As prateadas fases de luar para 2021

Olá, como estão as férias de vocês? Ops, vocês não estão de férias, nem passeando nem se divertindo nem nada que um ser humano normal faz quando está de saco cheio de tudo e tem uma brecha no tempo? Que pena! Eu estou aqui curtindo meu tempo. Onde estou, o ar é limpo e posso ver o céu estrelado, o nascer do Sol e o brilho da Lua ainda que não seja exatamente o brilho dela, mas quem se importa com extrema correção científica? Continuar lendo “As prateadas fases de luar para 2021”

O balé de Júpiter

Júpiter em seu poderio gravitacional gigantesco é um sistema completo só para ele. Sua vastidão é esmagadora, só sendo superado pelo Sol. Ainda assim é belo ao se passar por cima dele. Sua imensa nuvem de gases e a fantástica tempestade que dura séculos (e é muito maior que a Terra) revolvem num balé mágico e lindo de se ver.

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TESS e as observações do céus amigos do norte

O TESS é o Transiting Exoplanet Survey Satellite (Satélite de pesquisa em trânsito de exoplanetas) tem como missão vasculhar o céu em busca de exoplanetas ao redor de estrelas brilhantes próximas. Ao examinar o céu aparente do hemisfério norte, o TESS dá aquela fuxicada para saber quais os potenciais de encontrar um planeta semelhante ao nosso ou de qualquer outro do Sistema Solar, de forma a pensar naquela velha hipótese: estamos sozinhos?

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Guia para viajar à velocidade da luz

Muitas pessoas sonharam em dar aquele rolé no Espaço interestelar. Já pensou em fazer aquela viagem maneira entre planetas e galáxias? Eu acho uma ideia pra lá de incrível! O problema é que é tudo longe. Então, a saída seria andar rápido, bem rápido, muito rápido. O mais rápido que se pode viajar é na velocidade da Luz.

Mas como seria esta viagem?

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A múltiplas cores da Lua

Todos nós sabemos a verdadeira cor da Lua. Ela com seu branco límpido, lisos e perfeitos, cujos raios prateados iluminam nossa existência. Bem, ela não é branca, não tem uma cor límpida, não é lisa, nem perfeita; sequer mencionarei a parte dos raios, já que não somos como os redatores da Bíblia e sabemos que ela não tem luz própria.

Ainda assim é bela. Continuar lendo “A múltiplas cores da Lua”

O que sabemos sobre Enceladus?

Enceladus é o incrível mundo gelado do sistema de Saturno. Seus mistérios ainda estão sendo descobertos aos poucos, mas já sabemos muito sobre ele; mesmo porque, uma mísera informação a mais já é muito mais do que se sabia até então. Sua brilhante superfície reflexiva feita de gelo e metano em forma sólida o faz o astro mais brilhante se só levarmos em conta os corpos sem luz própria.

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Sonda dá um tapão na pedra e pega o pó

A missão Osiris-REx (Origins Spectral Interpretation Resource Identification Security Regolith Explorer) é uma missão do Programa New Frontiers, depois de Juno e New Horizons, todos da NASA, mas com participação de outros países. O lançamento ocorreu no dia 8 de setembro de 2016, consistindo em filmar, fotografar, estudar e coletar amostras do asteroide 101955 Bennu, um asteroide carbonáceo. Mas como seriam coletadas as amostras? Ora, dando um porradão no asteroide, ora! Continuar lendo “Sonda dá um tapão na pedra e pega o pó”

Sonda fofoqueira prestes a visitar pedregulhão espacial

O 101955 Bennu é um asteroide, um pedregulhão com um diâmetro médio de 490 metros e classificado como asteroide carbonáceo por ter grande quantidade de carbono. Não, não tem vida lá e carbono não é raro no Universo. Ele possui a classificação de objeto potencialmente perigoso, já que tem 1 chance em 2.700 de cair aqui na Terra entre 2175 e 2199. Sim, eu sei, parece uma probabilidade pequena, mas em termos de universo é bem alta. Minha sorte que eu já estarei confortavelmente morto por esta época. Vocês que se danem!

Você já pensou em dar um rolé por ele? Seus problemas acabaram!

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O segredo triplo do guerreiro

Você deve gostar das Três Marias. Ela é um conjunto de três estrelas (duh!) bem distinguível no céu noturno. Na verdade, aquela é a constelação de Órion, o Caçador, e aqui no hemisfério sul aparece de cabeça pra baixo. Órion é uma constelação fascinante, e para se estudar melhor, é dividida em partes, por assim dizer. O GW Orionis está associada à região de formação estelar Lambda Orionis e possui um disco protoplanetário circuntrinário estendido.

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O maravilhoso pio da Águia Espacial

A Nebulosa da Águia está situada a cerca de 6.500-7.000 anos-luz da Terra. Se viajássemos à velocidade da Luz (e nada viaja mais rápido que a Luz) demoraríamos quase 7 mil anos para chegar lá. É muito tempo. E isso sem contar com a dilatação espaço-tempo. Esses “quase 7 mil anos” são válidos apenas dentro da nave. A imagem acima, feita pelo Hubble, é apenas um pequeno trecho desta nebulosa; batizado de Pilares da Criação, estas estruturas são absurdamente enormes, com anos-luz de altura… ou pelo menos era assim há muito, muito tempo. Eles não existem mais, e se ainda os vemos, é por causa dos truques que a luz nos prega. Lembram que eu falei que demora quase 7 mil anos na velocidade da luz? Pois é.

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