Estamos acostumados a ver campos floridos de diversas tonalidades, com suas flores multicoloridas chamando a nossa atenção. Obviamente, não incluo nesse "nós" os frangos de apartamento, que muito mal veem o jardinzinho fofinho do condomínio. As cores (bem como o perfume) ajudam as abelhas e outros insetos a localizarem sua fonte de alimento: o néctar.
Acontece que as abelhinhas fofinhas (e letais, se você tiver alergia a elas) não enxergam o mundo como nós, toscos mamíferos de polegar opositor. A bem da verdade, elas até podem ver cores que eu e você, seu cegueta, não conseguimos distinguir. Mas em compensação, podemos jogar Farmville, e elas não (se é que isso é uma vantagem). A Seleção Natural dá, a Seleção Natural tira. Louvado seja André.

O que te irrita nos chamados crentes?
Notícias andam fracas. poucas coisas interessantes no mundo e muita coisa pra fazer neste final de ano. Talvez seja por isso, associado à minha imensa preguiça, de não ter muitos artigos diários. Mal aí, pessoal. O que é diário é a quantidade de coisas estúpidas que eu tenho que aturar. Mas tudo tem uma compensação. Se não fosse por estes idiotas me enchendo o saco, vocês não teriam mais uma edição da sua VOZ DOS ALIENADOS!
Eu recebo e-mails todos os dias, principalmente através do fale Conosco. Nem sempre dá pra responder, mas faço uma forcinha, pois as pessoas merecem uma resposta (o tipo de resposta que merecem é inerente ao tipo de mensagem que mandam, se me entendem).
No mundo verde e anêmico dos “defensores” dos animais, o Ativismo Vegan, engendrado pelos seguidores da Nossa Senhora da Alface e veneradores do Brócolis Sagrado, faz sentido. Afinal, você não é ético porque gosta de um hamburguer. Você (sim, VOCÊ!) é um maldito especista, enquanto que os vegans pensam que seres humanos formam uma espécie superior a ponto de proteger todas as formas de vida (baratas, ratos de esgoto e lacraias não entram nesta “proteção”). Você, seu maldito inconsequente que alimenta seu filho com leite e não dá vegetaizinhos pros seus cães de estimação (caraca! Você escraviza um animal!), está abaixo de qualquer espécie viva, pois as outras vivem em paz e harmonia (exceto formigas que escravizam outras formigas, tubarões que atacam seus próprios companheiros e chupins que jogam os ovos do tico-tico fora para poder colocar os seus e serem chocados pela tica-tica).
Estou aqui calmo nessa manhã de domingo e com o joelho enfaixado (por causa dos meus artigos, claro. É uma demonstração da ira divina, apesar das ameaças serem direcionadas para as pessoas que me amam. Deus incompetente esse…). Algumas pessoas me “cobraram” uma posição a respeito do Datena, nosso filósofo máximo, competindo diretamente com o Reinaldo Azevedo e o Olavo de Carvalho. Minha posição é sentado numa poltrona confortável, com os pés pra cima e uma esposa me chamando de molenga só por causa de uma coisinha de nada. Nós, céticos, sofremos, mas por causa da atadura, meu joelho está impossibilitado de se dobrar e minha língua não confessará que o mendigo palestino é coronel.
Qual a diferença entre um herói, um vilão e uma pessoa comum? A dicotomia “bom/mau” serve para todos os casos, para alguns casos ou nenhum caso? É fácil rotularmos uma coisa, pessoa ou evento. Mas Hitler não deixa de ter erguido uma Alemanha pós-primeira guerra nem ter executado um efetivo sistema de soerguimento econômico/social, além de uma política antitabagista eficaz só porque ele tinha um certo probleminha com a estrela de Davi.
Um dos grandes males da gambiarra evolutiva chamada “cérebro humano” é tentar criar e/ou completar informações. Quando não se tem informações adequadas, completas ou claras, este emaranhado de neurônios acaba “fabricando” a informação. Um exemplo disso é a
Tutancâmon foi rei egípcio pertencente à XVIII dinastia, nascido em 1341 A.E.C. e bateu as sandálias em 1323 A.E.C. Subiu ao trono aos 10 anos, reinou por nove e morreu aos 19 anos. Há uma séria discussão se ele morreu de “morte morrida” ou de “morte passada o cerol”, mais provavelmente, a última. O Rei Tut ficou mais famoso depois de múmia do que em vida. Sua tumba foi descoberta em novembro de 1922 pelo arqueólogo Howard Carter, patrocinado por Lord Carnarvon.