Boxeador morre e organização antidoping o proíbe de lutar

A atuação antidoping visa deixar o esporte saudável, numa competição entre iguais. Eu acho muito certo bater duro nesses desportistas que usam todo subterfúgio medicamentoso para se destacar entre os outros e vencer facilmente. Isso vale desde motorista de velocípede até atleta que disputa atletismo (mas tudo o que um atleta se envolve deveria ser atletismo, como judô e xadrez, não é? Bem…). Claro, boxeadores não seriam exceção, e bateram muito forte no Reino Unido atrás de um atleta sacripanta que trapaceou, e assim ele perdeu a chance de disputar lutas por alguns anos.

Problema que ele tinha perdido algo um tempinho antes.

Tudo começou quando a Agência Antidoping do Reino Unido decidiu aplicar uma punição exemplar ao boxeador mexicano Moisés Calleros. O motivo? Ele foi flagrado com cocaína no sangue após uma luta em abril de 2023 contra Galal Yafai na arena O2, em Londres. A sentença? Quatro anos de proibição de entrar num ringue de boxe. Toima, otário!

Até aí, tudo bem, certo? Er… marromenos. Moisés Calleros, coitado, não está mais entre nós. Ele partiu para o grande ringue celestial três meses atrás. Sim, você leu corretamente. O homem que deveria estar treinando, suando e socando sacos de areia está agora… bem, como direi isso de uma forma branda…

Morto. Calleros, do alto dos seus 34 anos, foi encontrado sem vida em sua residência em Juárez, México. Sua família perdeu contato com ele, e a imprensa local relatou que ele sofreu um ataque cardíaco fulminante enquanto se preparava para retornar aos ringues. Uma ironia cruel, não é mesmo? Ele não precisava mais se preocupar com testes antidoping ou com os golpes dos adversários.

Podemos ter em mente comisso que a Dona Morte é o nocaute supremo, e enquanto Brás Cubas era um Defunto Autor, Calleros agora é um Defunto Lutador nos ringues do Senhor, com Jesus ladeado de belas anjas (eu sei, foda-se. O artifício literário é meu e você não tem nada com isso) apostando no sujeito.

E para unir o insulto à injúria, a UKAD só descobriu esse “pequeno” detalhe depois de anunciar a punição. Parece que eles não tinham acesso ao Google ou ao obituário local.

Talvez a UKAD devesse investir em um serviço de notificações por meios mais rápidos, como por pombo-correio, por exemplo.


Fonte: Os espertões da UKAD

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