
Existe um clube extremamente exclusivo dentro da tabela periódica. Não é o dos elementos radioativos, que pelo menos têm a decência de aparecer em quantidade suficiente para causar preocupação. Também não é o dos gases nobres, que basicamente vivem de esnobar qualquer tentativa de interação química. É um grupo bem mais ingrato: os chamados p-núcleos.
Estamos falando de cerca de 35 isótopos ricos em prótons que são, ao mesmo tempo, mais pesados que o ferro e absurdamente raros. Tão raros que, durante décadas, a Ciência simplesmente não sabia explicar de onde eles vinham. Não era falta de interesse, e sim falta de pista mesmo. Agora, pela primeira vez, pesquisadores conseguiram reproduzir em laboratório uma das reações nucleares responsáveis pela formação do mais leve desses elementos, o selênio-74. A boa notícia é essa. A má notícia é a clássica: entender um pedaço do problema só deixou mais evidente o tamanho do resto. Continuar lendo “O que o Universo demorou bilhões de anos, cientistas fizeram no laboratório facilmente mais uma vez”





A Coreia do Norte, vulgo melhor Coreia, é o melhor exemplo de um país que parece ter sido fundado para ser um eterno meme, mas não para quem mora lá. Aquela tristeza mais parece um filme de terror, entre a paranoia estatal e a aquiescência bovina do povo, que chega ao fanatismo, o que, claro, é fomentada pelo Estado.
Por que este famigerado bóson é importante? Aliás, o que é um bóson? É de comer? Bósons são partículas que possuem spins inteiros e obedecem à estatística de Bose-Einstein, por exemplo, o fóton, o glúon, o átomo de Hélio-4 e o bóson de Higgs. Isso já ajuda a elucidar muita coisa, certo? Pra mim, não. A questão é que essas partículas ajudam a explicar como o Universo é o que é, e eu não perderei meu tempo gastando bytes desnecessários para explicar cada um deles.
PhD Comics é um site de tirinhas de humor acadêmico, por assim dizer. Suas piadinhas muitas vezes são herméticas para aqueles não conhecimento do dia a dia das universidades e como pobres coitados de estagiários e formandos sofrem na mão de professores e orientadores sádicos (sim, eu também passei por isso). Normnalmente as pessoas riem, sem saber direito o porquê. Acontece.
Nada é mais difícil de racionalizar do que tamanhos. Quando eu falo que meu irmão tem 1,90 m de altura, vocês conseguem ter uma ideia de quão grande ele é. Se eu disser que minha irmã “pesa” (sim, eu sei) 100 kg, vocês têm uma noção que ela é maior que meu irmão, assim como maior ainda será o número de ossos quebrados que eu terei quando ela ler este parágrafo. Entretanto, se eu falar da distância entre Rio de Janeiro e Quito (capital do Equador) e perguntar se esta distância é maior que entre Lisboa e Kiev (capital da Ucrânia) , teremos problemas, pois são distâncias que não conseguimos abstrair, nos reservando a comparar medições com números exatos.