Médicos devolvem controle parcial das mãos de tetraplégico

Mas obviamente a Ciência não serve pra nada. Ela apenas nos deu armas nucleares, não é? Não é o que um paciente de 71 anos pensa. Ele sofreu uma lesão na medula espinhal após um acidente de carro há quatro anos e este acidente ceifou-lhe grande parte de seus movimentos. Muito mal conseguia mover seus braços, mas nada muito mais que isso. Seu destino estava escrito por um poder invisível e nada poderia reverter isso.

O bom de ser cientista é pouco se importar com o que poderes invisíveis possam querer ou não. Foi o caso dos cirurgiões da Faculdade de Medicina da Universidade de Washington.

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Grandes Nomes da Ciência: Phineas Gage

O operário está pronto para entrar para a história. Mas ele não sabe disso. Ele olha o caminho que será feito ali e é muito pouco provável que ele sequer imagine o quanto aquela obra será importante para seu país, bem como um acontecimento fortuito escreverá seu nome em livros de medicina. O homem caminha calmamente até o rochedo de forma um tanto displicente. Em sua mão não há nada mais que um punhado de pólvora e uma barra de ferro. O homem não esboça medo, pois não havia nada a temer, em sua opinião. Mas acontece um acidente e uma explosão faz com que Phineas Gage seja um dos nomes mais conhecidos da neurociência.

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Cientistas instalam botão liga-desliga em neurônios de ratos

Os perversos cientistas da Scripps Research Institute resolveram ter a audácia de entender como se forma (e é armazenada) a memória. Para tanto, eles conseguiram meio que "laçar" alguns neurônios dos cérebros de camundongos. A meta é que isso ajude a entender como as memórias se formam e são trabalhadas pelo cérebro, o que poderia ajudar humanos com doenças degenerativas e até mesmo com transtorno de estresse pós-traumático.

O dr. Mark Mayford é professor associado do Departamento de Biologia Celular da Scripps, e liderou a pesquisa que visa entender partes ainda não entendidas de nosso cérebro, esse incompreendido. A referida pesquisa se propõe a entender melhor como é a formação das memórias e o desencadeamento de certos comportamentos. Mas o que isso significa?

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Decodificado processo que controla o crescimento de células nervosas

O funcionamento do cérebro sempre teve seus mistérios. Até agora não se sabia o que permitia que as células nervosas no cérebro crescessem, nem como elas podia estabelecer redes complexas. Entretanto, a pesquisa do dr. Hiroshi Kawabe, do Instituto Max Plank para Medicina Experimental, promete elucidar estas dúvidas.

O estudo, publicado no periódico Neuron, mostra que uma enzima que normalmente controla a destruição de componentes proteicos tem uma função inesperada nas células nervosas: controla a estrutura do citoesqueleto (estrutura composta por proteínas bastante estáveis, responsáveis por manter a forma da célula e as junções celulares) e, assim, garante que as células nervosas podem formar uma espécie de “árvore”, com ramificações necessárias para a transmissão de sinais no cérebro.

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Como o corpo diferencia um corte de uma queimadura

Você pode dizer, sem precisar sequer olhar, se você foi furado por um alfinete ou queimado por um fósforo. Mas como? Pesquisadores do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) e da Universidade da Califórnia, San Francisco (UCSF), demonstraram que possuímos esta diferenciação sensorial que se inicia na pele, mediante diferentes populações de neurônios sensoriais – chamados nociceptores – que respondem a diferentes tipos de estímulos dolorosos. Continuar lendo “Como o corpo diferencia um corte de uma queimadura”

A incrível eficiência energética dos neurônios

Neurônios são uma das famosas “células nervosas”, mas não são chamados assim porque vivem de TPM. Eles, assim como as células gliais, são responsáveis por todo o nosso sistema nervoso, responsável por detectar estímulos externos e internos, tanto físicos quanto químicos, desencadeando as respostas musculares e glandulares. Assim, é responsável pela integração do organismo com o seu meio ambiente.

Apesar da sua massa ser relativamente uma simples fração do corpo (coisa de cercade 2%), o cérebro humano consome cerca de 20% de toda energia que gastamos diariamente. Isso significa dizer que 1/5 de toda energia que você ingere vai pra sua cabeça, nem que seja para escrever tolices no Orkut ou dar aquela cantada ridícula em alguma garota num baile funk. No entanto, pesquisadores sondaram a dinâmica de um impulso nervoso que percorre um axônio – que é justamente o responsável pela transmissão dos impulsos elétricos, servindo de “mensageiros” até a parte do corpo a ser comandada –, e determinou que o processo de queima através de uma quantidade surpreendentemente pequena de energia, apenas 1,3 vezes o mínimo teórico. Continuar lendo “A incrível eficiência energética dos neurônios”

Um primata nada especial

Um estudo brasileiro acaba de contestar uma ideia largamente aceita desde o século XIX: a de que a maior capacidade cognitiva do ser humano se deve a seu cérebro relativamente avantajado. Os resultados mostram que o tamanho e o número de neurônios do cérebro humano são compatíveis com os de um primata de nosso porte – nem maiores, nem menores do que o esperado.

Os pesquisadores, liderados pela neurocientista Suzana Herculano-Houzel, do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), descobriram que o cérebro humano tem 86 bilhões de neurônios – e não 100 bilhões, como se acreditava anteriormente. Esse número – na verdade apenas uma estimativa de ordem de grandeza – era amplamente difundido até então, tanto que batiza um livro e a coluna que Roberto Lent – professor da UFRJ e co-autor do trabalho – mantém na Ciência Hoje On-line. Continuar lendo “Um primata nada especial”