
Imagine confiar a remoção da sua vesícula biliar a um bípede metálico de um metro e meio, pilotado à distância por alguém que talvez esteja de chinelos em casa. Pois é exatamente isso que uma equipe de engenheiros e cirurgiões da Universidade da Califórnia em San Diego acabou de fazer, com sucesso, inaugurando uma era em que a ficção científica perde a exclusividade sobre robôs vestindo (ou quase vestindo) jaleco.
Em resumo: pela primeira vez na história, dois robôs humanoides teleoperados realizaram cirurgias completas em um teste pré-clínico. Em uma delas, um robô trabalhou como assistente de um cirurgião humano numa remoção de vesícula biliar. Na outra, mais audaciosa, dois robôs humanoides operaram sozinhos, em dupla, sem nenhum humano de bisturi na mão. Continuar lendo “Robô assiste robô cirurgião operando uma pessoa roboticamente”


Cirurgias com auxílio de robôs não são novidade, mas veículos automotivos também não são, nem por isso a indústria automobilística para de melhorar os veículos. No caso de tecnologia médica, pesquisadores estão desenvolvendo estudos para avaliar como a estimulação elétrica pode ajudar os usuários a controlar robôs, de forma a auxiliar cirurgiões a estabilizar seus movimentos durante procedimentos assistidos por robôs. A pesquisa foi divertida, praticamente eletrocutando voluntários.
O mundo está cada vez mais tecnológico, desde que o primeiro macacão badass resolveu usar ossos como armas para caçar ou mandar seus desafetos pra vala. Automatizamos carros, aviões, navios, celulares, computadores, video-games etc. Seria justo pensar em, quem sabe um dia, termos máquinas que pudessem fazer intervenções cirúrgicas; verdadeiros robôs a serviço da causa médica. Mas será que estamos preparados? E os riscos?
Uma nova técnica para retirada de tumores da cabeça do pâncreas e do confluente bílio-pancreático duodenal já está disponível no Brasil. Da união da laparoscopia – método que introduz cânulas no abdômen, sem a necessidade de grades cortes – com a robótica surgiu o procedimento que promete dar esperança a pacientes que sofrem com tumores na região do pâncreas, o sexto tipo de câncer de maior incidência entre homens, no Brasil.