Grandes Nomes da CIência

Biografias de cientistas conhecidos ou não tão conhecidos assim. Curiosidades e fatos sobre suas pesquisas, inclusive gente anônima que fez ciência e não recebeu os devidos créditos. Mais »

Livro dos Porquês

A sabedoria e o conhecimento. Isso é Poder! Abra sua mente, aprenda mais sobre questões básicas (e complexas) e tire suas dúvidas, de forma mais didática possível, sem ser aquelas aulas chatas de colégio. Mais »

Grandes Mentiras Religiosas

O mundo não é tão bizarro quanto fazem parecer. Mentiras e enganações para ludibriar as pessoas, lindamente desmontados, de forma a trazer à luz a desonestidade para tentar lhe fazer parar de pensar e simplesmente aceitar o que querem que você pense. Mais »

Caderno dos Professores

Para quem quer ensinar e muitas vezes se pergunta como abordar um tema. Como deixar a aula interessante, como levar conhecimento aos seus alunos por meios que pedagogos lhe odiarão, mas serão amados pelos estudantes. Mais »

 

Um dragão em minha garagem

Consideremos um meio bem diferente de encontrar alienígenas – a busca de inteligência extraterrestre por meio do rádio. Em que isso difere da fantasia e da pseudociência? Em Moscou, no início dos anos 60, alguns astrônomos soviéticos deram uma entrevista coletiva à imprensa para anunciar que a intensa emissão de rádio de um misterioso objeto distante chamado CTA-102 estava variando regularmente, como uma onda sinusoidal, com um período de mais ou menos cem dias. Nenhuma fonte periódica distante fora encontrada até então. Por que eles convocaram uma entrevista coletiva à imprensa para anunciar uma descoberta tão misteriosa? Porque achavam que tinham detectado uma civilização extraterrestre de imensos poderes. Sem dúvida, por uma razão dessas vale a pena convocar uma coletiva. A notícia tornou-se logo uma sensação nos meios de comunicação, e o grupo de rock The Byrds chegou até a compor e gravar uma canção a respeito. [“CTA-102, estamos aqui captando você./ Os sinais nos dizem que você está aí./ Podemos ouvi-los em alto e bom som…”.]Emissão de rádio proveniente de CTA-102? Certamente. Mas o que é CTA-102? Hoje sabemos que é um quasar distante. Na época, a palavra “quasar” nem sequer fora cunhada. Ainda não sabíamos muito bem o que eram quasares; e há mais de uma explicação mutuamente exclusiva para eles na literatura científica. Ainda assim, nenhum astrônomo hoje em dia – inclusive os envolvidos naquela entrevista coletiva à imprensa de Moscou – afirma seriamente que um quasar como o CTA-102 seja uma civilização extraterrestre a bilhões de anos luz com acesso a níveis imensos de poder. Por que não? Porque temos explicações alternativas das propriedades dos quasares que são coerentes com as leis físicas conhecidas e que não invocam a vida alienígena. Os extraterrestres representam uma hipótese de última instância. Só a empregamos quando tudo o mais falha.

Em 1967, cientistas britânicos encontraram uma fonte intensa de rádio muito mais próxima, acendendo e apagando-se com precisão espantosa, com um período constante de dez ou mais números significativos. O que era isso? O primeiro pensamento foi que se tratava de uma mensagem endereçada a nós, ou talvez algum sinal de regulagem e navegação para as naves espaciais que atravessam o espaço entre as estrelas. Os cientistas até lhe deram, entre si, na Universidade de Cambridge, a designação desvirtuada de LGM-1 – sendo LGM a sigla inglesa para homenzinhos verdes.

Entretanto, foram mais sábios que seus colegas soviéticos. Não deram uma entrevista coletiva. Logo ficou claro que aquilo que estavam observando era o que agora se chama pulsar, o primeiro pulsar, o pulsar da nebulosa do Caranguejo. E o que é um pulsar? Um pulsar é o estado final de uma estrela maciça, um sol encolhido até o tamanho de uma cidade, que não é mantido, como as outras estrelas, pela pressão de gás, nem pela degeneração dos elétrons, mas por forças nucleares. É, em certo sentido, um núcleo atômico de mais ou menos dezesseis quilômetros de extensão. Ora, eu sustento que essa noção é pelo menos tão bizarra quanto a de um sinal de navegação interestelar. A resposta para o que é um pulsar tem de ser algo muitíssimo estranho. Não é uma civilização extraterrestre. É outra coisa: mas algo que nos abre os olhos e as mentes e indica possibilidades não imaginadas na natureza. Anthony Hewish ganhou o prêmio Nobel de física pela descoberta dos pulsares.

