O Vidro

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O vidro nos acompanha há milênios e continuará nos acompanhando. Nada o substituiu plenamente em sua miríade de funções. Não falamos aqui sobre os vidros com camada pirolítica refletiva, vidros aramados, vidros serigrafados, vidros duplos, vidros com película metalizados, vidros acústicos, vidros com cristal líquido que controla por computador o percentual de transparência, vidros a vácuo, vidros, vidros e mais vidros.

A pedra lascada teve a sua Era. O bronze teve a sua Era. O Aço teve a sua Era. O vidro viu a ascenção e queda de tudo isso. Viu o alvorecer da utilização humana de ferramentas, nem que estivesse sob a forma de resíduos vitrificados de lava. Viu o homem desenvolver a metalurgia e sempre foi peça de colecionador, pela sua beleza e importância.

O vidro não teve a sua época, pois ele sempre reinou absoluto, inclusive em dias de hoje ele é respeitado, mesmo durante as fanfarronices ecológicas, o vidro mostra-se superior ao seu concorrente: o plástico. Os vidros estão presentes desde aquele copinho de geleia, onde você bebe água até cúpulas de observação da Estação Espacial Internacional. Desde a tela do seu iPod até um avião de caça.

O petróleo começou a ser usado recentemente e tem seu uso questionado e reservas limitadas, mas o vidro estará sempre conosco; e, provevelmente, num futuro distante, arqueólogos descobrirão muitas peças de vidro que são banais hoje em dia, mas ganharam a imortalidade, ao passo que muitos de nós, incluido nossos descendentes, não estaremos aqui. mas o vidro sim, ele é eterno, tão brilhante e belo como os diamantes, ainda que não tão duros.


Para saber mais:

49 comentários em “O Vidro

      1. @André, È verdade andré ,não li todo o artigo porque estava no trabalho e nem percebi o restante em outra página, somente agora tive tempo e atenção, mas saiba que leio sempre, porque é foda se dedicar a um artigo e ter que aguentar perguntas e opiniões de quem nem mesmo fez a leitura, mas no meu caso foi desatenção com a página, mas fiz a leitura e constatei a minha resposta, valeu!!!

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  1. Gostei muito do post (embora prefira copos e pratos de porcelana :mrgreen: ).Também é bom ver que da sílica vem o silício e quase toda a eletrônica moderna,pelo menos até o grafeno dominar …

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  2. Por causa de artigos como esse dá gosto de entrar no Ceticismo.net.

    Belo artigo, meus parabéns!

    Por erro de digitação tem um “quen” na última página, salvo engano.

    É na frase abaixo:

    “Viu o alvorecer da utilização humana de ferramentas, nem quen estivesse sobre a forma de resíduos vitrificados de lava.”

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    1. @bvv,

      Blasfêmia! Como ousa corrigir o André!? :lol:

      Me lembra meu primeiro dia de trabalho, em uma concessionária. Me mandaram ir pros mecânicos pedir emprestado o martelinho de desentortar vidro. Achei estranho pra caráleo, mas como era o chefe… Estagiário cabaço é foda!

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  3. Caramba ao terminar de ler o artigo eu pensei: Como sou ignorante! Ao menos serve de consolo saber que agora – após a leitura – sou um pouco menos ignorante. Ah sim, eu também cai na crendice de pensar que o vidro era “meio-liquido” em razão da história dos vitrais das catedrais. Mas após a elucidativa leitura, um mito a menos vive na minhas consciência. Ótimo artigo, parabéns André.

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  4. André, você deveria escrever um livro. Artigo muito instrutivo, quase enciclopédico.

    Quando ia para igreja (sou ateu ex-católico) admirava os vitrais coloridos com desejos complexos. Agora imagino o trabalhão que dá, misturar as substâncias para dar aquelas cores.

    Outra coisa que imagino: o colorido dos fogos de artifício também são misturas de metais com pólvora?

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  5. Já tinha ouvido a versão de que o vidro foi descoberto depois que raios atingiram o solo de um acampamento.

    Na fábrica onde trabalho, teve uma palestra de um fornecedor de garrafas para nós do Controle de Qualidade, que disse que o vidro era líquido. Agora sim tirei minha dúvida. Obrigado.

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  6. Gostei muito do artigo, me fez aprender um pouco mais sobre uma das grandes descobertas da humanidade.
    Não sei por qual razão, mas sempre que começo a ler o livro dos porquês, parece que dá um nó no meu celebro, mas no final fico feliz por estar aprendendo uma coisa nova.

