IBGE quer por o tráfico no PIB e chamar de ciência

Há dias em que a Realidade – aquela cansada de tentar ser minimamente plausível – resolve fazer esquete humorístico daqueles mucho locos, e hoje é um deles! O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no uso de suas atribuições (que é ter ideias idiotas em boa parte das vezes), prepara a revisão periódica do Sistema de Contas Nacionais, com os primeiros resultados previstos para 2028… não, você não leu errado: 2028, prazo em que o brasileiro médio ainda estará jurando que começa a dieta na segunda-feira.

Esta revisão prepara o relatório que vai estabelecer os números do Produto Interno Bruto (PIB); e para dar um UP, nas altas aventuras dos números, os crias do Pochmann (aquele que fez sua imensa contribuição virando o mapa-múndi de cabeça pra baixo… porque sim) resolveram que seria muito maneiro incluir uma estimativa sobre a comercialização de drogas ilícitas no Brasil.

Mas não pode falar em narcoestado, gente. Continuar lendo “IBGE quer por o tráfico no PIB e chamar de ciência” →

Balloonfest ‘86: quando lembramos que há um lugarzinho quentinho para boas ideias

Toda cidade americana decadente já teve aquela ideia genial de marketing que parecia infalível no quadro branco e virou motivo de piada nacional. Cleveland, nos anos 1980, tentava desesperadamente deixar de ser conhecida como “a cidade cujo rio pegou fogo” (sim, aconteceu, e é outra história igualmente hilária, mas ficará pra outro dia), e alguém do United Way, ex-publicitário da Procter & Gamble, teve a epifania que só faz sentido dentro de uma sala de reuniões: por que não soltar um milhão e meio de balões ao mesmo tempo e quebrar um recorde mundial?

A ideia era muito simples, como todas as ideias mais idiotas podem ser: arrecadar fundos para a filial local do United Way e vender publicamente Cleveland como uma das cidades emergentes dos EUA. O recorde a ser batido, aliás, pertencia à Disneylândia, que tinha soltado balões no aniversário de 30 anos do parque, um ano antes. Cleveland ia superar Mickey Mouse! O que poderia dar errado?

Balonando e andando sem pensar nas consequências, esta é a sua SEXTA INSANA! Continuar lendo “Balloonfest ‘86: quando lembramos que há um lugarzinho quentinho para boas ideias” →

Manual de Boas Maneiras da Inglaterra pede por favorzinho que visitantes não estuprem ninguém

Há documentos governamentais que resolvem problemas e há documentos governamentais que, sem querer, funcionam como uma confissão pública de que algo deu terrivelmente errado antes mesmo de chegarem à segunda página. O novo guia do Home Office britânico, publicado em 19 de agosto de 2026 e destinado a solicitantes de asilo, entra fácil na segunda categoria.

São nove páginas cuidadosamente redigidas para explicar, com a paciência de quem ensina criança a amarrar cadarço, que não pode ser violento, não pode agridir parceiro, não se assobia para estranhos na rua, não pode beliscar, xingar o coleguinha e nem dizer que o rei tem dedo de salsicha. Ah, e não pode estuprar ninguém. Tem que avisar, porque vai que se confundem! Continuar lendo “Manual de Boas Maneiras da Inglaterra pede por favorzinho que visitantes não estuprem ninguém” →

Os ET pede, o tosco dá, depois a CIA fica na cola de quem fez DNA

Há um tempo atrás, andava na moda querer saber os ancestrais. Os paulistenses não precisaram fazer isso, pois, é mais fácil e mais barato usar sotaque italiano de novela da Globo e mencionar alguma nona perdida (o mais próximo da Itália que têm relação é macarrão, e isso é mais chinês que italiano). Se você é um desses manés e já cuspiu num tubinho de plástico e mandou pelo correio para descobrir se tem ascendência italiana, nórdica ou algum bisavô turco que a família preferia não mencionar, há uma possibilidade que o folheto informativo omitiu completamente: você pode ter fornecido material genético para uma operação secreta da CIA em busca de híbridos extraterrestres.

Etzando a ascendência dos outros, esta é a sua SEXTA INSANA! Continuar lendo “Os ET pede, o tosco dá, depois a CIA fica na cola de quem fez DNA” →

Vai, confia na tecnologia durante o percurso, vai

Eu adoro a Amazon e o Mercado Livre (Fuck You, Correios!). Um dos motivos é terem entregadores que… bem, que entregam a sua mercadoria. O problema é que ninguém mjais sabe dirigir. Já pode ver o Uber: o miserável fica rodando pela cidade mas se não tiver o GPS, ele não sabe por onde vai, como chega e sequer onde é. Daí pessoal desenvolve uma fé cega, quase religiosa, pelo GPS. Uma confiança que ultrapassa laços familiares, opiniões de especialistas e, aparentemente, o instinto básico de não dirigir para dentro de um estuário com maré subindo.

Sim, o idiota não viu a porra de UM ESTUÁRIO! Continuar lendo “Vai, confia na tecnologia durante o percurso, vai” →

Grandes ideias de jerico: colecionar plutônio

Existem boas ideias, ideias medianas, ideias muito ruins, ideias péssimas, invadir a Polônia e ser jovem. Imaginem o jovem maldito ter a brilhante ideia de… sei lá… transformar a própria casa numa miniatura de Chernobyl. Pois bem, um Zé Ruela australiano realmente pensou que seria uma boa dar vazão à sua sanha de colecionador e se aventurar pela tabela periódica, procurando ter todos os elementos químicos. O problema é que os meganhas acharam que plutônio era demais. Continuar lendo “Grandes ideias de jerico: colecionar plutônio” →

Grandes Ideias que sequer deveriam ter sido pensadas: Operação Plowshare

Eu tinha postado antes como a Era Atômica trouxe incríveis novidades. Entre elas, o uso de raios-X para vários fins. Desde o uso como exame não-invasivo até ver se seu pé estava bem acomodado dentro do sapato. Outro exemplo de fascínio mórbido pela tecnologia estava no uso de bombas atômicas. Isso despertou e muito o interesse da população, alavancou negócios e até mesmo tiveram incríveis planos para elas. O que passaram a chamar de “usos pacíficos para a bomba atômica”. Continuar lendo “Grandes Ideias que sequer deveriam ter sido pensadas: Operação Plowshare” →