O peixe que deixava os romanos doidões, como no LSD

Imagine jantar num restaurante à beira-mar, pedir um peixe grelhado aparentemente inocente e acordar dois dias depois sem qualquer memória do que aconteceu. Não é o enredo de um thriller psicológico nem o relato de uma festa que saiu do controle. É o que pode acontecer quando alguém tem o azar, ou a curiosidade, de comer a Sarpa salpa, modestamente conhecida no mundo árabe como “o peixe que faz sonhos.” Os romanos chamavam-lhe delicatessen. A ciência moderna denomina esse fenômeno de ichthyoallyeinotoxism, dito em latim científico para soar menos embaraçoso nos relatórios hospitalares, porque “intoxicação alucinogênica por peixe” não tem, convenhamos, a dignidade que a situação merece.

Viajando firme na peixaria, chapadões durante o Império, esta é a sua SEXTA INSANA! Continuar lendo “O peixe que deixava os romanos doidões, como no LSD”

Salmão chapado na cocaína nada mais que o salmão careta

Eu sei que você abriu esse texto esperando alguma coisa minimamente… sei lá. Não tenho mais a menor puta ideia do que as pessoas esperam, e é capaz de elas mesmas não saberem. Você chega no final de semana depois de ter feriados no meio dela e não ter podido enforcar nenhum, já que seu chefe é um corno, o que me deixa bem animado. ÊÊÊÊÊ!!! Daí eu vejo o quê? Que cientistas suecos e australianos publicaram um estudo demonstrando que salmões expostos a resíduos de cocaína nos rios se espalham por bem longe, se dispersam mais, gastam mais energia e ficam mais vulneráveis a predadores. Conseguimos criar um programa de condicionamento físico involuntário para a fauna aquática europeia. Academia da vida, literalmente. Sem matrícula, sem anuidade, sem nenhuma chance de cancelamento. Sim, esta é uma notícia de salmão doidão.

Sair varando pelos caminhos de Netuno totalmente virado no pó, esta é a sua SEXTA INSANA!! Continuar lendo “Salmão chapado na cocaína nada mais que o salmão careta”

Chapados no deserto: como os egípcios construíram pirâmides sob efeito de ópio

Sabe aquela teoria conspiratória de que as pirâmides foram construídas por alienígenas porque seria impossível erguer aquelas estruturas monumentais com a tecnologia da época? Pois bem, a ciência acaba de oferecer uma explicação muito mais… terrena. E quimicamente alterada. Acontece que o pessoal do Nilo pode ter tido um segredinho para tornar o trabalho braçal mais suportável: ópio. Muito ópio. Tipo, ópio no café da manhã, ópio no almoço, ópio antes de dormir, ópio junto com ópio. Se você acha que o vício em cafeína do escritório moderno é problemático, prepare-se para conhecer uma civilização inteira que pode ter operado sob o efeito permanente de opiáceos.

Um estudo recente acaba de jogar uma bomba historiográfica: o uso de ópio no Antigo Egito não era ocasional, esporádico ou medicinal. Era corriqueiro, cultural. Parte de um café da manhã completo de 3.000 anos atrás. Continuar lendo “Chapados no deserto: como os egípcios construíram pirâmides sob efeito de ópio”

Meganhas de Shiva catam Breaking Bad versão xarope

Sabe aquela cena clássica de filme policial em que os traficantes escondem drogas dentro de produtos inocentes e você pensa “HAHAHA, roteirista idiota. Ninguém inventaria tamanha idiotice”? Pois bem, no sábado passado, dia 18 de outubro, uma operação conjunta entre a polícia e o departamento de impostos especiais (Haddad: Hein? Impostos? Impostos! Queremos!) interceptou dois caminhões-contêiner com um carregamento inusitado: alguns caminhões estavam, supostamente, transportando batatas fritas e salgadinhos. O que encontraram? Ele, o Plot Twist: Eram garrafas de xarope.

MAS CALMA! Porque entra em cena o Plot Twist Triplo Carpado: eram xaropes que passarinho não usa para acalmar a tosse, já que eram proibidos por excesso de codeína.

