
Há um mito de design que atravessa décadas de ficção científica e reuniões de startup em igual medida: quanto mais humano parecer um robô, mais confiança ele inspira. Foi assim que chegamos a assistentes com cara de boneco de porcelana, recepcionistas robóticas que piscam os olhos e aspiradores que, inexplicavelmente, “pedem desculpa” quando ficam presos embaixo do sofá. A lógica parecia impecável: se o robô sorri, acena e olha nos seus olhos, ele ganha um cheque especial emocional que sobrevive até a primeira gafe.
Só que um estudo recente resolveu meter o dedo nessa ferida com um sensor de infravermelho na testa de cinquenta voluntários e descobriu que a coisa é bem mais traiçoeira do que qualquer folheto de marketing de robótica social gostaria de admitir. Continuar lendo “Pesquisa mostra que nem sempre carinha bonita garante confiança”

Nós somos animais sociais. Aprendemos, quando nem humanos éramos, a confiar no bando. Nós ajudávamos a proteger o bando, o bando cuidava da gente. Aprendemos a reconhecer rostos, formas e a interagir com eles. Isso é importante na hora de nos protegermos. Mas, como é que o cérebro trabalha com isso hoje? Como sabermos em quem confiar?
O mundo parece ter ficado um pouco melhor. Nada de muita agitação ou conflito. Nada de gente se exterminando em níveis que chegam à boçalidade. O mundo está tranquilíssimo perto do que ele era. Ao menos, é isso que o psicólogo (sim, eu sei) Steven Pinker acha. Para ele, faz uns 500 anos que o mundo está se tornando um lugar cada vez mais seguro para se viver, e a raça humana nunca foi tão pouco violenta. Ele defende isto com números que mostram como as guerras e mortes estão diminuindo em todo mundo. É realmente isso que acontece?
Você está no ar. O homem a pegou, rodopiou e a jogou pra cima. A gravidade para por poucos décimos de segundo, e você está livre no ar, como os pássaros. As forças gravitacionais param de agir por instantes, porque as forças que a impulsionaram para cima compensaram. Você está livre! O homem embaixo ri e você se delicia, olhando para o mundo do alto; e ainda que esteja prestes a despencar de volta, podendo cair no chão e virar um amontoado de ossinhos quebrados, não teme mal algum, pois nenhum pai deixaria sua filha cair no chão e a criança tem plena confiança naquele adulto risonho.