
Na quarta-feira, 24 de junho de 2026, os venezuelanos estavam em casa celebrando o aniversário da Batalha de Carabobo, aquela de 1821 que selou a independência do país. Às 18h04min, o chão decidiu comemorar também, à sua maneira: um terremoto de magnitude 7,2 sacudiu o norte da Venezuela e, 39 segundos depois, como se o primeiro fosse apenas o aperitivo, veio o de 7,5. Prédios desabaram em Caracas. O Aeroporto Internacional Simón Bolívar foi danificado e fechado. O banco central do país virou entulho. Ao menos 164 pessoas morreram e quase mil ficaram feridas, numa tragédia que se tornou o evento sísmico mais destruidor do país em mais de um século.
No meio do caos, um detalhe estranho viralizou nas redes: os celulares Android de milhares de venezuelanos vibraram com um alerta alguns segundos antes do chão começar a tremer. A Internet, fiel à sua vocação para o melodrama, logo espalhou que o Google havia previsto o terremoto. Mas não foi bem assim. Foi algo bem melhor e bem pior ao mesmo tempo. Continuar lendo “Google bonzinho avisou sobre o terremoto na Venezuela. O problema é o que ele fazia antes com as informações”

Ontem, estava conversando com um amigo meu. Ele me disse que, agora, o Google monitora tudo o que se fala ao redor de um celular que usa o sistema operacional Android. Segundo este meu amigo, quando um celular assim está diretamente conectado à Internet, ele "ouve" tudo oque se fala em volta e imediatamente, reconhece palavras-chave e envia propaganda via SMS. O que tem de verdade nisso?
O ser humano é peculiar em suas ambiguidades e contradições. Trazemos dentro de nós características que agem em conflito em termos lógicos, e nada é mais ilógico que um ser humano, Jim. Grosso modo, queremos algo para nós mas sem desejar que outros o tenham. A privacidade é uma delas e, recentemente, muitas pessoas andaram reclamando pelas interwebs sobre o fato do iOS (sistema operacional dos dispositivos móveis da Apple) guardar informações de seus donos. O Império contra-atacou dizendo que a empresa Google obtém muito mais informações e o próprio Facebook é um deleite para saber da vida alheia. Isso parece ter razão, mas se atentarmos para nosso modo de vida, veremos que é paranoia idiota; pois, se idiota não fosse, paranoia não seria.