Tecnologia dá origem a óculos autolimpantes

jeffreyyoungblood.jpgRevestimento que elimina impressões digitais estará disponível em alguns anos. Novidade também previne que o pára-brisa embace nos dias de chuva.

Um novo tipo de revestimento que muda sua estrutura de acordo com a substância com a qual entra em contato pode prevenir que o pára-brisa de automóveis embace, além de criar óculos autolimpantes. A novidade foi desenvolvida pela Universidade Purdue (Indiana, EUA) e apresentada na semana passada durante o encontro da Sociedade Americana de Química, em Chicago.

“Derrube água na superfície que leva esse revestimento e o líquido se espalhará rapidamente, criando uma fina película. Essa ação previne a formação de pequenas gotas que embaçam o vidro. Coloque óleo e a superfície reagirá da maneira contrária, repelindo a substância, que pode ser facilmente removida com água”, explicou a publicação on-line “Technology Review”, ligada ao Massachusetts Institute of Technology (MIT).

A tecnologia permite, por exemplo, que óculos com esse revestimento eliminem impressões digitais apenas quando passados debaixo d’água, tornando desnecessário o uso de panos ou produtos de limpeza específicos. Além disso, a novidade também facilita a limpeza de outras superfícies, como as telas de eletrônicos sensíveis ao toque. Especialistas também acreditam que produtos para limpeza de vidros poderão utilizar a substância e, assim, evitar que o pára-brisa embace nos dias de chuva.

“Se o vidro está perfeitamente limpo, ele não embaça. Mas isso nunca acontece, porque ele sempre acumula sujeira do ar”, explicou Jeffrey Youngblood, professor de engenharia de materiais da Universidade Purdue e líder do projeto. Segundo o especialista, os vidros do carro embaçam porque a água condensada forma gotas quando associada às películas de óleo existentes — se a formação de gotas for impossível, está solucionado o problema de visibilidade nos dias de chuva.

Segundo os pesquisadores envolvidos no estudo, ainda deve demorar alguns anos até que a novidade chegue ao mercado.

Como a tecnologia ainda não está patenteada, pouco foi divulgado sobre seu mecanismo. Apesar disso, é possível dizer que a eficácia desse revestimento está ligada à maneira como ele reage quando em contato com diferentes substâncias. “O revestimento é feito de cadeias de polímero ligadas à superfície do vidro. Eles são flexíveis e têm a capacidade de mudar de forma”, explicou a “Technology Review”.


Fonte: G1

Deixe um comentário, mas lembre-se que ele precisa ser aprovado para aparecer.