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  7. Recentemente, a empresa que trabalho comprou o único laboratório completo de análises ambientais de São Paulo e estou aprendendo muito do que há em laboratórios químicos, com isso, quero dizer que só faltou eu rolar aqui de tanto rir ao me ler suas lembranças como estagiário. A diferença é que aqui, cada capela tem sua exaustão, sem contar a exaustão do laboratório em si… Mas consegui visualizar bem a cena e você foi guerreiro na térmita, parabéns!

    Quanto ao artigo, eu ainda tenho a opinião que vidro é um estado físico. Não dá para classificar. E que são belas as tacinhas de cristal que minha mãe poli uma vez por mês, são belas sim. Já até separei os conjuntos que levarei de herança dela u_u (assim como escolhi quais conjuntos de chá pegarei da minha avó).

    Durex, pyrex, duralex, marinex.. Que raios há com o marketing que gostam desse “ex” no final? Fica tão brega :/

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    1. A diferença é que aqui, cada capela tem sua exaustão, sem contar a exaustão do laboratório em si…

      Vc não é laboratorista de verdade. Se eu contar as peripécias que passei no Lab do Museu Nacional, daria vários posts. Qdo cheguei lá, me mostraram vários garrafões com espuma solidificada transbordando, caixas rasgadas e tudo se espalhando.

      Perguntei: O que diabos é isso?
      Resposta: Não sei. Ninguém sabe o que é.
      Perguntei: Show! Quer dizer que isso pode ser arsênio ou cianetos?
      Resposta: Um dar de ombros

      Isso sem NENHUM equipamento de segurança (mas tinha guarda-pó branquinho e passado, do jeito que só as mães sabem fazer e que depois a gente ignora indo todo amarrotado).

      Moral da história, eu recolhi aquilo tudo, chamei a FEEMA, mas ela não veio; entretanto, deram um jeito de sumir com aquilo.

      alguém ainda duvida que eu sou imortal? E olhe que nem mencionei quando passei uma cantada na estagiária de peleontologia, mas esta me deu um cano pois passou a ser amante da (notem o artigo) chefe do Departamento de Entomologia.

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          1. @André, Você acertou. Eu me sentia fora da realidade tendo um vidro do tamanho de um esmalte comum mas tão pesado quanto os livros da Barsa. Foi um peso de papel e enfeite por muitos anos ‘-‘

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        1. @Mari., e a minha maior proeza foi acender uma lâmpada com um limão. Mas um vidro com mercúrio nunca ganhei, mas já desmontei termômetro (o que me custou boas palmadas) e derreti chumbo no fogão :D Eu era terrível!

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          1. @André, Hahahaha! Sempre amei experiências caseiras :D Já até montei “bombas” de comprimidos efervescente :D Hum… Vou pesquisar sobre o açúcar :mrgreen:

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          2. @André, Falando nisso, meu tio trabalha na Louis Dreyfus, no porto de Paranaguá. Houve uma explosão no galpão da empresa recentemente, causada pela poeira de açúcar e uma fagulha.

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          3. @Nihil, uma vez eu quebrei um termômetro sem querer e achei fascinante o líquido prateado que deixava a colcha da minha avó vermelha. Sem contar que era divertido colocar o dedo na substância e parecer que não tocava nada! Não levei palmadas ‘-‘ mas fiquei extremamente triste em saber que não podia brincar com aquilo. Minhas proezas sempre foram com remédios variados (era daquelas que via a avó tomar mil comprimidos e ia depois escondido tomar também para evitar doenças de velho~ quantas lavagens eu já vi num pronto-socorro? Não sei, mas a mais traumatica foi quando eu achei melhor tomar o vidro de rinosoro do que pingar no nariz)

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  8. Não tive tempo de ler tudo, só dei uma passada de olhos. Mas tenho que comentar sobre as fibras ópticas, que são feitas de vidro também. Eu trabalho com cabos de fibras ópticas e é impressionante você saber que um sinal de luz (um laser) é transmitido pelo núcleo de uma fibra que tem entre 9 micrômetros e 62,5 micrômetros de diâmetro. E o sinal não se perde simplesmente por diferença de índice de refração entre núcleo e casca. O núcleo é dopado geralmente com germânio para isso ocorrer.

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  9. andre sou astronomo amador e gostei do texto sobre o vidro, a grande dificuldade é encontrar vidro com espessura maior que 25mm aqui no Brasil para fazer espelhos maiores de 200mm (diâmetro) possuo um trelesco de 200mm e é fascinante observar o universo com ele grande abraço honorio :shock: ;-)

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