DO QUE É FEITO O VIDRO?
O vidro é formado devido ao resfriamento de sílica (dióxido de silício ou SiO2) fundida — sob a forma de areia — com alguns aditivos, que, normalmente, são carbonatos em geral para agirem como fundentes. Fundentes são substâncias que ajudam a diminuir o ponto de fusão de uma mistura, pois, caso contrário, gastaria-se muita energia para fundir a sílica, já que seu ponto de fusão é bem alto (acima de 1800 °C), apesar que convém em certas ocasiões ter um vidro feito com sílica pura, daqui a pouco explicaremos melhor isso. Outros aditivos são usados para dar cor ao vidro, como vimos na página anterior. Como fundentes, costuma-se usar cerca de 10% de carbonato de cálcio e 15% de carbonato de sódio (CaCO3 e Na2CO3, respectivamente), abaixando, assim, o ponto de fusão para cerca de 850 °C. Vidros feitos de sílica quase pura são caros, pois são difíceis de serem trabalhados. São empregados em vidrarias especializadas e em equipamentos ópticos. São os chamados “vidros de quartzo”.
O dióxido de silício é a substância mais abundante na crosta terrestre. Ele se apresenta de diversas formas, desde pedras preciosas e semi-preciosas até a areia vulgar, passando pela argila, quartzo (ou cristal de rocha) e rochas em geral. Este composto é um óxido ácido, também chamado de “anidrido”. Óxidos ácidos são aqueles que, em solução aquosa, reagem com a água, dando origem a um ácido ou reagem com uma base dando origem a um sal. Todos os óxidos ácidos resultam da combinação de um não-metal com oxigênio, formando uma mistura binária (dois elementos), onde o elemento mais eletronegativo tem, obrigatoriamente, que ser o oxigênio. Diz a regra que toda regra tem exceção; no caso, o composto OF2 não é um óxido, mas um fluoreto de oxigênio, posto que o flúor possui eletronegatividade maior que a do oxigênio.
Levando isso em conta, a regra que diz que diz que toda a regra tem exceção possui uma exceção, pois o caso do OF2 segue direitinho à regra que define a natureza dos óxidos. Assim, a regra não possui exceções, o que faz da regra das exceções ter uma exceção e isso confirma parte das regra das exceções. E ainda há quem diga que a Química é complicada…
O dióxido de silício é resistente à maioria dos materiais, não sendo sequer solúvel em água (salvo situações específicas que vocês entenderão no decorrer do texto), o que pode ser notado nas praias, já que a água do mar não dissolve a areia da praia e nem mesmo acontece o fenômeno da supersaturação (ver. Soluções e Dispersões). Isso significa que não se pode simplesmente dissolver SiO2 em água para obter o ácido silícico (H2SiO3), mas podemos reagir o SiO2 com bases fortes (como o hidróxido de sódio, NaOH) para obter silicatos, como o silicato de sódio (Na2SiO3), que às vezes (e erroneamente) é chamado de “vidro líquido”. O dióxido de silício não reage com ácidos normais, nem mesmo com o poderoso ácido perclórico (HClO4), o mais forte de todos os ácidos inorgânicos, forte oxidante e com caráter explosivo.
