Qatar judia de jogadoras de vôlei de praia

Algumas notícias me fazem ficar em dúvida. Quando há dois grupos idiotas envolvidos, não sei de quem eu rio mais. A loucura da vez é saber que o Qatar está hospedando o próximo evento do FIVB World Tour, o Circuito Mundial de Voleibol de Praia. Se só em saber disso você não começou a rir, é porque não sabe de um pequeno detalhe do Qatar: é um emirado árabe que, obviamente, segue a religião dos camelinhos de Allah.

Agora a gente faz a matemática, juta um país que segue uma religião tosca com mulheres de biquíni brincando de bife a milanesa na areia da praia e jogando bola pra lá e pra cá (uma só. Não duas). Continuar lendo “Qatar judia de jogadoras de vôlei de praia”

Colocar mulheres trans para competir com mulheres cis é ético? Políticos dizem sim, Ciência diz não

Já sei que vai ter gente me xingando, mas estou sendo xingado desde que comecei a postar artigos na Internet há mais de 20 anos. A bola da vez, agora, é a questão da participação de transgêneros nos esportes. Isso está dando discussões acaloradas. Mulher-trans, em resumo, é um homem que praticamente se vê como mulher, mesmo sem fazer operação de mudança de sexo, o que não é exigido o Brasil, desde que tenha níveis de testosterona abaixo de 10 nanomols por litro, para praticar um esporte feminino. E estes níveis têm que se manter por pelo menos 12 meses. Depois disso, deve passar por monitoramento frequente.

Alguns são contra, alegando que pouco importa o nível de testosterona, ainda assim há uma clara vantagem de mulheres-trans sobre mulheres-mulheres, e eu não vou discutir disforia de gênero, sexualidade, orientação sexual e cromossomos, pois não é este o assunto do artigo, então, nem pensem em começar este tipo de discussão, porque não quero que meu blog vire uma zona. O assunto do artigo é: existe uma real vantagem de mulheres trans sobre mulheres cis (prefiro chamar mulheres-mulheres, só porque eu me sinto como se estivesse falando de isomeria substâncias orgânicas?) de acordo com uma pesquisa, sim.

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O segredo proteico de se recuperar de uma concussão

Em 2015 eu escrevi sobre o traumatismo crânio-encefálico. Descrevi o que era e o atendimento médico imediato. Também apresentei um estudo sobre jogadores de futebol americano com genes que lhes dão capacidade de se recuperar mais rapidamente do que outros com lesões semelhantes, e isso se deve à apolipoproteína E. Agora, uma recente pesquisa aponta que níveis elevados da proteína cerebral tau estão associados com um período de recuperação mais longo para os atletas. Por que isso?

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O segredo genético de como se recuperar de concussões

As pessoas brincam com pancadas na cabeça. Acham que qualquer batidinha não é nada, mas qualquer médico minimamente responsável dirá para levar num hospital para se ter certeza. Traumatismo Crânio-Encefálico é a maior causa de morte e incapacidade em adultos jovens. O dano neurológico não ocorre necessariamente no momento do impacto e pela animação acima você pode ver a caca que apenas no momento do impacto, mas progride ao longo de algumas horas… ou dias. Quando há lesão neurológica sem sintomas aparentes, é que costumam chamar de “concussão”, apesar de ser um termo pouco usado aqui no Brasil.

Um estudo com jogadores de daquilo que chamam de “futebol americano” (em que se disputa com um caroço de azeitona gigante) mostra que a genéticaq pode ajudar na recuperação de concussões. Mas que diabo são essas concussões? Sim, vai um Livro dos Porquês incluso!

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