O experimento original Ozma (a primeira busca deliberada de inteligência extraterrestre por sinais de rádio), o Programa Meta (Pesquisa de Sinais Extraterrestres em Megacanal) da Universidade de Harvard/Sociedade Planetária, a investigação da Universidade Estadual de Ohio, o Projeto Serendip da Universidade da Califórnia, em Berkeley, e muitos outros grupos têm detectado sinais anômalos no espaço que fazem o coração do observador palpitar um pouco. Pensamos por um momento que captamos um sinal genuíno de origem inteligente, vindo de muito além de nosso sistema solar. Na realidade, não temos a mais pálida idéia do que se trata, porque o sinal não se repete. Alguns minutos mais tarde, ou no dia seguinte, ou anos depois, vira-se o mesmo telescópio para o mesmo lugar no céu, com a mesma freqüência, banda, polarização e tudo o mais, e não se ouve nada. Não se deduz, nem muito menos se anuncia, a existência de alienígenas. Pode ter sido uma onda eletrônica repentina estatisticamente inevitável, uma anomalia no sistema de detecção, uma espaçonave (da Terra), ou uma aeronave militar passando por aquele espaço e transmitindo em canais supostamente reservados para a radioastronomia. Talvez tenha sido até o mecanismo que abre a porta da garagem no final da rua, ou uma estação de rádio a cem quilômetros de distância. Há muitas possibilidades. Devem-se checar sistematicamente todas as alternativas, verificar quais as que podem ser eliminadas. Não se deve declarar que foram encontrados alienígenas, quando a única evidência é um sinal enigmático que não se repete.

E, se o sinal se repetisse, divulgaríamos a notícia para a imprensa e o público? Não faríamos tal coisa. Talvez seja uma brincadeira de alguém. Talvez seja algo em nosso sistema de detecção que não conseguimos compreender. Talvez seja alguma fonte astrofísica até então desconhecida. Em vez disso, chamaríamos os cientistas de outros radiobservatórios e os informaríamos de que nesse lugar específico do céu, com essa freqüência, banda e tudo o mais, estamos captando algo estranho. Eles fariam o favor de verificar se podem confirmar os dados? Somente quando vários observadores independentes – todos plenamente cientes da complexidade da Natureza e da falibilidade de si mesmos – captam o mesmo tipo de informação, no mesmo lugar do céu, é que consideramos seriamente ter detectado um sinal genuíno de seres alienígenas.

Deve haver certa disciplina. Não podemos simplesmente sair gritando “homenzinhos verdes” toda vez que detectamos algo que a princípio não compreendemos, porque ficaríamos com cara de tolos como aconteceu com os radioastrônomos soviéticos no caso do CTA-102 – quando se revelasse que o sinal era algo diferente. São necessárias cautelas especiais quando há grandes interesses em jogo. Não somos obrigados a decidir coisa alguma antes de ter as evidências. É permitido não ter certeza.

Freqüentemente me perguntam: “Você acredita que existe inteligência extraterrestre?”. Respondo com os argumentos padrões – há muitos lugares no espaço, as moléculas da vida estão por toda parte, emprego a palavra bilhões, e assim por diante. Depois digo que ficaria espantado se não houvesse inteligência extraterrestre, mas que ainda não há absolutamente nenhuma evidência convincente de que ela existe.

Muitas vezes me perguntam a seguir:

– O que você realmente acha?

Respondo:

– Acabei de lhe dizer o que realmente acho.

– Sim, mas qual é a sua opinião visceral?

Mas eu tento não pensar com as minhas vísceras. Se levo a sério minha tentativa de compreender o mundo, pensar com algum órgão que não seja o meu cérebro, por mais tentador que possa ser, provavelmente complicará a minha vida. Na verdade, é correto guardar a opinião para quando houver evidências.

Eu ficaria muito feliz se os advogados dos discos voadores e os defensores dos raptos por alienígenas tivessem razão e houvesse evidências reais de vida extraterrestre para examinarmos. No entanto, eles não nos pedem que acreditemos na fé, mas na força de suas evidências. Sem dúvida, é nosso dever examinar as supostas evidências pelo menos tão cuidadosa e ceticamente quanto os radioastrônomos que estão procurando sinais de rádio alienígenas.