Nem mesmo misturas altamente oxidantes como a água régia (mistura dos ácidos clorídrico e nítrico) exercem efeito sobre a sílica. Isso até me lembra o tempo em que eu fui estagiário do Museu Nacional e (ir)responsável pelo Laboratório de Química do setor de Geologia e Paleontologia. Os “gênios” não instalaram bico de gás na capela (lugar provido de exaustão e não um lugar pra rezar, antes que façam piadinhas), e me deram uma amostra mineral que achavam ser sílex (um dia, ainda traduzo esta página da Wiki). Sendo sílex, ele seria resistente aos ácidos (sem resultado) ou à água régia a quente. Preparei a água régia (onde descobri que lá também não havia luvas nem máscara. EPI é pra fracos!), coloquei a amostra num béquer e este sobre uma tela de amianto, montando o conjunto sobre um bico de Bunsen. Comecei a atacar o mineral com a mistura oxidante sob aquecimento (fora da capela, pois não tinham instalado o bico de gás lá) e saí do laboratório, pois eu nunca fui idiota ao extremo. Em menos de 20 minutos o setor estava fedendo à mistura de ácidos e eu do lado de fora do prédio, vendo se tinha dinheiro pra passagem de ônibus pra voltar pra casa. Isso ficou até que o cheiro começou a desagradar as bundonas estagiárias da entomologia que trabalhavam no andar de cima, tendo elas ido reclamar comigo. Como eu não podia fazer nada (a não ser dar meu apoio e oferecer um ombro e outras partes anatômicas amigo), elas foram reclamar na chefia do departamento, que milagrosamente estava presente no dia (era dia de assinar o ponto, sabem?). Num instantinho instalaram o bico de gás na capela. Aliás, adorava aquela capela, onde fiz muitas experiências que não deveria ter feito, como uma mistura semelhante à termite (só que um pouco mais hardcore. Eu sou o máximo!), que chegou ao ponto de quase derreter a bancada. Estagiário só faz merda e cabeça vazia é oficina do Diabo, ainda mais quando você tem ao seu dispor um armário repleto de reagentes e vários livros de Química sobre a mesa.
Observação: Essa da “termite Chuck Norris” eu fiz isso num dia de meio do mês e a assinatura do ponto é só no dia 30-31. Logo, ninguém ficou sabendo. Shhhhhh!!!!
Saindo dos devaneios, a amostra rochosa não foi atacada por nenhum ácido e nem pela água régia, o que comprovava ser formada quase que inteiramente de sílica. Devido ao seu aspecto, a conclusão era que a amostra era sílex, mesmo. Para que essa informação? Não sei. Ninguém dá satisfação a estagiário. Provavelmente, era para fazer alguma decoração num apartamento ou dar de presente à amante.
Voltando ao assunto, é importante entender as propriedades químicas e físicas da sílica, pois assim entendemos melhor o vidro. Segundo um adágio entre os químicos (que, por sinal, acabei de inventar): dizei que substâncias tens e eu te direi quem és.
Usamos frascos de vidro para armazenar ácidos concentrados, mesmo o perclórico ou ácido sulfúrico a 109% (não, não me enganei no número. Google it), mas não armazenamos soluções de bases (também chamadas de “álcalis”), por motivos explicados acima. É interessante que meus alunos sempre se espantam ao verem ácidos armazenados em frascos de vidro, pois o senso comum diz que ácido “corrói” qualquer coisa; mas entre o que o senso comum acha e o que acontece no mundo real, há uma estúpida diferença. Somente um ácido inorgânico não pode ser armazenado em frascos de vidro: o ácido fluorídrico (HF).
Em presença de ácido fluorídrico, acontece uma série de reações em sequência. Primeiramente, a sílica reage com o HF formando tetrafluoreto de silício (SiF4), descoberto em 1771. Este composto é gasoso à temperatura ambiente e não é capaz de atacar o vidro se ele estiver seco. Se passarmos o SiF4 em água, haverá a formação de tetraidróxido de silício Si(OH)4, liberando HF de volta. Lindo, não? Em presença de excesso de HF, o SiF4 forma o ácido fluossilícico. Abaixo, vemos a sinfonia maravilhosa das cândidas substâncias que participaram das reações:
SiO2 + 4 HF —-> SiF4 + 2 H2O
SiF4 + 4 H2O —-> Si(OH)4 + 4 HF
SiF4 + 2 HF —-> H2SiF6
Como eu gosto de simplificar, e uma reação química nunca acontece isoladamente, podemos combinar todos estes passos numa única reação (devidamente balanceada):
SiO2 + 6 HF —-> Si(OH)4 + H2SiF6
Tudo isso em perfeito equilíbrio na paz do Senhor. Mas — e sempre tem um “mas” — vidro não é única e exclusivamente sílica pura, ele é uma mistura. No final das contas, para simplificar mais ainda, podemos dizer que o ácido fluorídrico reage com a sílica e silicatos – (SiO3)—2 – formando o íon fluossilicato, (SiF6)—2. Aliás, é por este ataque que se usa o HF para fazer desenhos em vidros. Basta cobrir a área a ser atacada com parafina derretida e esperar que a mesma endureça. Depois, com um estilete, faz-se os desenhos que se quer e, então, aplica-se o HF. Lava-se a peça, remove-se a parafina e teremos os desenhos gravados no corpo do vidro (obviamente, o processo assim descrito é artesanal). Os fluossilicatos são solúveis em água e acabam dissolvidos na água de lavagem, deixando o seu desenho límpido e claro, com perfeição diretamente proporcional à habilidade de quem executa o trabalho.