Ahá! Eu não disse até agora onde era: O meu lugar favorito: Uttar Pradesh! Continuar lendo “Meganhas de Shiva catam Breaking Bad versão xarope”

O gênio do crime que saiu do julgamento pela porta da frente e voltou pela dos fundos

Do alto do meu ceticismo eu acho que já vi de tudo, e nada me surpreende. Infelizmente, morar no Brasil nos dá a capacidade X-Men de se surpreender com brasileiro e suas insânias, graças à sua genialidade invertida, sua criatividade para o absurdo, sua maestria em transformar vitória em derrota num piscar de olhos.

Um sujeito foi absolvido de assassinato na terça-feira, dia 9 de setembro, o que parece ser um número cabalístico do Inferno, já que logo em seguida ele foi em cana. Motivo: tinha levado droga pro tribunal. Continuar lendo “O gênio do crime que saiu do julgamento pela porta da frente e voltou pela dos fundos”

Arranca-rabo entre vereadores por causa de papel e LSD

Se tem uma coisa que o Brasil domina com maestria é transformar discussões sérias em novelas mexicanas de quinta categoria, com direito a vilã, mocinha, tapas retóricos e, claro, pedidos de cassação com trilha sonora dramática. Desta vez, o palco foi a sempre serena (só que não) Câmara Municipal de Curitiba, onde uma audiência pública sobre segurança, saúde e políticas de drogas terminou em gritaria parlamentar (se teve dedo no cu, não informaram) e acusações de todo tipo para todos os lugares, e isso por causa de um folder, ao que muitos só faltaram perguntar se queriam folder com avida dos que estavam lá.

Acompanhando rinha de parasitas curitibenses, esta é a sua SEXTA INSANA! Continuar lendo “Arranca-rabo entre vereadores por causa de papel e LSD”

Cidade turca queima erva mardita e população fica doidona

Meus pais já me alertavam que de boas intenções, a cidade pode ficar emaconhada… ou algo nesse sentido. Vindos das profundezas, meus espiões trazem informações interessantes: vários meganhas turcos resolveram dar fim na erva que passarinho não fuma, a fumaça pegou o sudoeste e afetou a cidade toda, deixando todo mundo pra lá de Ankara.

Arco reflexo? Pessoal lá cantando “maresia… sente a maresia Uuuuuu-hhhuuu” Continuar lendo “Cidade turca queima erva mardita e população fica doidona”

Espinafre da lata deixa australianos mucho lokos

Surpreendentemente, não é nada que fosse matar alguém, mas estamos falando da Austrália, que nunca facilita, também. No caso em questão, o pessoal dos cangurus foi fazer uma saladinha responsa e ganharam de presente dores de cabeça, alucinações, febre, delírio, visão turva, pupilas dilatadas, náuseas, vômitos, taquicardia e confusão, todos os sintomas de alguém chapadaço. O denominador comum era que as pessoas fizeram salada com espinafre, e muito provavelmente você não se lembra do Popeye loucão. Continuar lendo “Espinafre da lata deixa australianos mucho lokos”

Doidões advertidos por enfiar a língua onde não devem

“Idiota é quem faz idiotice, senhora”
– Forrest Gump

Eu consigo pensar numa grande quantidade de gente a quem esta descrição cairia muito bem. O tipo de pessoa capaz de cheirar pó de mármore, enfiar ozônio no reto e… lamber sapos.

Não querendo esses lances de ficar lambendo sapos para ver se dar barato, esta é a sua SEXTA INSANA!

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Urso fica doidão com mel da lata

A maravilhosa Natureza selvagem encanta. Aprendi muito com as reservas e as vidas dos ursos, principalmente, em documentários. Um deles mostrava como ursos gostam de cestas de picnic e tiram soneca. O que esse documentário não mostrava é que ursos são chegados a mel – méis, meles? Vai méis. Estou com preguiça de pesquisar (mentira. Eu perguntei pra Alexa e ela disse que é “méis”) –, mas acaba dando ruim quando comem mel que passarinho não come e acabam doidões.

Urso sextando só na SEXTA INSANA! Continuar lendo “Urso fica doidão com mel da lata”