Grandes Nomes da Ciência: Alan Turing

O heroi está em seus últimos momentos. A guerra que ele ajudou a vencer está terminada, assim como terminada estará a sua vida. A mão cai indolente a uma aceleração de 9,8 m/s². A maçã toca o colchão e a 3ª lei de Newton faz ela quicar, cair de novo e rolar. O fruto estava envenenado e era esta a vontade daquele que a mordeu. Um dos maiores heróis da Segunda Guerra Mundial, o homem que desvendou os segredos da inexpugnável máquina de encriptação da Alemanha Nazista, conhecida como ENIGMA, já não está mais entre nós.

Hoje é dia 23 de junho e comemoramos o 100º aniversário dele, Alan Turing, que por causa de sua opção sexual saiu dos píncaros da Glória para cair nas profundezas do Inferno do preconceito.

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O elo perdido entre o DNA e o formato das proteínas

Estamos em dezembro e todos estão escrevendo cartinhas pro velho tarado de vermelho (me refiro ao Papai Noel, aquele pedófilo comunista). Fico imaginando as pobres criaturinhas que acreditam em cobras falantes e pedem em tudo que é site por provas (mais?) da Evolução, pedindo trocentos elos perdidos. Papai Noel ainda não voa a jato pelo céu, e precisa alegrar os amados seres que puxam sua carroça, digo, trenó. Assim, o que temos? Temos, escondido no sapatinho, que pesquisadores da Faculdade de Medicina de Harvard (ou Harvard Medical School – HMS) desenvolveram uma técnica onde podem prever a estrutura de uma determinada proteína que será codificada por um trecho do DNA. Qual o processo que usaram para isso? Adivinhe!

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Grandes Nomes da Ciência: Ada Lovelace

O poeta toma no braços sua maior obra. De todas as suas composições, a textura, suavidade, delicadeza e o perfume exalado eram incomparáveis. O poeta recoloca  o bebê no berço e o olha com indisfarçável afeição, mesmo sendo uma pessoa dissoluta, que tanto vagou pelo mundo encantando leitores e causando dor à sua esposa.

O bebê de sangue nobre e branquinho, repousando naquele berço, estava envolto em sonhos, mas nenhum desses sonhos chegava perto das realizações que aquela criança faria ao passo de alguns anos. Aquele bebê se tornaria um dos maiores expoentes da história da computação e seu nome ficou imortalizado e conhecido por vários homens e mulheres no decorrer de séculos. Aquele bebê era Ada Lovelace.

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Macacos, robôs e a Copa do Mundo

Em Aliens, o Resgate, Sigourney Weaver entra em campo para sair na porrada com o bicho-feio-babão. Como "na mão" ela não seria idiota de fazer, ela vem com um exoesqueleto imenso. Isso é recorrente em várias obras de ficção científica e nem é mais tão ficção assim, já que engenheiros japoneses mostraram em 2009 que apetrechos assim são plenamente viáveis (vídeo AQUI).

Isso, por si só, já é algo e tanto, mas sempre queremos coisas melhores. É o natural em termos de evolução do conhecimento. Um exoesqueleto assim é muito útil, mas tem problemas por ser grande e desajeitado. Muito bom para serviço pesado, mas deficiente em termos de sensibilidade. Não seria legal se pudéssemos mover máquinas e sentir o mundo através delas, através do mais importante dos sentidos? Sim, seria e é no que o pesquisador Miguel Nicolelis está avançando, conseguindo que macacos tivessem uma real sensação tátil ao manipular objetos que em fato não existem. Mas hein?

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O teorema Macaco Infinito QED

Eu sei. Alguns idiotas acham que um mínimo de possibilidade demonstra uma impossibilidade. Aquela besteira da falácia de Hoyle não se sustenta já que aviões não se reproduzem e não possuem base química de autossustentação, isto é, não possuem um sistema químico. Ter um sistema químico não garante que você tenha um ser vivo, mas sem um sistema químico, você com certeza não terá um ser vivo. A besteirada de Hoyle esbarra nos limites de vida do ser humano, ridiculamente inferior ao de uma tartaruga. Eu comentei isso na segunda parte do artigo Evolução x Criacionismo, onde demonstrei que uma ação infinita executada por um número infinito possui uma probabilidade infinita de acontecer.

