Pesquisa mostra que Mar Mediterrâneo sofreu uma grande enchente

Segundo Daniel García-Castellanos, membro do grupo de pesquisa do Instituto de Ciências da Terra Jaume Almera, de Barcelona, o Mar Mediterrâneo se encheu em menos de dois anos com as águas do Oceano Atlântico que atravessaram o estreito de Gibraltar com um volume mais de mil vezes superior ao atual do Amazonas. Isso, com toda a certeza, fará com que um bando de idiotas criaBURRIcionistas aleguem que está definitivamente provada a ocorrência do Dilúvio.

Só tem um probleminha nisso: tal fato aconteceu há 5,33 milhões de anos. Nessa época ainda não haviam Homo sapiens; logo, Noé continua sendo apenas conto da carochinha. Amarguem mais uma, crias. :mrgreen: Continuar lendo “Pesquisa mostra que Mar Mediterrâneo sofreu uma grande enchente”

Cientistas sintetizam carne em laboratório

Se você é daqueles que aprecia o sabor suculento de uma deliciosa picanha, mas fica com dor de consciência por estar comendo uma vaca (no sentido carnívoro da coisa), pode relaxar um pouco, pois segundo algumas pesquisas, cientistas conseguiram fazer crescer uma forma de carne em laboratório pela primeira vez!

Pesquisadores na Holanda criaram o que foi descrito como sendo carne de porco sintética, e agora estão investigando maneiras de melhorar o tecido muscular, na esperança de que um dia as pessoas possam querer comê-la, já que ninguém teve coragem de meter os dentes no produto, mas acredita-se que a carne artificial poderia estar à venda dentro de cinco anos.

Vegans, uni-vos em prol das vaquinhas, porquinhos e cabritinhas. Mas eu ainda adoro uma picanha e feijoada no modo tradicional. Continuar lendo “Cientistas sintetizam carne em laboratório”

Altos índices de gás carbônico podem aumentar tamanho dos crustáceos

O aumento de gás carbônico (CO2) na atmosfera não causa apenas intensificação do efeito estufa (não confunda efeito estufa com aquecimento global). O aumento da concentração de CO2 afeta a química dos oceanos também, produzindo maior quantidade de ácido carbônico (H2CO3) e, de quebra, pode fazer com que alguns crustáceos se tornem maiores e mais fortes, conforme sugere pesquisa da Universidade de North Carolina em Chapel Hill.

A descoberta pode ter implicações importantes para a cadeia alimentar marinha (além de nos dar a sensação que algum alien do Distrito 9 apareça para dar um “olá”). Continuar lendo “Altos índices de gás carbônico podem aumentar tamanho dos crustáceos”

Em busca de novas Terras

Foram necessários milhares de anos para que nós, seres humanos, explorássemos nosso próprio planeta e séculos para que aprendêssemos algo a respeito dos planetas vizinhos, mas hoje novos mundos estão sendo descobertos toda semana. Até agora os astrônomos já identificaram mais de 370 “exoplanetas”, ou seja, corpos celestes girando em torno de outras estrelas além do Sol. Alguns são tão estranhos que confirmam um famoso comentário do biólogo J.B.S. Haldane, segundo o qual “o universo não é só mais bizarro do que imaginamos mas também mais bizarro do que conseguimos imaginar”.

A 260 anos-luz da Terra, há, por exemplo, uma espécie de “Saturno quente”, que gira em torno de sua estrela com tal velocidade que um ano ali dura menos de três dias. Em volta de outra estrela, a 150 anos-luz, descobriu-se um “Júpiter quente” cuja atmosfera superior está sendo arrancada com tanta força que o planeta exibe uma cauda como se fosse um cometa. Continuar lendo “Em busca de novas Terras”

Nova espécie de camaleão é descoberta em boca de cobra

Dizem que a curiosidade mata. O sapo foi saber o que tinha na boca da cobra e se estrepou. Mas nem sempre é assim, já que pode-se descobrir coisas interessantes nas bocas dos ofídios, como uma nova espécie de camaleão, descoberta numa floresta da Tanzânia.

Andrew Marshall, do Departamento de Meio-Ambiente da Universidade de York e chefe da equipe de pesquisadores em campo, disse que a cobra fugiu ao vê-lo, mas antes cuspiu o animal ainda vivo e ralou peito dali; e sabendo que ela é um réptil sem patas, a expressão torna-se literal. Continuar lendo “Nova espécie de camaleão é descoberta em boca de cobra”

O aquecimento global pode ser contido?

Pesquisadores andam preocupados com o aquecimento global, apesar que outros cientistas não acham nada de tão alarmante. Como não pode deixar de ser, cria-se muito oba-oba sobre isso, mas também existem dados que mostram uma subida na temperatura de todo o planeta. Não se sabe até onde é por causa do próprio sistema climático da Terra, ou se a ação do homem tem uma parcela de culpa nisso.

