O estranho mundo da melanina e seus efeitos

As pessoas dão tanta ênfase à cor da pele como se isso as fizesse especiais de alguma forma. Acho estranho as pessoas se dizerem orgulhosas por uma mutação genética que lhes deu um trecho do código genético capaz de produzir em maior ou menor quantidade de melanina, um acontecimento fortuito e que pouco tem a ver com questões sociais. Deixando isso de lado, vemos a melanina fazer-se presente em diversos seres vivos, fazendo-os adquirir tons superficiais que poderão determinar quem estará mais apto  para sobreviver em determinada região. Entretanto, também há o caso em que ela não está presente ou sua dispersão se faz de forma estranha. Costumamos nos referenciar a pessoas "normais" (notem as malditas aspas!) e as pessoas com albinismo; mas há outros estados e o mundo não é só preto-e-branco, se me permitem o trocadilho.

Acompanhe-nos em mais um capítulo do Livro dos Porquês e saberemos que aquela mecha que você julga sexy nada mais é que um desvio genético, uma anomalia.

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Salém revisitado: Hóstia da lata faz senhoras surtarem e atacarem padre

Se algo ainda coloca moral nesse mundo é ele: o único e verdadeiro deus (Hades). Infelizmente, Hades saiu para desfilar na Unidos do Cabuçu (vai, pergunta) e deixou o carnaval sob o controle de Momo. Passado a festança, Momo embolsou a chave da cidade do Rio (que poderá ser readquirida na rua Uruguaiana, a preços módicos) e picou a mula; nisso, o Universo ficou a cargo de algum estagiário e estamos vendo o resultado agora.

Um grupo de velhinhas resolveu "comer deus" (no bom sentido, se é que há algo de bom nisso). A farinha estava batizada com algo du-bão e as tias surtaram bonito, querendo inclusive passar o rodo no padre. Divertimento maior não se via desde que Torquemada era carnavalesco.

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Sapos venenosos apresentam sabor agridoce quando lambidos. MAS HEIN?

A Ciência, enquanto aventura humana, nos traz diariamente coisas maravilhosas. Mas, exatamente por ser humana, de vez em quando nos prega umas peças e nos traz umas notícias um tanto quanto bizarras, e veículos de divulgação científica acabamos trazendo coisas que parecem ter saído de uma ode ao mau gosto, ainda que com sabor temperadinho. Entre tais notícias temos as informações que sapos venenosos, se lambidos, apresentam sabores diferentes. Mas quem anda, em tempos de carnaval, disposto a lamber pererecas sapos?

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Professora prafrentex radicaliza no Facebook e ganha bilhete azul

As pessoas estão enganadas com o mundo moderno. Muitas pensam compreendê-lo, mas ainda agem nos tempos das máquinas de escrever, cartas e em murais e postes. Não conseguem compreender a Internet como um todo, achando que um mural no Facebook é algo perene, em que a primeira chuva levará o cartaz embora. Escrevem cartas anônimas à caneta tinteiro e esquecem que e-mails tem remetentes, comunidades no Orkut podem ser identificadas, postagens no Twitter podem dar problema. É um erro achar que sua vida lhe pertence e você pode fazer o que quiser. Não pode, e assim que você divulga qualquer coisa, deve estar preparado para a repercussão que aquilo acarretará, que pode não ser nada, mas pode ser uma demissão sumária, como o que aconteceu com uma professora de Ensino Fundamental ao fazer declarações no Facebook para ex-alunos.

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Quantas diferenças existem entre um elefante e um rato? 24 milhões

Isso se formos contar uma diferença pra cada geração, pois este é o período estimado em que o ancestral comum a elefantes e ratos separou-se em dois mamíferos tão parecidinhos. Olhando a imagem ao lado, mal posso perceber quem é quem.

Pesquisadores estudaram as taxas de crescimento de 28 diferentes grupos de mamíferos e chegaram à conclusão que diminuir é mais fácil que crescer. Sim, eu sei oque você está pensando e pode sossegar aí. Isso aqui é um blog família (eu me esforço, pelo menos).

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Obrigado, Google. Você está nos emburrecendo

Eu me lembro quando a Internet começou a expandir-se de forma que todos os mortais pudessem ter em casa. Diziam que as pessoas teriam mais informação, aprenderiam mais etc. Ledo engano. Houve foi uma disseminação de gente burra e preguiçosa (ou preguiçoso e burro. Não sei o que veio antes). Por um lado, o Google facilitou as nossas vidas, garimpando as informações e servindo de aliado no nosso dia-a-dia. Pelo outro, ele ajuda a atrofiar o cérebro, onde as pessoas não usam o órgão (o cérebro! O cérebro!) como deveria. Pelo menos, é o que sugere uma pesquisa feita por várias universidades. Estamos ficando burros mesmo, ou isso só ficou mais facilmente constatado?

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Defensora de parto residencial morre ao dar à luz em casa. Darwin faz uma marquinha

A Seleção Natural age selecionando naturalmente (são! Nério?). A Natureza não seleciona idiotas, eles mesmos o fazem. Não por acaso surgiu o Darwin Awards, ou Prêmio Darwin, dado àqueles indivíduos que fazem um favor à humanidade retirando-se da competição pela vida e reduzindo a chance de espalhar os seus genes, o que nem sempre acontece a contento).

Caroline Lovell tinha 36 anos e morava em Melbourne, Austrália. Ela era uma ferrenha defensora que as mulheres deveriam regredir aos tempos da Idade Média e parir suas crias em casa com o auxílio de uma parteira. Resultado? Complicações no parto acarretaram em uma parada cardíaca, uma morte sem sentido e uma imagem como a que abre o artigo.

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Grandes Nomes da Ciência: Clever Hans

Os olhos castanhos acompanhavam o homem à sua frente. Pés duros estavam plantados no chão. Uma leve tremida nas costas de Hans passou desapercebida, assim como um gesto imperceptível do homem à sua frente. O homem faz uma pergunta a Hans e ele não titubeia: responde corretamente. As pessoas acham aquilo fantástico, mas também não sabiam que aquilo seria o início de uma pesquisa que demoraria muito tempo e ainda é levada nos dias de hoje. Hans não era bem um cientista, mas ele foi a base para se analisar como as pessoas podem dar respostas mediante requisições devidas. Em outras palavras, por causa de Hans, psicólogos estudaram como “dicas” e linguagem corporal poderiam influenciar na decisão das pessoas e como elas respondiam a determinadas ações, mesmo que inconscientemente. Hans não era médico, cientista ou psicólogo. Hans era apenas um cavalo, mas não um cavalo qualquer. Hans, o Esperto sabia contar… Ou pelo menos é isso que se supunha na época.

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Cientista culpa James Bond por aversão a energia nuclear

Nos meus memoráveis anos da infância/adolescência, eu sempre adorei os filmes do James Bond. Carros de luxo, cassinos, tiroteio, violência não muito violenta e 007 pegando tudo que era rabo-de-saia que aparecesse, enquanto tomava uma vodka-martini (batida e não misturada) e fumava um cigarro. Em anos politicamente corretos, o James Bond de Sean Connery não teria lugar. Tempo foi passando e eu preferi filmes mais dramaticamente profundos e com linguagem própria (Rambo, Comando para Matar, Braddock e etc). Outra coisa que eu apreciava muito eram os imensos cenários, rodados nos estúdios da Pinewood, onde o vilão parecia sempre viver num imenso hangar, armazém decoradíssimo ou coisa que o valha.

Uma das aventuras era contra Goldfinger, cujo plano diabólico (sim, vem um tenebroso spoiler) era explodir uma bomba atômica em Fort Knox, deixando toda a reserva em ouro dos EUA radioativo, fazendo o preço do metal ir às alturas (Nixon ainda nem sonhava em ser eleito presidente, se me compreendem). Enquanto vivíamos o pesadelo da 3ª Guerra Mundial ali na esquina, com uma chuva de ICBM caindo em nossas cabeças, James Bond lançou o medo do poder do átomo. Começou com a disseminação do cagaço e das críticas negativas no tocante da energia atômica. Bom, pelo menos é o que a Royal Society of Chemistry acha.

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Os segredos da visão estereoscópica

Uma das maravilhas em nossos olhos é perceber o que chamamos de "3 dimensões". O mundo é muito diferente ao se olhar pela janela do que o que vemos na tela de um computador. Até mesmo o cinema em 3D não se compara ao nosso dia-a-dia.

Cientistas procuram entender como acontece (e onde) a chamada "visão em 3D", mais corretamente chamada de visão estereoscópica. Estudando regiões do cérebro de macacos rhesus, os pesquisadores tentam desvendar o que se passa dentro do cérebro de forma que ele consiga perceber o mundo que nós vemos.

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