Quando pegamos uma solução de silicato de sódio e a aquecemos a cerca de 100 °C, em presença de ácido clorídrico (HCl), a mesma se decompõe. Um ácido fraco sempre é deslocado por um ácido mais forte, o que significa dizer que qualquer sal de um ácido fraco por dar origem ao seu ácido correspondente, ao se fazer reagir com um ácido mais forte. Sendo assim, o HCl reage com o Na2SiO3, formando um precipitado gelatinoso de ácido silícico. Mas não simplesmente um ácido silícico qualquer. É o que chamamos “sílica-gel”, que nada mais é do que dióxido de silícico com moléculas de hidratação intramolecular, ou seja, existe água de hidratação presa na molécula do SiO2. Sua fórmula molecular é, portanto, SiO2.nH2O, onde n é um número inteiro, indicando uma certa quantidade de moléculas de água presa no retículo cristalino da sílica.
A sílica-gel tem propriedades incríveis em confronto com a sílica comum. A começar pelo seu caráter higroscópico (grande afinidade por água). Enquanto a sílica comum é insolúvel em água, a sílica-gel se dissolve tranquilamente no referido solvente. É um dos mais importantes e baratos dessecantes utilizados, empregados em dessecadores e ambientes que se precise estar completamente seco. Aparelhos sensíveis à umidade, como máquinas fotográficas (estou falando de máquinas de verdade e não da sua Tekpix), normalmente vêm com um sachezinho de papel com sílica-gel dentro. Sua principal vantagem é que pode ser reutilizada, depois de ter se saturado de água. Também é usada em armários e embalagens de alimentos, já que a existência de umidade acelera o processo de deterioração.
Ao contrário de outras substâncias dessecantes, como o cloreto de cálcio, ao aquecermos a sílica-gel a cerca de 120 °C, a água de hidratação irá se evaporar e basta que a guardemos num lugar sem umidade para conservá-la bem até que seja usada. Para indicar quando a sílica-gel está saturada algumas vêm com cloreto de cobalto impregnado nela. O cloreto de cobalto possui uma característica interessante: ao absorver umidade, ele adquire uma coloração rósea; à medida que perde a água de hidratação, sua coloração passa a azulada até chegar a violeta.Se você se lembrou do “galinho do tempo” de sua avó, já sabe com o que ele era impregnado e se você parar para pensar, saberá como ele “previa” o tempo.
No caso da sílica-gel, a imagem abaixo ilustra a diferença entre os estados hidratado e desidratado:

Deixando a sílica-gel e abordando outras propriedades físicas, a temperatura em que o vidro se funde é determinada pelas impurezas contidas nele (como foi dito no caso dos “fundentes”). A isso, soma-se uma péssima condutividade elétrica e térmica. Podemos tranquilamente segurar um tubo de vidro com diâmetro de 5 mm por uma extremidade e levar a outra extremidade diretamente ao fogo. O máximo que vai acontecer é o fluxo de gases quentes passarem pelo tudo e começarem a queimar a sua mão, mas o vidro não tem culpa disso.