Nenhuma afirmação assombrosa – por mais sincera, por mais sensível, por mais exemplar que seja a vida das testemunhas – tem grande relevância para uma questão de tamanha importância. Como nos antigos casos de UFO, os relatos fantásticos estão sujeitos a erros irremediáveis. Essa não é uma crítica pessoal àqueles que dizem ter sido seqüestrados, nem aos que os interrogam. Não equivale a desrespeitar supostas testemunhas *2. Não é – ou não deveria ser – uma rejeição arrogante de testemunhos sinceros e comoventes. É simplesmente uma reação relutante à falibilidade humana.

Se é possível atribuir todo e qualquer poder aos alienígenas pelo fato de sua tecnologia ser tão avançada –, podemos explicar qualquer discrepância, incoerência ou implausibilidade. Por exemplo, um ufologista acadêmico sugere que tanto os alienígenas como os seqüestrados se tornam invisíveis durante o rapto (embora não fiquem invisíveis uns para os outros); é por isso que tantos vizinhos nada perceberam. Essas “explicações” podem explicar qualquer coisa e, por isso, não explicam realmente nada.

O procedimento da polícia norte-americana não se baseia em assombros, mas em evidências. Como nos lembram os julgamentos das bruxas na Europa, os suspeitos podem ser intimidados durante o interrogatório; as pessoas confessam crimes que nunca cometeram; testemunhas oculares podem estar enganadas. Esse é também o elemento que estrutura muitos romances policiais. Mas provas reais e autênticas – marcas de pólvora, impressões digitais, testes de DNA, pegadas, cabelos sob as unhas da vítima que se debate – têm muita importância. Os criminalistas empregam algo bastante parecido com o método científico, e pelas mesmas razões. Assim, no mundo dos UFOs e dos raptos por alienígenas, é lícito perguntar: onde está a evidência – a prova concreta real e inequívoca, os dados que convenceriam um júri que ainda não decidiu o seu veredicto?

Alguns entusiastas afirmam que há “milhares” de casos de solo “alterado” onde os UFOs supostamente pousaram, e por que essa evidência não é suficiente? Não é suficiente porque há outras maneiras de alterar o solo além de alienígenas em UFOs – seres humanos empregando pás é uma possibilidade que logo vem à mente. Um ufologista me repreende por ignorar “4400 casos de vestígios concretos em 65 países”. Mas, que eu saiba, nenhum desses casos foi analisado, nem revistas de física ou química, metalurgia ou geologia, cujos artigos passam pelo crivo de colegas cientistas, publicaram resultados indicando que os “vestígios” não poderiam ter sido gerados por seres humanos. É uma fraude bastante modesta – comparada, por exemplo, aos círculos das plantações de Wiltshire.

Da mesma forma, as fotografias não só podem ser facilmente falsificadas, como um enorme número de supostas fotografias de UFOs sem dúvida o foram. Alguns entusiastas saem para o descampado noite após noite, procurando luzes no céu. Quando vêem uma luz, acionam seus flashes. Às vezes, dizem, aparece um lampejo no céu em resposta. Bem, pode ser. Mas aeronaves de baixa altitude produzem luzes no céu, e os pilotos são capazes de fazê-las piscar em resposta, se assim o desejarem. Nada disso constitui algo que chegue perto de uma evidência séria.

Onde está a evidência física? Como nas denúncias de abuso em rituais satânicos (e lembrando as “marcas do diabo” nos julgamentos das bruxas), a mais comum das evidências físicas apontadas são as cicatrizes e as “marcas fundas” nos corpos dos seqüestrados – que dizem não saber de onde elas vêm. Mas esse ponto é crucial: se os seres humanos têm a capacidade de produzir cicatrizes, elas não podem ser evidência física convincente de abusos cometidos por alienígenas. Na verdade, há desordens psiquiátricas bem conhecidas em que as pessoas se raspam, se marcam, se rasgam, se cortam e se mutilam (ou aos outros). E alguns de nós, com grande resistência à dor e memória fraca, podemos nos machucar acidentalmente sem nos lembrar do que aconteceu.

Sobre André Carvalho

και γνωσεσθε την αληθειαν και η αληθεια ελευθερωσει υμας

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  • mirtes

    eu já vi o papa na língua da vaca!

    Administrador André respondeu:

    Eu vi Kardec na bunda de um cachorro. Até aí…

  • mirtes

    hduhduadhsfhaudhasas, tem o caso do Jesus na bunda do cachorro também!!! udhasudhaudhaduhud!

    como se chama isso, pare… alguma coisa!!!

    Abbadon respondeu:

    Pareidolia

  • mirtes

    ISSO!!! obrigada!!!

