Cientista acerta no cúrio do meteorito

Contemplem a tabela periódica. Está tudo lá. Só que de todos os elementos que existem, apenas 92 são encontrados naturalmente. Vai até o Urânio e só, acabou, caput. Daí pra frente só elementos sintetizados, criados, fabricados pelo Homem. O que vem além disso são os chamados “elementos transurânicos”. Um deles é o cúrio, elemento batizado em homenagem ao casal Curie, descoberto em 1944 por Glenn Seaborg, Ralph James, e Albert Ghiorso, por meio de bombardeamento do plutônio com partículas alfa. É um elemento tóxico e muito radioativo. Quem tem cúrio, tem medo.

Daí você pensa que só porque ele foi produzido artificialmente ele não pode ser encontrado na Natureza. A Química dá uma risadinha e diz “só porque você quer, kerydinho!” Vestígios de cúrio foram encontrados durante a análise de isótopos de urânio num meteorito de 4,6 bilhões de anos.

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Graduanda ajuda a criar técnica para determinar água em outros planetas

Um dos principais problemas de formação universitária, no Brasil, é que os estudantes ficam nas salas e laboratório aprendendo apenas conteúdo. Não que isso não seja importante, mas seria muito mais produtivo se cada um estivesse mais envolvido com pesquisas em andamento (sim, eu sei que ciência e pesquisa  por aqui é mal visto por 90%). Saber os fundamentos é ótimo, mas estar acompanhando o conhecimento se desenvolvendo ou, como costumam dizer, o "fazer ciência" é muito melhor.

Uma estudante de graduação da Universidade de Washington ajudou a desenvolver um novo método para a detecção de água em Marte. Qualquer um que não seja tosco e evoque os antigos espíritos do mal as criancinhas na África vê nisso um leque de possibilidades, em termos de ciência e desenvolvimento de tecnologia.

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A moléculas esquecidas de nossas vidas no Espaço

Qual o segredo da vida? Quais as moléculas que estavam presentes aqui? Elas podem ser encontradas em algum lugar no espaço? São coisas que bioquímicos e cosmologistas procuram responder. Buscando a nossa história a 27.000 anos-luz de distância, cientistas descobriram o que parece ser a chave que abrirá um cofre cheio de surpresas. Trata-se de uma molécula orgânica que não é nada comum, mas estava escondida numa nuvem de gás interestelar.

Então, moléculas complexas podem ser encontradas fora da Terra? Obviamente sim, e ali está a prova.

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Moléculas orgânicas complexas são detectadas no Espaço Interestelar

Cientistas do Instituto de Radio Astronomia Max Plank, da Universidade de Cornell e da Universidade de Colônia detectaram duas das mais complexas moléculas já descobertas no espaço interestelar: metanoato de etila (também chamado de formiato de etila) e cianeto de n-propila.

Seus modelos computacionais de química interestelar também indicam que moléculas orgânicas maiores podem estar presentes, incluindo aminoácidos, os quais são essenciais para formas de vida. Os resultados foram apresentados na Semana Europeia de Ciência Astronômica e Espaço, na Universidade de Hertfordshire, ontem (21/04). Continuar lendo “Moléculas orgânicas complexas são detectadas no Espaço Interestelar”