O vidro é transparente e deixar passar a maior parte da luz, e apesar de não ter suas moléculas em formato absolutamente cristalino, apresenta uma organização molecular de forma que permita a passagem de luz. Abaixo temos uma representação de como seria a organização molecular do vidro, em contraposição à organização molecular do cristal de rocha:
|
Cristal de rocha |
Vidro |
Este arranjo molecular é importante, pois é ele que confere as propriedades físicas do vidro. Assim, por causa dos fundentes, o vidro possui um ponto de ebulição mais baixo que o do quartzo, mas não é só isso. Seu coeficiente de dilatação térmica é maior, enquanto que o quartzo possui o ridículo coeficiente de dilatação térmica em torno de 0,0000005. O que significa isso? Isso mede o quanto, em tese, um corpo se dilata ao ficar sobre ação do calor. Em outras palavras, quando você aquece uma barra de ferro, por exemplo, ela aumenta de tamanho, onde a dilatação pode ser linear ou volumétrica. É por causa disso que trilhos de trem não são coladinhos uns nos outros, mas possuem um espaço entre eles, de forma que quando o trilho se dilatar sob o calor do sol, a via fique sem nenhum dano. No caso do vidro, há um pequeno problema com sua dilatação térmica. Pense numa peça de vidro, como uma tigela, por exemplo. Ao aquecer a sua base,o restante da tigela não estará na mesma temperatura. Lembram que eu mencionei sobre colocar a extremidade de um tubo de vidro na chama, enquanto eu seguro na outra extremidade? Pois, é, sendo um péssimo condutor de calor, apenas a base da tigela estará quente, e sofrerá dilatação, enquanto que outras partes da mesma tigela não acompanharão esta dilatação. É por isso que o vidro estoura quando está muito quente. O mesmo acontece se você tirar uma travessa do forno e colocar sobre uma superfície muito fria. O ideal é colocá-la sobre uma peça de madeira ou sobre os famigerados “paninhos” que as donas-de-casa tanto adoram.
Vidros de quartzo não possuem estas limitações. A bem da verdade, eu poderia aquecer uma peça feita de quartzo até que ela fique bem vermelha e atirá-la na água fria que ele não racha e muito menos estoura, já que sua dilatação foi praticamente irrisória. Este tipo de vidro é caro, por causa de sua manipulação, mas são excelentes no uso de instrumentos ópticos, como espectrofotômetros. Em formas “contaminadas”, eles se apresentam sob as belíssimas pedras como rubis, safiras e água-marinhas.
Levando em conta que pro dia-a-dia fica inviável usar travessas e jarras de quartzo (e vidros comuns não são o mais adequados para irem no forno, nem servirem de jarras para cafeteiras), são precisos vidros especiais para isso, da mesma forma que existem vidros especiais para a construção civil e até na feitura de carros blindados. Mas isso será visto na próxima página.



André, é verdade que o vidro não tem ponto de fusão?
CurtirCurtir
Claro que não. Principalmente se você não ler artigos.
CurtirCurtir
@André, È verdade andré ,não li todo o artigo porque estava no trabalho e nem percebi o restante em outra página, somente agora tive tempo e atenção, mas saiba que leio sempre, porque é foda se dedicar a um artigo e ter que aguentar perguntas e opiniões de quem nem mesmo fez a leitura, mas no meu caso foi desatenção com a página, mas fiz a leitura e constatei a minha resposta, valeu!!!
CurtirCurtir
@cesarcesc, É verdade sim, as esculturas de vidro são todas esculpidas no martelo mesmo. As vezes até marreta.
CurtirCurtir
@marcelusmedius,
Lógico que tem..
Só que precisa usar os brincos potara ou fazer aquela dancinha
CurtirCurtir
Fim do desvio de assunto.
CurtirCurtir
Nem li todas as páginas (ainda), mas tenho uma pergunta:
Porque tem gente que insiste em falar “Vrido” ?
CurtirCurtir
Analfabetismo.
CurtirCurtir
@André, isso só me lembrou do capitão óbvio…
CurtirCurtir
Gostei muito do post (embora prefira copos e pratos de porcelana :mrgreen: ).Também é bom ver que da sílica vem o silício e quase toda a eletrônica moderna,pelo menos até o grafeno dominar …
CurtirCurtir
Muito informativo o artigo, André.
Mas by the way, se a “Sra. Ceticismo” não gostar dessa caneca, eu desisto.
http://www.thinkgeek.com/homeoffice/mugs/96c6/
CurtirCurtir
EU QUERO!!!!!!
CurtirCurtir
Por causa de artigos como esse dá gosto de entrar no Ceticismo.net.
Belo artigo, meus parabéns!
Por erro de digitação tem um “quen” na última página, salvo engano.
É na frase abaixo:
“Viu o alvorecer da utilização humana de ferramentas, nem quen estivesse sobre a forma de resíduos vitrificados de lava.”
CurtirCurtir
Erro corrigido. Obrigado.