  • A Ciência vista como uma vela no escuro… poético e verdadeiro 😛

  • mirtes

    concordo, a ciência tem derrubado um monte de mitos e fraudes, e mesmo que um dia ela derrube minhas crenças, eu acredito que se isso acontecer, será uma coisa muito boa pra mim!

    o que seria da humanidade se não existice o impulso, ou desejo, de elucidar os fatos, entender, e aprender? acredito que ainda estariamos vivendo dentro de cavernas, no escuro, quase que como animais irracionais.

    não é por que tenho uma crença, que não aceito a palavra da ciência.

    além do mais, acho que ninguém tem o direito de queer impor aos céticos, que acerditem em algo, do mesmo jeito que acho um abuso, certos céticos quererem impor para uma pessoa, que ela perca a fé dela em algo, so por que eles não acreditam nesse algo. É um abuso de ambas as partes.

    perde-se mais tempo discutindo se algo existe ou não, do que tentando fazer algo, para se melhorar as condições péssimas em que vivemos.

    e perdoem alguns erros de gramática, pois tenho dislexia, e isso não é desculpa, ra justificar burrice!

    beijos!

  • mirtes

    concordo, a ciência tem trabalhando muito, para derrubar mitos, e mesmo que um dia ela derrube minahs crenças, acredito, que será algo muito bom pra mim.

    melhor perder a fé em algo, porém sair da cegueira.

  • Chico Sá

    Mirtes,

    Parece-me que você tem juízo. Porque insiste na farsa kardecista?

    Edmilson respondeu:

    Cada coisa a seu tempo. A transição da vida religiosa para a não religiosa pode ser desagradável (varia para cada pessoa), então deixe que ela decida quando e se vai acontecer. A vida é dela e não adianta pressionar, ela é quem tem de decidir.

    AmadeusXIII respondeu:

    Concordo com o Edmilson mas também penso como o Chico Sá.
    A Mirtes não é como as ovelhinhas que aparecem no Cet de vez em quando. Talvez ela não queira se tornar como eu, um maldito ateísta :mrgreen: .
    Mas é provável que em pouco tempo se torne ao menos agnóstica.

    Venha para o lado cético da Força Mirtes 😈

    mirtes respondeu:

    NUNCA, eu sou a voz de DEUS, no meio de vocês, seus satanistas!!! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk!!!

    Sedgewick Sexton respondeu:

    Por mais que eu ache que as religiões servem para manipular o povo e desde o inicio foram criadas com esse intuito, ainda assim tenho que admitir que analisando antropologicamente, as crenças no divino fizeram a humanidade se estruturar e se unir em torno de algo. Nenhuma sociedade evolui sem liderança e organização hierárquica, e desde o início a religião foi usada para isso. Sem leis para dirimir conflitos o mundo seria um caos, e com a religião os líderes conseguiam impor regras de convivência que só eram aceitas por todos por ser “a vontade de Deus”.

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  • Pendragon

    Só para contribuir com a matéria do Carl Sagan:
    Nos anos 80 eu gostava de ler a coluna do Franz Paul Trannin da Matta Heilborn – mais conhecido entre seus leitores da Folha de São Paulo pelo pseudônimo de Paulo Francis. Uma vez ele falou sobre a ideia das folhas de chá… É o seguinte:
    Um cara estava com muita vontade de tomar chá, aí ele abriu a gaveta e ela estava vazia. Ele viu então que a gaveta que conteve chá durante décadas era forrada por uma folha de papel.
    A folha estava até meio manchada. Será que se ele picasse e fervesse essa folha de papel o produto resultante teria as propriedades do chá? 🙄 Entrem os Mithbusters!
    Isso que é a fé. Se você acha que essa folha de papel tem as propriedades do chá, então você tem fé. Se acha que não tem as propriedades do chá, você não tem fé.

    Administrador André respondeu:

    A história das freiras e do penico com gasolina é melhor.

