Um passeio pela Cratera Korolev

Este filme, baseado em imagens tiradas pelo Mars Express da ESA, mostra a cratera Korolev com 82 km de largura em Marte. A cratera recebeu o nome do engenheiro-chefe de foguetes e designer de naves Sergei Pavlovich Korolev, pai da tecnologia espacial russa. Este filme foi criado usando um mosaico de imagens feito de observações em órbita única da Câmera Estéreo de Alta Resolução (HRSC) no Mars Express.

A imagem em mosaico foi então combinada com informações de topografia dos canais estéreo do HRSC para gerar uma paisagem tridimensional, como em uma câmera de filme, para simular o voo mostrado no vídeo.

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Fogo no rabo da Ariane e gritaria para mandar tudo pro Espaço

O Ariane 5 é um veículo de lançamento espacial de carga pesada desenvolvido e operado pela Arianespace para a Agência Espacial Europeia (ESA), mas eu vou é chamar de foguete mesmo. Não gostou, tô nem aí. Esta gracinha tem cerca de 52 metros de altura, 777 toneladas de massa e dois estágios, sendo ótimo veículo para colocar no Espaço coisas que avoam, como satélites geoestacionários (sim, eu sei que eles não voam nem avoam. Não enche o saco).

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Um retratinho mágico do Sol

O Sol é uma estrela fascinante. O mais fascinante do Sol é ser uma estrela e estar bem próximo de nós, sem nos queimar de forma horrível. Por isso, podemos apreciá-lo, observá-lo, estudá-lo e, claro, admirar as maravilhas que só uma bolona de átomos sendo fundido a milhões de graus celsius poderia proporcionar. É um mundo só seu, sem ninguém pisar lá ontem, hoje e provavelmente pelo resto dos seus 5 bilhões de anos que ainda lhe restam.

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Asteroides e outros Objetos Próximos

Objetos Próximos da Terra são corpos celestes cuja órbita intercepta a órbita da Terra. Eles podem ser asteroides, cometas e grandes meteoroides, tendo grande risco de colisão. Se você acha que isso não é nada demais, pergunte a qualquer dinossauro o que ele acha de um asteroide caindo na Terra .

Os NEOs (oriundo do acrônimo do nome em inglês) são um risco para naves espaciais, astronautas e satélites, além de, claro, cair na Terra e causar estragos. Estudá-los é, portanto, uma necessidade.

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MAVEN detecta raios ultra-violeta em Marte. Cuidado com o bronzeado

MAVEN é acrônimo de Mars Atmosphere and Volatile Evolution. Sua missão é pesquisar como a atmosfera de Marte se tornou o que é, qual a sua história e como isso pode nos ensinar sobre a nossa própria história. Muito do que acontece lá é invisível aos nossos olhos, ainda que essencial. Nas vastas áreas do céu noturno marciano acontece um imenso bombardeio que nossos ridículos olhos humanos não conseguem ver, mas a MAVEN, sim, é capaz de enxergar: luz ultravioleta.

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O Voo do Dragão

Em 4 de abril de 2018, a cápsula Dragon, da SpaceX foi acoplada à Estação Espacial Internacional. O voo foi gravado em timelapse e as imagens dela volitando ao sabor das forças gravitacionais da Terra e da ISS dão o tom de nossa aventura no Espaço. É um voo poético, lindo e incrível, alcançado graças à nossa engenhosidade e desenvolvimento tecnológico.

Não poderia colocar outra música de fundo senão Danúbio Azul, uma música clássica que o YouTube e o Daily Motion insistem em dizer que tem direitos autorais, mas que, pelo menos, o Facebook não ficou criando (muito) caso.

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Um passeio noturno pela Terra

A Terra é fascinante. Mesmo na escuridão do Espaço, fora da esfuziante luz Solar. Ainda assim a Terra é mágica, pois ela traz a marca de nossa civilização, a marca de nossas pegadas, a marca de nossa história. As luzes de nossas cidades, nossas construções, daquela lampadazinha que ilumina a rua pela qual andamos para voltarmos em segurança é uma marca que nós estamos aqui.

O vídeo a seguir demonstra isso. Mostra como é a nossa maravilhosa Terra no negrume da noite, com luzes iluminando nossa existência.

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Sonda Juno capta imagens chocantes de Júpiter

Júpiter é um mundo fascinante. Como todo planeta gasoso, ele é praticamente formado por gases (surpreendente, não?). qualquer um com um mínimo conhecimento de Física sabe que haverá a tendência de aparecer eletricidade estática, mas uma descarga elétrica inesperada, surgida em meio a nuvens com uma mistura amônia-água, chamou a atenção. Um dos motivos é pela composição das nuvens serem de amônia. Mas calma que tem mais: não é apenas um raiozinho, mas uma tempestade elétrica violenta do tipo Thor dizendo pra Iansã “pega leve, tia!”

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As rotações dos planetas

Chamamos de rotação o movimento em que um corpo celeste dá uma volta completa em torno de si mesmo. Como é de se esperar, este movimento não é igual para todos eles, independente do tamanho o formato, esses movimentos nem sempre são o que esperamos que fosse.

O vídeo a seguir mostra o pôr do sol em diferentes planetas e um deles é especial, a “Terra Enevoada”, quando há mais de 2,4 bilhões de anos, a atmosfera da Terra era inóspita, cheia de gases tóxicos que provocavam variações de temperatura na superfície; mas isso fica para outro dia.

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O corpo safado que fez a Terra levar ferro

Estrelas (entre elas o nosso Sol), são basicamente formadas por hidrogênio e hélio. Naquela imensa fornalha termonuclear, núcleos se fundem produzindo elementos cada vez mais pesados. Dependendo do tamanho da estrela, elas podem explodir sob a forma de supernovas, espalhando todo o seu material estelar. Quanto maior a estrela, mais núcleos pesados são formados. Hidrogênio se funde em hélio, que podem se fundir formando lítio, boro e carbono. Estrelas de massa realmente alta (para padrões de estrelas, e nosso Sol nem é tão grande assim) irão iniciar a queima de núcleos de carbono e estender mais a sua existência. As de massa ainda maior irão também fundir neônio depois de usar o carbono e assim por diante. Isso até produzir ferro, então, tudo muda. A síntese de núcleos mais pesados a partir do ferro absorve ao invés de liberar energia, e a estrela começa a esfriar. Com o tempo, este nucleozão de ferro comporá asteroides. Estes asteroides são capturados pela gravidade terrestre e cruzam os céus; então, recebem o nome de meteoros. Quando caem no chão, a rocha formada é chamada de “meteorito”.

Pronto, resumi bem a origem do ferro no planeta. Já posso abrir uma cerveja porque meu trabalho está feito, certo?

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