O teorema Macaco Infinito QED

Eu sei. Alguns idiotas acham que um mínimo de possibilidade demonstra uma impossibilidade. Aquela besteira da falácia de Hoyle não se sustenta já que aviões não se reproduzem e não possuem base química de autossustentação, isto é, não possuem um sistema químico. Ter um sistema químico não garante que você tenha um ser vivo, mas sem um sistema químico, você com certeza não terá um ser vivo. A besteirada de Hoyle esbarra nos limites de vida do ser humano, ridiculamente inferior ao de uma tartaruga. Eu comentei isso na segunda parte do artigo Evolução x Criacionismo, onde demonstrei que uma ação infinita executada por um número infinito possui uma probabilidade infinita de acontecer.

Um dos teoremas que melhor ilustra isso é o Teorema do Macaco Infinito, que diz que se tivermos um macaco digitando aleatoriamente pode acabar reproduzindo uma obra de Shakespeare. Isso é possível? Sim, é e foi provado… pelo menos, em nível computacional.

Continuar lendo “O teorema Macaco Infinito QED”

Computador decifra automaticamente antiga língua

computer_translator.jpgMuito prvavelmente, você faz uso vez por outra do Google translator. Até eu uso, mas, óbvio, não é a 8ª maravilha do mundo, mas quebra um galhão às vezes. Este tipo de algoritmo é complicado, dada as nuances de cada idioma e, claro, a perfeição é uma meta ainda longe, mas as melhoras são sensíveis, principalmente para quem conheceu o Babelfish em seu início.

Seria uma maravilha se dispuséssemos desse tipo de ferramenta para traduzir textos antigos,bem antigos, não é? Os cientistas da Universidade da Califórnia e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts também acham e conseguiram a proeza de criar um sistema que traduz textos antigos, como o ugarítico.

Continuar lendo “Computador decifra automaticamente antiga língua”

Grandes Nomes da Ciência: Ray Solomonoff

Para larga maioria das pessoas, computadores se resumem em acessar a Internet e postar besteiras nos Orkuts da vida, servindo de modelo para a imbecilidade humana, virando vedete dos sites que mostram as tosqueiras que andam naquele ninho de aborrecentes acéfalos.

Este não foi o caso de Ray Solomonoff, o homem que desenvolveu uma paixão pelos teoremas matemáticos que duraria toda a vida. O homem que estudou como transformar um tema da Ficção Científica em realidade, pois ele fez parte de um certo projeto do Dartmouth College que seria amplamente conhecido com o nome de Inteligência Artificial. Continuar lendo “Grandes Nomes da Ciência: Ray Solomonoff”

Francês calcula número pi com 2,7 trilhões de dígitos

Esta notícia pode ser de incrível inutilidade, mas é legal mesmo assim. :D

Fabrice Bellard é cientista da computação, nascido em Grenoble, França, e é bem conhecido (dos nerds da área) por ter sido o fundador dos projetos FFmpeg e QEMU. Ele também desenvolveu uma série de outros programas, como um gráfico 3-D para um compilador C compacto, o Tiny C Compiler (o TCC).

Como cientistas assim não sossegam, ele resolveu fazer… bem, ele não resolveu… ele fez! Ele conseguiu calcular o valor do número pi (π) até quase 2,7 trilhões de dígitos, 123 bilhões de dígitos a mais do que o recorde anterior, usando um computador comum, gastando para a empreitada exatos 131 dias para completar o cálculo e checar o resultado. Só armazenar esta nova versão do número pi é necessário mais de um terabyte de espaço no disco rígido. Na boa, o cara é fera! Continuar lendo “Francês calcula número pi com 2,7 trilhões de dígitos”

Pesquisadores da IBM desenvolvem computadores que simulam o córtex cerebral

A IBM anunciou um progresso significativo para a criação de um sistema de computador que simula e emula as habilidades do cérebro para a sensação, percepção, ação, interação e cognição, enquanto rivalizando com baixo consumo de energia do cérebro e consumo de energia e tamanho compacto.

A equipe de computação cognitiva, conduzida pela IBM Research, tem conseguido avanços significativos na simulação em grande escala cortical e um novo algoritmo que sintetiza os dados neurológicos – dois grandes marcos que indicam a viabilidade de construir um chip de computação cognitiva. Isso significa dizer que eles estão simulando os processos neurológicos mais comuns; ou ainda, que eles estão simulando um cérebro em tamanho reduzido. Recomendo chamar Sarah Connors e Thomas Anderson para averiguarem isso. Continuar lendo “Pesquisadores da IBM desenvolvem computadores que simulam o córtex cerebral”