CurtirCurtir
@bvv,
Blasfêmia! Como ousa corrigir o André!? :lol:
Me lembra meu primeiro dia de trabalho, em uma concessionária. Me mandaram ir pros mecânicos pedir emprestado o martelinho de desentortar vidro. Achei estranho pra caráleo, mas como era o chefe… Estagiário cabaço é foda!
CurtirCurtir
Caramba ao terminar de ler o artigo eu pensei: Como sou ignorante! Ao menos serve de consolo saber que agora – após a leitura – sou um pouco menos ignorante. Ah sim, eu também cai na crendice de pensar que o vidro era “meio-liquido” em razão da história dos vitrais das catedrais. Mas após a elucidativa leitura, um mito a menos vive na minhas consciência. Ótimo artigo, parabéns André.
CurtirCurtir
André, você deveria escrever um livro. Artigo muito instrutivo, quase enciclopédico.
Quando ia para igreja (sou ateu ex-católico) admirava os vitrais coloridos com desejos complexos. Agora imagino o trabalhão que dá, misturar as substâncias para dar aquelas cores.
Outra coisa que imagino: o colorido dos fogos de artifício também são misturas de metais com pólvora?
CurtirCurtir
Outra coisa que imagino: o colorido dos fogos de artifício também são misturas de metais com pólvora?
Sim. Uma consequência do Postulado de Bohr e uma aplicação prática do Teste de Chama.
CurtirCurtir
Já tinha ouvido a versão de que o vidro foi descoberto depois que raios atingiram o solo de um acampamento.
Na fábrica onde trabalho, teve uma palestra de um fornecedor de garrafas para nós do Controle de Qualidade, que disse que o vidro era líquido. Agora sim tirei minha dúvida. Obrigado.
CurtirCurtir
Gostei muito do artigo, me fez aprender um pouco mais sobre uma das grandes descobertas da humanidade.
Não sei por qual razão, mas sempre que começo a ler o livro dos porquês, parece que dá um nó no meu celebro, mas no final fico feliz por estar aprendendo uma coisa nova.
CurtirCurtir
Podia por um botão de “Página aleatória”, no blog.
Excelentes artigos :mrgreen:
Devia escrever um Livro [2]
CurtirCurtir
Recentemente, a empresa que trabalho comprou o único laboratório completo de análises ambientais de São Paulo e estou aprendendo muito do que há em laboratórios químicos, com isso, quero dizer que só faltou eu rolar aqui de tanto rir ao me ler suas lembranças como estagiário. A diferença é que aqui, cada capela tem sua exaustão, sem contar a exaustão do laboratório em si… Mas consegui visualizar bem a cena e você foi guerreiro na térmita, parabéns!
Quanto ao artigo, eu ainda tenho a opinião que vidro é um estado físico. Não dá para classificar. E que são belas as tacinhas de cristal que minha mãe poli uma vez por mês, são belas sim. Já até separei os conjuntos que levarei de herança dela u_u (assim como escolhi quais conjuntos de chá pegarei da minha avó).
Durex, pyrex, duralex, marinex.. Que raios há com o marketing que gostam desse “ex” no final? Fica tão brega :/
CurtirCurtir
A diferença é que aqui, cada capela tem sua exaustão, sem contar a exaustão do laboratório em si…
Vc não é laboratorista de verdade. Se eu contar as peripécias que passei no Lab do Museu Nacional, daria vários posts. Qdo cheguei lá, me mostraram vários garrafões com espuma solidificada transbordando, caixas rasgadas e tudo se espalhando.
Perguntei: O que diabos é isso?
Resposta: Não sei. Ninguém sabe o que é.
Perguntei: Show! Quer dizer que isso pode ser arsênio ou cianetos?
Resposta: Um dar de ombros
Isso sem NENHUM equipamento de segurança (mas tinha guarda-pó branquinho e passado, do jeito que só as mães sabem fazer e que depois a gente ignora indo todo amarrotado).
Moral da história, eu recolhi aquilo tudo, chamei a FEEMA, mas ela não veio; entretanto, deram um jeito de sumir com aquilo.
alguém ainda duvida que eu sou imortal? E olhe que nem mencionei quando passei uma cantada na estagiária de peleontologia, mas esta me deu um cano pois passou a ser amante da (notem o artigo) chefe do Departamento de Entomologia.