Pesquisadores da Universidade de East Anglia, no Reino Unido, publicaram um artigo onde mostram que o aquecimento global deve deixar o planeta seis graus mais quente até o fim do século, e procura alertar sobre a necessidade de se buscar soluções com caráter de urgência. Continuar lendo “O aquecimento global pode ser contido?”

Cientistas pesquisam a origem dos nematódeos

Cientistas da Universidade de Wageningen publicaram a maior árvore filogenética de nematóides, em cooperação com o Dutch Plant Protection Service e da Universidade da Califórnia na edição de novembro da revista Nematology. Ele contém mais de 1.200 espécies e é inteiramente baseado na análise de dados da seqüência do DNA.

As diferenças na apreciação dos nematóides têm resultado em inúmeras classificações e isso confunde muito a comunicação científica. Uma vantagem da utilização de dados moleculares é que ela permite uma enorme expansão do número de caracteres. Os autores apresentaram então, uma árvore filogenética baseada em 1215 pequenas subunidades de sequências de DNA ribossomial, abrangendo uma vasta gama de táxons de nematóides. Continuar lendo “Cientistas pesquisam a origem dos nematódeos”

Extinções em massa vs Genética

Os sinais geológicos de extinções em massa são muito distintos: a foto ao lado mostra a marcação geológica que ilustra o período onde ocorreu a famosa extinção Cretáceo-Terciária, também chamada Extinção KT, onde a letra “K” é a inicial da palavra alemã “Kreide” que significa “giz”, e descreve a camada sedimentária de calcário proveniente daquela época, enquanto que a letra “T” representa “terciário”, o período geológico seguinte.

A Extinção K-T ocorreu há aproximadamente 65 milhões de anos e aniquilou cerca de 70% das espécies na Terra, incluindo nossos amigos dinossauros. Esta foi a última extinção em massa, e seus efeitos sobre a vida da Terra é muito clara e dramática. Mamíferos têm evoluído e se propagado (“irradiado” é o termo usado em biologia evolutiva), ocupando muitos dos nichos ecológicos que outrora pertenceram aos dinos. Os dinossauros que restaram evoluíram até se tornarem nossas aves (O que não faltam são artigos sobre isso aqui), enquanto um grupo mamíferos – mais especificamente os primatas – evoluíram e desenvolveram inteligência, a qual foi responsável pela criação de telefones celulares, computadores e o Ceticismo.net. As marcas da Extinção KT são, portanto, encontradas em toda parte: em fósseis, em registros geológicos e de vida existente (não só animais, como vegetais também). Continuar lendo “Extinções em massa vs Genética”

Algas podem ser a chave para a produção de hidrogênio

Na busca de tornar o hidrogênio como fonte alternativa e limpa de combustível, os pesquisadores têm tido problemas sobre como criar hidrogênio utilizável, cuja combustão seria o ideal, já que não se produziria CO2, mas apenas água. Não se chegou a um modo eficaz de produzir grandes quantidades de hidrogênio, sem que se gasta uma grande quantidade de energia; mesmo porque, motos contínuos só existem na ficção e as Leis da Termodinâmica são invioláveis, mas contornáveis.

Isso não significa dizer que possa gerar energia do nada, mas pode-se otimizar processos, de modo a se obter fontes de energia usando outros tipos de fontes como a luz do Sol.

Novas descobertas de uma equipe de cientistas da Universidade do Tennessee, em Knoxville (preciso dizer o Estado?), e Oak Ridge National Laboratory, no entanto, mostram que a fotossíntese – processo pelo qual as plantas fabricam seus nutrientes – podem funcionar como fonte limpa e sustentável de hidrogênio. Continuar lendo “Algas podem ser a chave para a produção de hidrogênio”

Cianobactérias: a origem do oxigênio na Terra

As principais formas de vida no planeta Terra – não necessariamente na cidade de Tóquio – necessitam de oxigênio livre para respirar, exceto alguns fungos e bactérias, que respiram e se alimentam através de fermentação. Erroneamente se pensa que as plantas respiram gas carbônico. O CO2, o vilão do momento, é usado unicamente para fotossíntese. Logo, em presença de luz, as plantas sintetizam seu alimento E respiram. Na ausência de luz (mais acertadamente, de emissões ultravioleta), as plantas somente respiram. Assim, esqueça aquela bobagem que plantas respiram CO2 de dia e O2 e noite.

Há cerca de 3,8 bilhões de anos, no período Arqueano, ainda não haviam plantas. Nessa época, no entanto, surgiram as primeiras estruturas fotossintetizantes: os ancestrais das algas azuis, também chamadas cianofíceas ou cianobactérias. Ainda hoje, estes seres são os responsáveis pela produção de oxigênio no planeta. Logo, esqueça também aquela bobagem que a Floresta Amazônica é o “pulmão do mundo”. Nunca foi e duvido muito que algum dia o seja. Continuar lendo “Cianobactérias: a origem do oxigênio na Terra”