A arma dura grega que fazia estrago nos inimigos

Todo mundo gosta das histórias medievais com seus cavaleiros e suas armaduras reluzentes. A saber, eram bem poucos que podiam arcar com o custo de uma armadura completa, mas isso não significa que na Idade do Bronze fosse assim. Pelo contrário, os soldados tinham armaduras padronizadas. Uma dessas remanescentes ficou conhecida como A Panóplia de Dendra (ou Armadura de Dendra), descoberta em maio de 1960 em um túmulo na vila grega de Dendra por arqueólogos suecos, sendo a armadura com peitoral inteiro totalmente feito de bronze batido, datada do final do século XV A.E.C.

Até então a pergunta: soldados realmente usaram esta armadura ou era apenas para fins cerimoniais (porque tudo oque se encontra é quase sempre “para fins cerimoniais”.

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O segredo das mulheres de ferro das tumbas celtas

Em um mundo onde o passado é frequentemente esquecido, a Arqueologia serve como uma ponte para as civilizações que vieram antes de nós, com uma lanterna procurando a verdade há muito enterrada. Essa luz pode iluminar recônditos escondidos e trazer até nós descobertas que desafiam tudo o que pensávamos saber sobre uma sociedade antiga. No coração da Europa da Idade do Ferro, vindos de um passado distante, os Celtas nos contam um pouco sua história muda através das evidências arqueológicas.

E isso graças a algumas tumbas. Continuar lendo “O segredo das mulheres de ferro das tumbas celtas”

Inaugurada réplica do Colosso de Constantino

Não basta ser um imperador. Todo mundo precisa ver que você é um imperador. Sei lá, vai que duvidem ou digam que não votaram em você para imperador. Tudo bem que no caso dos romanos, eles realmente eram eleitos (pela guarda pretoriana, na maioria das vezes). Um exemplo disso é Constantino, o Grande. Como tal, ele era reverenciado e várias estátuas foram construídas em sua homenagem, mas nenhuma sobreviveu intacta. A solução é qual? Fazer a sua própria estátua com blackjack e prostitutas poliuretano e alumínio. Continuar lendo “Inaugurada réplica do Colosso de Constantino”

Quando os romanos comiam pizza quando pizza nem existia

Pompeia é uma cidade famosa, mas principalmente por causa do que aconteceu com ela. Em 79 da Era Comum, deu muito ruim para a população de Pompeia, quando o vulcão Vesúvio acordou de MUITO mal humor de arrasou com a cidade. Passados muitas centenas de anos, Pompeia é um tesouro arqueológico no que podemos ter um vislumbre do modo de vida de uma cidade romana. Dá até para saber o que eles comiam, e entre os pratos estava… pizza? Continuar lendo “Quando os romanos comiam pizza quando pizza nem existia”

A reconstrução de um portal romano para contar uma história inglesa

Os visitantes do forte romano de Richborough, perto de Sandwich, no leste de Kent, encontrarão agora uma nova e importante adição ao local: um portal de forte romano reconstruído em madeira, ladeado por trechos de uma muralha de terraplanagem.

O portão foi construído no local de um portal romano real, pensado para regstrar a invasão da Grã-Bretanha em 43 E.C. sob o imperador Cláudio. Uma reescavação recente revelou a colocação dos postes que abrigam as verticalidades do portão, dentro de um par de valas defensivas norte-sul. Continuar lendo “A reconstrução de um portal romano para contar uma história inglesa”

Quando a comida torna-se mortal: a história de Locusta da Gália

O silencioso farfalhar do vestido não traduz o que acontecerá dali a instantes. O som do couro da sandália contra o piso de mosaico não ecoa, pois não era alto o suficiente. A desenvoltura com que anda pelos corredores, salas, aposentos, solaria e todo o restante do palácio não reflete o perigo iminente trazido por mãos pecaminosas que seguram a ameaça sob a forma de um cálice, um cálice ornamentado e belo. Um cálice que trazia nada mais do que um produto orgânico, natural, de origem vegetal… e totalmente letal. Passo após passo, volitando na calada da noite, no silêncio sepulcral da escuridão, sendo vigiada por olhos que nada fazem, bocas fechadas na discrição juramentada de não intervir, o fim encontrará a sua última linha escrita na vida de alguém. Em instantes, o conteúdo da taça será sorvido e nada mais aquele que saboreará o letal doce/amargo sabor da morte verá em sua vida que já estará finda.

E esta foi mais uma vítima de Locusta da Gália. Continuar lendo “Quando a comida torna-se mortal: a história de Locusta da Gália”

A Verdadeira História da Destruição da Biblioteca de Alexandria

As chamas irrompem pelas construções. Séculos e séculos de sabedoria, cultura e conhecimento são gradativamente destruídos, enquanto lágrimas escorrem pelo rosto da Rainha. O horror chocante pela perda de saberes antigos corrói a alma de Cleópatra enquanto vê sua tão amada biblioteca arder em chamas e todos os documentos sendo devorados pelo fogo implacável, com o crepitar que mais parece um grito por socorro para depois toda construção sucumbir às chamas e tudo se perder definitivamente. Continuar lendo “A Verdadeira História da Destruição da Biblioteca de Alexandria”

A moderna invenção para captar água que já existia antes

Como sempre, políticos aproveitam-se da ignorância das pessoas (eu prefiro achar que esses políticos não são débeis mentais, já que político não se confia). Recentemente, um desses idiotas mostrou uma grande inovação do povo simples do interior e altamente sustentável: cisternas. Quanta inovação, teria pensado um mesopotâmio. Continuar lendo “A moderna invenção para captar água que já existia antes”

O estupendo Túmulo dos Vinhedos

Você está acostumado com as Grandes Pirâmides de Gizé, túmulos dos reis Khufu (em grego, Quéops), Khafre (em grego, Quéfren) e Menkaure (em grego, Miquerinos). O problema é que os grandes reis viram que construir pirâmides daquele tamanho monumental era dispendioso e não ajudava em nada a proteger os pertences dos reis de ladrões. Então, tiveram a ideia de construir túmulos bem longe dali, no chamado Vale dos Reis, perto da capital do Império Egípcios, Tebas, hoje chamado Luxor. Foi lá que foi feita uma das maiores descobertas arqueológicas de todos os tempos: o túmulo de Tutancâmon.

Mas não eram apenas os reis que tinham seu vale de descanso eterno. Continuar lendo “O estupendo Túmulo dos Vinhedos”

Só os antigos atenienses mais ricos pagavam impostos; e eles se gabavam disso!

Por Thomas Martin
Professor de Clássicos, College of the Holy Cross

Na antiga Atenas, apenas as pessoas muito ricas pagavam impostos diretos, e estes iam para financiar as despesas nacionais mais importantes da cidade-estado: a Marinha e as honras dos deuses. Embora hoje possa parecer surpreendente, a maioria desses principais contribuintes não apenas pagou alegremente, mas se gabou de quanto pagou.

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