CurtirCurtir
@André, Quando crescer quero ser igual a você.
PS: lá no outro artigo vi que tem duas pessoas me odiando (incluindo você). É um bom começo?
CurtirCurtir
Eu posso redirecionar o Fale Conosco pro seu e-mail. ;)
CurtirCurtir
@André, Aí seria o fim da Voz dos Alienados. Para responder trolls tem que ser você mesmo ;) :mrgreen: Espere eu crescer primeiro :D
CurtirCurtir
@André, e pensar que minha maior emoção na área de química foi quando ganhei um vidro com mercúrio dentro. Nunca me senti tão “sou foda”.
CurtirCurtir
Sei. E ficou brincando com ele passando de uma mão pra outra (sim, já vi gente fazer isso).
CurtirCurtir
@André, Você acertou. Eu me sentia fora da realidade tendo um vidro do tamanho de um esmalte comum mas tão pesado quanto os livros da Barsa. Foi um peso de papel e enfeite por muitos anos ‘-‘
CurtirCurtir
@Mari., e a minha maior proeza foi acender uma lâmpada com um limão. Mas um vidro com mercúrio nunca ganhei, mas já desmontei termômetro (o que me custou boas palmadas) e derreti chumbo no fogão :D Eu era terrível!
CurtirCurtir
A hora que vc souber que pode explodir sua casa usando açúcar, então…
CurtirCurtir
@André, Hahahaha! Sempre amei experiências caseiras :D Já até montei “bombas” de comprimidos efervescente :D Hum… Vou pesquisar sobre o açúcar :mrgreen:
CurtirCurtir
@André, Falando nisso, meu tio trabalha na Louis Dreyfus, no porto de Paranaguá. Houve uma explosão no galpão da empresa recentemente, causada pela poeira de açúcar e uma fagulha.
CurtirCurtir
Isso acontece direto em silos de cereais.
CurtirCurtir
@Nihil, uma vez eu quebrei um termômetro sem querer e achei fascinante o líquido prateado que deixava a colcha da minha avó vermelha. Sem contar que era divertido colocar o dedo na substância e parecer que não tocava nada! Não levei palmadas ‘-‘ mas fiquei extremamente triste em saber que não podia brincar com aquilo. Minhas proezas sempre foram com remédios variados (era daquelas que via a avó tomar mil comprimidos e ia depois escondido tomar também para evitar doenças de velho~ quantas lavagens eu já vi num pronto-socorro? Não sei, mas a mais traumatica foi quando eu achei melhor tomar o vidro de rinosoro do que pingar no nariz)
CurtirCurtir
@Mari., Bem antes do Desafio 10:23 já comia vidrinhos inteiros de remédios homeopáticos :mrgreen: também levei palmadas :(
CurtirCurtir
@Mari., você também era danada, heim :P
CurtirCurtir
Nada a ver com o assunto *-* mas ó, aprendi a fazer vidro de açúcar!
CurtirCurtir
@Mari., Uou! Temos vidro orgânico! ;)
CurtirCurtir
Não tive tempo de ler tudo, só dei uma passada de olhos. Mas tenho que comentar sobre as fibras ópticas, que são feitas de vidro também. Eu trabalho com cabos de fibras ópticas e é impressionante você saber que um sinal de luz (um laser) é transmitido pelo núcleo de uma fibra que tem entre 9 micrômetros e 62,5 micrômetros de diâmetro. E o sinal não se perde simplesmente por diferença de índice de refração entre núcleo e casca. O núcleo é dopado geralmente com germânio para isso ocorrer.
CurtirCurtir
Sim, devido às propriedades ópticas de reflexão interna, coisa que pode ser simulada com uma garrafa PET furada com água.
CurtirCurtir
@André, Desculpe a pergunta de leigo. Como esses cabos não se quebram?
CurtirCurtir
andre sou astronomo amador e gostei do texto sobre o vidro, a grande dificuldade é encontrar vidro com espessura maior que 25mm aqui no Brasil para fazer espelhos maiores de 200mm (diâmetro) possuo um trelesco de 200mm e é fascinante observar o universo com ele grande abraço honorio :shock: ;-)
CurtirCurtir