Um dos teoremas que melhor ilustra isso é o Teorema do Macaco Infinito, que diz que se tivermos um macaco digitando aleatoriamente pode acabar reproduzindo uma obra de Shakespeare. Isso é possível? Sim, é e foi provado… pelo menos, em nível computacional.

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Computador decifra automaticamente antiga língua

computer_translator.jpgMuito prvavelmente, você faz uso vez por outra do Google translator. Até eu uso, mas, óbvio, não é a 8ª maravilha do mundo, mas quebra um galhão às vezes. Este tipo de algoritmo é complicado, dada as nuances de cada idioma e, claro, a perfeição é uma meta ainda longe, mas as melhoras são sensíveis, principalmente para quem conheceu o Babelfish em seu início.

Seria uma maravilha se dispuséssemos desse tipo de ferramenta para traduzir textos antigos,bem antigos, não é? Os cientistas da Universidade da Califórnia e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts também acham e conseguiram a proeza de criar um sistema que traduz textos antigos, como o ugarítico.

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Grandes Nomes da Ciência: Ray Solomonoff

Para larga maioria das pessoas, computadores se resumem em acessar a Internet e postar besteiras nos Orkuts da vida, servindo de modelo para a imbecilidade humana, virando vedete dos sites que mostram as tosqueiras que andam naquele ninho de aborrecentes acéfalos.

Este não foi o caso de Ray Solomonoff, o homem que desenvolveu uma paixão pelos teoremas matemáticos que duraria toda a vida. O homem que estudou como transformar um tema da Ficção Científica em realidade, pois ele fez parte de um certo projeto do Dartmouth College que seria amplamente conhecido com o nome de Inteligência Artificial. Continuar lendo “Grandes Nomes da Ciência: Ray Solomonoff”

Francês calcula número pi com 2,7 trilhões de dígitos

Esta notícia pode ser de incrível inutilidade, mas é legal mesmo assim. :D

Fabrice Bellard é cientista da computação, nascido em Grenoble, França, e é bem conhecido (dos nerds da área) por ter sido o fundador dos projetos FFmpeg e QEMU. Ele também desenvolveu uma série de outros programas, como um gráfico 3-D para um compilador C compacto, o Tiny C Compiler (o TCC).

Como cientistas assim não sossegam, ele resolveu fazer… bem, ele não resolveu… ele fez! Ele conseguiu calcular o valor do número pi (π) até quase 2,7 trilhões de dígitos, 123 bilhões de dígitos a mais do que o recorde anterior, usando um computador comum, gastando para a empreitada exatos 131 dias para completar o cálculo e checar o resultado. Só armazenar esta nova versão do número pi é necessário mais de um terabyte de espaço no disco rígido. Na boa, o cara é fera! Continuar lendo “Francês calcula número pi com 2,7 trilhões de dígitos”

Pesquisadores da IBM desenvolvem computadores que simulam o córtex cerebral

A IBM anunciou um progresso significativo para a criação de um sistema de computador que simula e emula as habilidades do cérebro para a sensação, percepção, ação, interação e cognição, enquanto rivalizando com baixo consumo de energia do cérebro e consumo de energia e tamanho compacto.

A equipe de computação cognitiva, conduzida pela IBM Research, tem conseguido avanços significativos na simulação em grande escala cortical e um novo algoritmo que sintetiza os dados neurológicos – dois grandes marcos que indicam a viabilidade de construir um chip de computação cognitiva. Isso significa dizer que eles estão simulando os processos neurológicos mais comuns; ou ainda, que eles estão simulando um cérebro em tamanho reduzido. Recomendo chamar Sarah Connors e Thomas Anderson para averiguarem isso. Continuar lendo “Pesquisadores da IBM desenvolvem computadores que simulam o córtex cerebral”