  • marciopcjr

    Se pensarmo no universo como um ciclo de explosões e implosões eternas, como o Big Bang, em que esse universo se expande, se equilibra criando a vida em alguns planetas e depois de bilhões de anos após esgotarem-se os recursos destes planetas as energias dos sóis gerando buracos negros com extrema força gravitacional que atrai seus planetas, que por consequência se unem a outros buracos negros vindo ai a grande implosão, ou Big Bang invertido para que se misture toda matéria universal e se crie vida após um outro Big Bang. Enfim, quero mostra que o difícil para gente não é entender o q há antes do nada, mas sim entender o eterno. Em relação a Deus, acho q há um erro no conceito, não foi Deus q criou o universo, Deus é o universo, é essa força que movimenta o universo, não uma “pessoa” que movimenta o universo. Toda essa tendencia que o universo tem a se equilibrar podemos chamar de Deus. O ser humano tende a humanizar Deus como um ser cheio de quereres, mas ele não é um ser todo poderoso, ele é o poder. Não há vida porque Deus quer, Deus é a vida. Deus não faz o universo se equilibrar o equilíbrio é sinônimo de Deus. É uma questão de conceito, acredito em Deus como um substantivo sinônimo de equilíbrio universal propenso a vida, uma força cientificamente explicável que leva a estabilidade do universo, uma aversão ao caos. E por isso tudo nesse mundo que leva ao equilíbrio é uma coisa de Deus. Jesus é considerado como “filho de Deus” por que a filosofia de vida por ele proposta leva ao equilíbrio universal. Não fazer mal ao próximo, dar a outra face quando formos ofendidos, entre vários outros ensinamentos são filosofias de vida que inibem o caos. Quanto ao miticismo em torno de Jesus, seus milagres e heroísmos isso deixamos para o homem. Podemos acreditar em Jesus, segui-lo, sem mitifica-lo, ele foi um homem extraordinário como muitos outros que surgiram na história da humanidade, Buda, Gandhi, Madre Tereza e vários outros deram exemplo de conduta, e sempre buscaram o bem, a paz, o equilíbrio, a deus – escrito agora com letra minuscula propositalmente, por ser um sinônimo linguístico destas outras palavras.
    A vida não deixa de ser linda por sermos céticos, se torna até mais interessante, não perde o propósito, pois ela é o seu próprio propósito, a vida serve pra viver e viver bem, no bem comum, na paz, em busca do equilíbrio, a favor de deus. E após a morte resta apena o legado.

    Administrador André respondeu:

    Quantas vezes eu terei que dizer que Big Bang não é explosão? QUANTAS?

    marciopcjr respondeu:

    @André, isso é uma suposição cara, o q é o big bang é o menos importante no comentário q eu fiz

    Administrador André respondeu:

    Seu comentário extenso não disse a que veio.

    Deimos respondeu:

    @André, Parece mais um testemunho de fé. Veja que, num dado momento, ele usa o verbo acreditar e não apresenta evidência alguma que suporte as afirmações feitas sobre a tal tendência ao equilíbrio do universo. Quanto ao paragolemiado sobre Jesus: que Jesus? É aquele da bíblia? De novo? Rá!

    marciopcjr respondeu:

    @Deimos, Eu não acredito em milagres, não acredito em vida após a morte, e em nada q a ciência não possa provar, ou seja, em nada sobrenatural. E é por causa da ciência, q tem a logica retórica como uma de suas ferramentas, q eu acredito na existência de Jesus, seja lá qual for o nome q ele tenha. E acredito na existência de vários outros como ele, como já citei. Sua história, ou o q agente sabe sobre a sua história é algo q contradiz qualquer preceito de manutenção no poder das classes dominantes, dos ricos senhores feudais da época, o clero e o poder absoluto do rei. Pelo q eu conheço, que é muito pouco em vista do possível, seus ensinamentos leva a uma vida de doação, entrega e fraternidade. Uma humildade nos quereres e nos padrões de vida. Isso refuta qualquer ideia de manutenção destas classes dominantes no poder, pois iguala os reis, nobres e clérigos aos civis da época como “filhos de Deus”. Não meu ver somos todos filhos do “bem” e todos temos obrigação com a manutenção do equilíbrio universal, da paz e do bem.
    Nós humanos somos falhos, mas não podemos deixar de acreditar nas evidências. O ser humano precisa de heróis, utopicamente copiáveis. É necessário q agnt nunca alcance nosso objetivo, q é a perfeição, pq precisamos de propósitos inalcançáveis para vivermos. O ser humano precisa de buscar um fim, pq ainda não aprendemos q a busca é o mais importante, não o objetivo, por isso criamos heróis com superpoderes, autores de milagres e etc etc etc. Agente não precisa ignorar uma história pq alguns atribuíram fatos sobrenaturais a ela, cabe a nós retirarmos o q a soa de verdade nesta história e ignorar os mitos.

    deyverson respondeu:

    @marciopcjr, Gostei muito.

    deyverson respondeu:

    @deyverson,
    Opa, acabei de me registrar, mas já acompanho os atigos via feed rss a um bom tempo. Estou em fase de conflito sobre o que acreditar e esse posicionamento sobre DEUS considerei bem interessante.

  • saguhh00

    Alguém disse certa vez (não me lembro bem quem): o invisível e o inexistente são bastante parecidos. Se bem que eu acho que seria melhor dizer o indetectável e o inexistente são bastante parecidos.