Cometas sempre impressionam. Eles não são como planetas, ali, redondinhos (sim, eu sei) e parados (também sei). Aquelas maravilhas caminhantes pelo frio éter interplanetário sempre cativaram as pessoas, apesar de serem bolas de neve sujas, formados por gases, água e poeira, tendo sua cauda formada quando se aproximam do Sol e tudo começa a derreter e ser iluminado.
Vemos os cometas indo e vindo, mas não onde é sua morada final. Nem sabíamos direito onde eles terminavam seus dias, mas um grupo de pesquisadores encontraram um lugarzinho calmo e tranquilo onde finalmente cometas podem descansar em paz… ou quase isso.

Desde que o mundo é mundo (literalmente), ele age sobre tudo à sua volta. Seja pequenos corpos, seja corpos maiores, seja corpúsculos bem pequenos. Quando nossa aventura espacial começou (no momento que o pessoal resolveu olhar pra cima e tentar entender o que via) não se imaginava até onde podemos ir. Ainda hoje não sabemos para onde podemos ir, mas temos boa noção do que está acontecendo ao nosso redor, e isso começou a ser elucidado com as primeiras sondas não tripuladas que foram ao Espaço.
A espaçonave está muito longe de casa. Talvez fosse uma boa ideia, lá pelas bandas de Saturno, fazer ela dar uma última olhada para casa. A minha casa, a sua casa, a casa da espaçonave e de quem a projetou. Ninguém esperaria ver grandes detalhes, nem era este o objetivo. Era uma forma de reconhecer a grandiosidade de um humilde pálido pixel azul. Um pixel que conhecemos desde os tempos de Carl Sagan, quem escreveu a primeira versão das linhas que você leu até agora, neste texto.
A Terra não tem nada de especial em relação aos outros planetas. Eles simplesmente deram um azar danado. Marte tomou tanto no quengo que acabou perdendo sua atmosfera, já que sua baixa gravidade não conseguiu segurar o ar lá. Vênus, por outro lado, acabou com um efeito estufa tão sinistro que nenhuma sonda dura lá mais que alguns minutos, dada a altíssima temperatura em sua atmosfera densa e corrosiva (a saber, Vênus é o planeta mais quente do sistema solar, mesmo não sendo o que está mais próximo do Sol). Algum planeta teria (mas não obrigatoriamente) que estar numa zona de conforto. No caso, é este planetinha aqui, por mais que tenha passado por percalços, seguidos de inúmeras extinções em massa. Estamos aqui por pura sorte, entretanto.
Existe uma verdade em termos de Divulgação Científica. A verdade que dividiu todos os documentários em AC/DC: Antes de Cosmos e Depois de Cosmos. Carl Sagan foi, é e ainda será por muito tempo inigualável, mas tão certo como acontece com todas as estrelas, o brilho de Carl não mais nos acompanha em tempo real. Temos apenas o vislumbre graças aos efeitos da Relatividade e Mecânica Quântica que propiciaram o vide tape e os computadores, onde hoje podemos vê-lo e revê-lo quantas vezes quisermos. Mas se isso ainda é pouco, ainda temos seus herdeiros, como Neil deGrasse Tyson.
Os buracos negros são um dos mais interessantes "objetos" no Universo. Eles são invisíveis e só podem ser detectados por causa dos eventos ao seu redor. A forma como a luz se desvia, devido à intensa força gravitacional do lugar indica que ali tem algo muito, muito poderoso. E este lugar é o Buraco Negro. Nada pode chegar perto de um buraco negro (e de minha parte, "perto" seria algo mais próximo do que eu aqui e o buraco negro do outro lado da galáxia). Entretanto, somos seres curiosos e gostaríamos de saber como seria se pudéssemos orbitar um buraco negro.
Uma equipe de astrônomos da Agência Espacial Europeia (ESO) não se contentou com apenas um exoplaneta, e com o auxílio de novas observações, descobriram que não é um ou dois planetas, mas três! Estes três planetas, de acordo com estudos, são potencialmente habitáveis; mas não se anime, isso ainda não implica que algum ET implicante vem colocar uma sonda no seu bumbunzinho (ainda).
Vamos ser sinceros. O ensino de Ciências no Brasil é uma sonora bosta. Nem tanto por culpa de professores, apesar que muitos dos "professores" são pedagogos e pedagogo falando de Ciência consegue ser algo pior que jornalista do G1. Poucos se salvam. Só que chineses gostam de Ciência, e, por isso, mantém um projeto onde astronautas dão aulas para crianças direto do espaço. Aqui no Brasil? Bem, vamos para a notícia da chinesa.
Eu sempre reforço a ideia que nosso senso comum vota e meia apronta das suas, e normalmente ele nos dá indicações e conclusões errôneas. Uma delas é o conceito de "deserto", como eu expliquei no artigo sobre o
Quando as coisas dão errado (e muito!) em termos de ensino, eu meto o malho, mas quando há iniciativas boas, aliás, excelente, aliás, incrivelmente fantásticas, temos a obrigação de divulgar.