Uma Homérica Automação

Estamos investigando a automação, quando surgiu e porque surgiu. Surgiu porque somos preguiçosos, mas, mais do que isso, ela se disseminou em muitas obras e algumas delas eram apenas narrativas heróicas, Antes de enveredar para isso, entretanto, primeiro de tudo, precisamos saber que diabos é isso de automação.

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Automação: O Início

O ser humano é preguiçoso por natureza. Se não fôssemos, não teríamos inventado ferramentas e tecnologia. Um dos problemas dos índios é que, tendo tudo à mão, eles não tinham motivo para desenvolver tecnologia; mesmo porque, se você tem água em abundância, não precisa fazer aquedutos, se tem comida ao alcance da mão, não precisa desenvolver armadilhas para capturar peixes ou crustáceos. Se está num clima temperado, não precisa se preocupar com abrigos e proteção contra frio ou calor extremos. Sem necessidade, não há a busca por facilitar a sua vida, posto que ela é fácil, já. Este é o argumento principal de Armas, germes e aço, do Jared Diamond. Continuar lendo “Automação: O Início”

Como fazer um relógio de Sol?

Os antigos faziam relógios de Sol. Eles são fantásticos e funcionam lindamente (ok, precisa do Sol. E daí?). A arte da gravação sobre o latão ainda é cultivada por um monte de gente. É um trabalho laborioso, demorado, mas quem o faz não tem do que reclamar. É uma obra de are digna dos artesãos antigos.

Angus McFadyen é um artesão. Ele resgata tecnologia antiga e se tornou um ourives. No vídeo a seguir ele fala um pouco sobre a feitura de um relógio de sol

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Os segredos escondidos numa antiga armadura do século XVI

É muito legal ver filmes tipo capa-e-espada, com cavaleiros usando suas reluzentes armaduras, elmos, luvas, espadas, maças e cavalos (que também tinham suas próprias armaduras). Apesar desta visão romanceada, ela… bem, não direi que é falsa, pois não era, mas muito rara de acontecer. Estas armaduras eram muito caras e só nobres e ricaços poderiam pagar por elas, já que eram feitas sob medida e demorava um bocado de tempo e custava uma fortuna, e só nobres tinham as duas (mas nem todos, também). Quanto mais “rica” a armadura, com pintura, desenhos, enfeites e entalhes, mais ricaço ainda era o cavaleiro. Para guerra normal, a peãozada ia protegido com… bem, na verdade se fossem com um escudo de madeira estavam com sorte. E, claro, o nobre não ia na frente. Isso do rei em sua armadura brilhante, montado num cavalo branco, indo na frente liderando é coisa de filme, também.

Sim, cavaleiros negros existiam, porque existiam armaduras negras. Havia de todas as cores que o cliente quisesse (e pudesse) pagar. Algumas chegariam ao preço de um jatinho particular, mas hoje você pode comprar por uns 1000 dólares, que convertendo pra real, com frete e impostos, dá o valor de um jatinho particular.

Algumas dessas armaduras tinham lindos tons de azul, preto e dourado, mas isso remete a um pequeno problema: como os armeiros dos séculos entre XV e XVII conseguiam isso? Magia? Nah, algo um pouquinho mais engenhoso que isso!

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