo “Cientistas pesquisam a origem dos nematódeos” →

Extinções em massa vs Genética

Os sinais geológicos de extinções em massa são muito distintos: a foto ao lado mostra a marcação geológica que ilustra o período onde ocorreu a famosa extinção Cretáceo-Terciária, também chamada Extinção KT, onde a letra “K” é a inicial da palavra alemã “Kreide” que significa “giz”, e descreve a camada sedimentária de calcário proveniente daquela época, enquanto que a letra “T” representa “terciário”, o período geológico seguinte.

A Extinção K-T ocorreu há aproximadamente 65 milhões de anos e aniquilou cerca de 70% das espécies na Terra, incluindo nossos amigos dinossauros. Esta foi a última extinção em massa, e seus efeitos sobre a vida da Terra é muito clara e dramática. Mamíferos têm evoluído e se propagado (“irradiado” é o termo usado em biologia evolutiva), ocupando muitos dos nichos ecológicos que outrora pertenceram aos dinos. Os dinossauros que restaram evoluíram até se tornarem nossas aves (O que não faltam são artigos sobre isso aqui), enquanto um grupo mamíferos – mais especificamente os primatas – evoluíram e desenvolveram inteligência, a qual foi responsável pela criação de telefones celulares, computadores e o Ceticismo.net. As marcas da Extinção KT são, portanto, encontradas em toda parte: em fósseis, em registros geológicos e de vida existente (não só animais, como vegetais também). Continuar lendo “Extinções em massa vs Genética” →

Algas podem ser a chave para a produção de hidrogênio

Na busca de tornar o hidrogênio como fonte alternativa e limpa de combustível, os pesquisadores têm tido problemas sobre como criar hidrogênio utilizável, cuja combustão seria o ideal, já que não se produziria CO2, mas apenas água. Não se chegou a um modo eficaz de produzir grandes quantidades de hidrogênio, sem que se gasta uma grande quantidade de energia; mesmo porque, motos contínuos só existem na ficção e as Leis da Termodinâmica são invioláveis, mas contornáveis.

Isso não significa dizer que possa gerar energia do nada, mas pode-se otimizar processos, de modo a se obter fontes de energia usando outros tipos de fontes como a luz do Sol.

Novas descobertas de uma equipe de cientistas da Universidade do Tennessee, em Knoxville (preciso dizer o Estado?), e Oak Ridge National Laboratory, no entanto, mostram que a fotossíntese – processo pelo qual as plantas fabricam seus nutrientes – podem funcionar como fonte limpa e sustentável de hidrogênio. Continuar lendo “Algas podem ser a chave para a produção de hidrogênio” →

Cianobactérias: a origem do oxigênio na Terra

As principais formas de vida no planeta Terra – não necessariamente na cidade de Tóquio – necessitam de oxigênio livre para respirar, exceto alguns fungos e bactérias, que respiram e se alimentam através de fermentação. Erroneamente se pensa que as plantas respiram gas carbônico. O CO2, o vilão do momento, é usado unicamente para fotossíntese. Logo, em presença de luz, as plantas sintetizam seu alimento E respiram. Na ausência de luz (mais acertadamente, de emissões ultravioleta), as plantas somente respiram. Assim, esqueça aquela bobagem que plantas respiram CO2 de dia e O2 e noite.

Há cerca de 3,8 bilhões de anos, no período Arqueano, ainda não haviam plantas. Nessa época, no entanto, surgiram as primeiras estruturas fotossintetizantes: os ancestrais das algas azuis, também chamadas cianofíceas ou cianobactérias. Ainda hoje, estes seres são os responsáveis pela produção de oxigênio no planeta. Logo, esqueça também aquela bobagem que a Floresta Amazônica é o “pulmão do mundo”. Nunca foi e duvido muito que algum dia o seja. Continuar lendo “Cianobactérias: a origem do oxigênio na Terra” →

Paleoecologistas estudam como alterações climáticas afetarão organismos no futuro

Um artigo publicado no Proceedings of the National Academy of Sciences, em setembro dete ano, escrito por uma equipe de ecologistas, incluindo Robert Booth, professor adjunto de Ciências Ambientais na Universidade de Lehigh, examina alguns dos possíveis problemas com os métodos de previsão atual, e solicita a utilização de uma vasta gama de abordagens para predizer o impacto da mudança climática sobre os organismos.

Segundo Booth e seus colegas, um dos maiores desafios que os ecologistas possuem hoje é tentar prever como a mudança climática terá impacto sobre a distribuição dos organismos no futuro. Continuar lendo “Paleoecologistas estudam como alterações climáticas afetarão organismos no futuro” →

Google ecológico? Onde?

As pessoas acreditam em quaisquer bobagens. E hoje, há a demanda para tudo ser ecológico, sequestrar carbono (isso vale pra carvão e diamantes?), proteger bebês-foca e evitar o buraco na cueca camada de ozônio, mesmo que não haja nenhum buraco lá. A mania eco-chata está de tão modo irritante que aparecem em e-mail, chat(ice), notícias, Orcútes da vida etc e tal. Agora, temos nada mais nada menos que um serviço de busca ecológico, que jura de pés juntinhos que estão melhorando o mundo, cada vez que você faz uma busca na internet. Continuar lendo “Google ecológico? Onde?” →

Menina de 10 anos salva pessoas de um tsunami

Há anos que eu ouço a mesma ladainha: “Para que eu quero aprender isso?”. De certa forma, os alunos têm uma certa razão, pois ensina-se muitas bobagens inúteis e complicadas sem um motivo do porquê. Eu, por exemplo, acho totalmente tolo ensinar regra de Hund, configuração eletrônica em subníveis (eu concordo que se ensine configuração em níveis), números quânticos etc. Mas o maldito vestibular dita as regras e o ENEM não mudará esse quadro.

Entretanto, nem tudo que se aprende é inútil. Muitas vezes, uma simples informação pode salvar muitas vidas, transformando uma pessoa comum em herói, como foi o caso da menina neozelandesa de nome Abby Wutzler, de apenas 10 anos. Ela salvou dezenas de pessoas, simplesmente porque se lembrou das aulas de Ciências no colégio. Continuar lendo “Menina de 10 anos salva pessoas de um tsunami” →

Comemoração: Artigo nº 1500

Acho que deu pra entender que este é o 1500º artigo postado, não é mesmo? Caso contrário, dê de novo e quem sabe você entenda.

Por 1500 vezes trouxemos informação relevante (às vezes, nem tanto). Por 1500 vezes mostramos o lado que as religiões não mostram, apesar de G-zuis dizer pra sempre dar a outra face, mesmo quando manda executar quem não concordava com ele. Por 1500 vezes compartilhamos nosso conhecimento, e nem incluo todos os comentários que nos xingaram, ameaçaram, azucrinaram, encheram o saco, pregaram, falaram besteira etc. Continuar lendo “Comemoração: Artigo nº 1500” →