O finado ator Francisco Milani (que tem uma biografia no IMDB muito superior à Wikipédia) chegou a ser eleito vereador pelo Rio de Janeiro em 1992. Ele ficou frustrado por vereadores praticamente não fazerem nada, faltarem muito e efetivamente não votarem nada que preste.
Agora, um vereador da cidade de Santa Bárbara d’Oeste (estado de São Paulo), temeroso pelo levante da Besta (a saber, o capeta. O vereador é outro tipo de besta), protocolou um projeto de lei que proíbe que se enfie (ops) um microchip nas pessoas por… sei lá por quê alguém enfiaria um chip em você! Vai querer discutir com gente que acredita em cobras falantes?
Continuar lendo “Lei proibe shipar os outros (ou chipar, sei lá)”

Sábado de sol. Aluguei um caminhão… para postar num blog, uma lista de sem-noção.
Na história da Humanidade, muitos heróis, semideuses, entidades mágicas e feiticeiros apareceram. Um dos que mais perduram até hoje é ele, aquele que veio nos salvar e não nos pede nada em troca. Aquele que, com seu poder, enfrentou o mal, quase foi destruído, indo parar em algum lugar longe, para depois voltar em glória e esplendor, evitando nossa queda e quase destruição.
Olá! Hoje é Sexta-Feira Santa, dia de mandar esus pro Pelourinho. Jesus, o cara mais falado em todo mundo. Ainda mais depois que engravidou a Madonna. Jesus, o homem. Jesus, o camarada que andou por aí falando mas paradas maneiras e muita coisa sem noção. Guerras, mortes, perseguições, altruísmo, a coragem de pregadores como Martin Luther King e a covardia de Fred Phelps. É preciso entender o personagem histórico. Aquele cara no qual foi baseado todos os mitos do Cristianismo.
Jesus era um cara bem legal, pena que não gostava da Madalena. Ele era um professor, e como tal, só pegou aluno relapso. Pessoal não prestou atenção na aula dele e só foram aprovados porque colocaram receita de miojo na Bíblia. