Descoberta latrina dos autores dos Manuscritos do Mar Morto

<img src=”https://ceticismo.net/wp-content/uploads/2006/11/lombriga.jpg&#8221; alt=”lombriga.jpg” style=”margin:4px;” align=”left” border=”0″ /><em>Entre os parasitas intestinais encontrados no local, havia ovos de lombriga e tênia.</em>

Uma antiga seita judaica, à qual é atribuída a autoria dos Manuscritos do Mar Morto, seguia regras religiosas tão rígidas para defecar que seus membros acabaram cheios de parasitas, de acordo com pesquisadores que desenterraram a latrina dos essênios. O trabalho é comentado no serviço de notícias online <em>news@nature</em>.<!–more–>

A descoberta da latrina, argumentam os responsáveis pela pesquisa, poderá oferecer a ligação definitiva entre a seita dos essênios e os manuscritos, os mais antigos textos bíblicos já encontrados.

Os manuscritos descrevem regras rígidas sobre a defecação: ela teria de ser feita fora da visão dos demais membros do grupo, às vezes até a 1,4 km de distância, a noroeste. Depois disso, o essênio era obrigado a enterrar as fezes e a tomar um banho ritualístico.

Na região de Qumran, onde, acredita-se, viviam os essênios e perto de onde os manuscritos foram encontrados, essas instruções levariam o homem até um local reservado, atrás de um morro baixo. Segundo o arqueólogo Joe Zias, da Universidade Hebraica de Jerusalém, o lugar mostra os sinais de uma latrina – e uma usada por pessoas não muito saudáveis. Entre os parasitas intestinais encontrados no local, havia ovos de lombriga e tênia.

Mas não foram os vermes reunidos na latrina o que realmente prejudicou a saúde dos essênios, e sim os acumulados na área do banho ritual: a única piscina próxima era um lago de águas estagnadas, onde os essênios se lavavam continuamente.

O saneamento na época era bom, e só uma forte devoção religiosa levaria alguém a se afastar tanto da cidade para defecar, diz o arqueólogo, citando o fato como evidência da presença de essênios no local.

<em>Fonte: <a href=”http://estadao.com.br/ciencia/noticias/2006/nov/13/283.htm&#8221; target=”_blank”>http://estadao.com.br/ciencia/noticias/2006/nov/13/283.htm</a></em&gt;

O Dilúvio desmascarado

Uma das estórias mais absurdas do Velho Testamento com certeza é a que relata a estória do dilúvio. Um besteirol sem limites, digno das mais profundas fantasias de uma psique desvairada da natureza humana. E tem gente que afirma por A + B que aquilo lá ocorreu tal como descrito.

AQUI analisaremos os absurdos científicos, geográficos e históricos. Stay with us.

A Bíblia é reprovada no teste da arqueologia

biblia_historia.jpgO relato da Bíblia sobre o Rei Davi é tão conhecido que até mesmo as pessoas que raramente abrem a Bíblia provavelmente têm uma idéia de sua grandeza. Davi, segundo as escrituras, era um líder militar tão soberbo que não só capturou Jerusalém, mas também transformou a cidade na sede de um império, unificando os reinados de Judá e Israel. Assim começou a era gloriosa, mais tarde ampliada por seu filho, o Rei Salomão, cuja influência se estendeu da fronteira do Egito até o Rio Eufrates. Depois, veio a decadência. Continuar lendo “A Bíblia é reprovada no teste da arqueologia” →

Porque sou agnóstico

Robert G. Ingersoll (1833-1899) foi um livre pensador americano do século XIX, um orador e líder político estadunidense, notável por sua cultura e defesa do agnosticismo. Crítico da religião cristã, tornou-se agnóstico.

Em “Porque sou agnóstico”, Ingersoll relata sua experiência junto ao cristianismo e sua repugnância pela religião. Leia aqui o texto de Ingersoll.

Sobre a Liberdade

Por Albert Einstein

Sei que é inútil tentar discutir os juízos de valores fundamentais. Se alguém aprova como meta, por exemplo, a eliminação da espécie humana da face da Terra, não se pode refutar esse ponto de vista em bases racionais. Se houver porém concordância quanto a certas metas e valores, é possível discutir racionalmente os meios pelos quais esses objetivos podem ser atingidos. Indiquemos, portanto, duas metas com que certamente estarão de acordo quase todos os que lêem estas linhas. Leia mais aqui

A Bíblia e o Paganismo

A Bíblia é toda fundamentada em religiões pagãs. Muito do que está lá remete a conceitos de semi-deuses, monstros, deuses, heróis, entidades misteriosas etc. Muitos dos personagens e eventos são encontrados nas mitologias greco-romana e egípcia. Você duvida? Então nos acompanhe. Continuar lendo “A Bíblia e o Paganismo” →

A Cisma do Oriente

Um dos eventos mais significativos na história das religiões é a dissenção entre a Igreja Católica Apostólica Romana e a Igreja Católica Apostólica Ortodoxa. Esta dissenção tem um nome: Cisma do Oriente e foi a causadora de sérias disputas e perseguições na Idade das Trevas.

Aqui estudaremos os fatos que levaram a esta briga e tentar entender o motivo das diversas vertentes cristãs não se entenderem (se é que algum dia seremos capazes de entender).

<–artigo revisto e atualizado–>

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Beije a bunda do Hank você também!

<img src=”https://ceticismo.net/wp-content/uploads/2006/11/testemunhadejeova.jpg&#8221; alt=”testemunhadejeova.jpg” style=”margin:4px;” align=”left” border=”0″ />Hoje de manhã bateram à minha porta. Ao atender, eu me deparei com um casal muito bem vestido. O homem falou primeiro:

John:
– Olá! Eu sou John e esta é Mary.

Mary:
– Olá! Nós estamos aqui para convidar você para beijar a bunda de Hank conosco.

Eu:
– Como?! Do que vocês estão falando? Quem é esse Hank e por que eu iria querer beijar a bunda dele?<!–more–>

John:
– Se você beijar a bunda do Hank ele vai dar a você um milhão de dólares. Se você não beijar ele vai foder com você.

Eu:
– Que? Isto é algum tipo bizarro de chantagem?

John:
– Hank é um filantropo bilionário. Hank construiu esta cidade. Ele é o dono dela. Ele pode fazer tudo o que quiser e o que ele quer é dar a você um milhão de dólares mas ele não pode fazer isso enquanto você não beijar a bunda dele.

Eu:
– Isto não faz sentido. Por que…

Mary:
– Quem é você para questionar o presente de Hank? Você não quer um milhão de dólares? Não é um preço suficiente por um pequeno beijo na bunda?

Eu:
– Bem talvez, se for verdade, mas…

John:
– Então venha beijar a bunda de Hank conosco.

Eu:
– Você beija a bunda de Hank freqüentemente?

Mary:
– Oh sim, o tempo todo…

Eu:
– E ele lhe deu um milhão de dólares?

John:
– Bem… não… você não pega o dinheiro de fato enquanto não deixar a cidade.

Eu:
– Então por que você não sai da cidade agora?

Mary:
– Você não pode partir até Hank lhe dizer que deve ir senão você não ganha o dinheiro e ele fode contigo.

Eu:
– Você conhece alguém que beijou a bunda de Hank, saiu da cidade e ganhou o milhão de dólares?

John:
– Minha mãe beijou a bunda de Hank durante anos. Ela deixou cidade ano passado, e eu tenho certeza que ela ganhou o dinheiro.

Eu:
– Você não falou com ela desde então?

John:
– Claro que não! Hank não permite.

Eu:
– Então por que você acha que ele realmente lhe dará o dinheiro se você nunca falou com alguém que ganhou o dinheiro?

Mary:
– Bem, ele lhe dá um pouco antes de você ir. Talvez você ganhe um aumento, talvez você ganhe um pequeno prêmio na loteria, talvez você ache uma nota de vinte dólares na rua.

Eu:
– O que é que isso tem a ver com Hank?

John:
– Hank tem certas “conexões”.

Eu:
– Desculpem, mas isto parece algum tipo de brincadeira maluca.

John:
– Mas são um milhão de dólares! Você não vai arriscar, vai? E lembre-se: se você não beijar a bunda de Hank ele vai te foder.

Eu:
– Talvez se eu pudesse ver Hank, falar com ele, obter os detalhes diretamente dele…

Mary:
– Ninguém vê Hank, ninguém fala com Hank.

Eu:
– Então como você beija a bunda dele?

John:
– Às vezes nós apenas sopramos um beijo para ele e pensamos em sua bunda. Outras nós beijamos a bunda de Karl, e ele passa adiante.

Eu:
– Quem é Karl???

Mary:
– Um amigo nosso. Ele é o que nos ensinou tudo sobre beijar a bunda de Hank. E tudo que nós tivemos que fazer foi levá-lo para jantar fora algumas vezes.

Eu:
– E vocês simplesmente aceitaram a palavra dele quando ele disse que havia um Hank, que Hank queria que vocês beijassem a bunda dele, e que esse Hank os recompensaria?

John:
– Oh, não! Karl tem uma carta que ele obteve de Hank há alguns anos explicando a coisa toda. Aqui está uma cópia; veja você mesmo.
<blockquote>Karl

1. Beije a bunda de Hank e ele lhe dará um milhão de dólares quando você deixar a cidade.

2. Beba com moderação.

3. Foda com as pessoas que não são como você.

4. Coma direito.

5. Hank em pessoa ditou esta lista.

6. A lua é feita de queijo verde.

7. Tudo que Hank diz é certo.

8. Lave suas mãos depois de ir ao banheiro.

9. Não beba álcool.

10. Coma suas salsicha com pães, sem qualquer condimento.

11. Beije a bunda de Hank ou ele foderá com você.</blockquote>
Eu:
– Isto está escrito num papel timbrado de Karl!

Mary:
– Hank estava sem papel.

Eu:
– Eu tenho uma suspeita de que, se nós conferíssemos, nós descobriríamos que esta letra é de Karl.

John:
– Claro, Hank ditou isto.

Eu:
– Eu pensei que você tivesse dito que ninguém consegue ver Hank?

Mary:
– Não agora, mas anos atrás ele falou com algumas pessoas.

Eu:
– Eu pensei que você tivesse dito que ele era um filantropo. Que tipo de filantropo fode com as pessoas só porque elas são diferentes?

Mary:
– É o que Hank quer, e Hank está sempre certo.

Eu:
– Por que você acha isto?

Mary:
– O artigo 7 diz: “Tudo o que Hank diz é certo”. Isso é o bastante para mim!

Eu:
– Talvez seu amigo Karl tenha feito a coisa toda.

John:
– De jeito nenhum! O Artigo 5 diz: “Hank em pessoa ditou esta lista”. ‘ Além disso o artigo 2 diz “beba com moderação”, o artigo 4 diz “coma direito”, e o artigo 8 diz “lave suas mãos depois de ir ao banheiro”. Todo mundo sabe que essas coisas são corretas, então o resto deve ser verdade também.

Eu:
– Mas o 9 diz “não beba álcool”, o que contradiz o artigo 2, e o 6 diz “a lua é feita de queijo verde”, que está óbviamente errado.

John:
– Não há nenhuma contradição entre o 9 e o 2. O 9 apenas esclarece o 2. E, sobre o 6, você nunca esteve na lua, assim você não pode dizer com certeza.

Eu:
– Os cientistas têm afirmado categoricamente que a lua é feita de pedra…

Mary:
– Mas eles não sabem se a pedra veio da Terra ou do espaço sideral, então ela pode facilmente ser queijo verde.

Eu:
– Eu realmente não sou um perito mas eu acho que a teoria de que a Lua veio da Terra foi descartada. Além disso não saber de onde a pedra veio não faz dela queijo.

John:
– Aha! Você acabou de admitir que os cientistas cometem enganos, mas nós sabemos que Hank sempre tem razão!

Eu:
– “Sabemos”?

Mary:
– Claro que sabemos. O artigo 5 diz isso.

Eu:
– Você está dizendo que Hank está sempre certo porque a lista diz isso, que a lista está certa porque Hank a ditou e nós sabemos que Hank ditou isto porque a lista assim o diz. Isso é lógica circular, é como dizer que “Hank está certo porque ele diz que ele está certo”.

John:
– Agora você está entendendo! É gratificante ver alguém chegando ao modo de pensar de Hank.

Eu:
– Mas… oh, não importa. Como é o negócio com salsichas?

<em>(Mary se ruboriza)</em>

John:
– Salsichas com pães e sem nenhum condimento. É o modo de Hank. Qualquer outra maneira está errada.

Eu:
– E seu eu não tiver pão?

John:
– Sem pão, sem salsicha. Salsicha sem pão é errado.

Eu:
– Sem catchup? Sem mostarda?

<em>(Mary aparenta estar realmente chocada)</em>

John <em>(gritando)</em>:
– Não precisa usar esse vocabulário! Condimentos de qualquer tipo são errados!

Eu:
– Então uma porção grande de chucrute com algumas salsichas picadas estaria fora de questão?

Mary <em>(colocando os dedos nos ouvidos)</em>:
– Eu não estou ouvindo isto… La la la, la la, la! La la la, la la, la!

John:
– Isso é repugnante. Só um anormal comeria…

Eu:
– É bom! Eu sempre como.

<em>(Mary desmaia)</em>

John amparando Mary:
– Bem, se eu soubesse que você era um desses eu não teria perdido meu tempo aqui. Quando Hank foder você eu estarei lá, contando o meu dinheiro e rindo. Eu beijarei a bunda de Hank por você, seu comedor-de-salsichas-picadas-sem-pão!.

<em>(Com isto, John arrastou Mary para o seu carro e ambos foram embora)</em>

<hr />Uma variação deste texto pode ser encontrada aqui: <a href=”http://www.projetoockham.org/cgi-bin/yabb/YaBB.cgi?board=outros;action=print;num=1150125666″>Vote em Hugo!</a>

O Ceticismo e a “pedra irremovível”

O Ceticismo filosófico originou-se a partir da filosofia grega. Arcesilaos (315-241 a.C.) e Carneades (213-129 a.C.) desenvolveram perspectivas teóricas, que refutavam concepções absolutas de verdade e mentira. Carneades criticava as visões dos Dogmatistas, especialmente os defensores do Estoicismo, alegando que a certeza absoluta do conhecimento é impossível. Continuar lendo “O Ceticismo e a “pedra irremovível”” →

Preces de terceiros não ajudam doentes

oracao.jpgNa Scientific American, edição de julho de 2006, saiu uma reportagem a respeito de uma pesquisa que visava testar o efeito das orações de pessoas em prol de doentes internados em hospitais. O resultado não é lá muito inesperado… Continuar lendo “Preces de terceiros não ajudam doentes” →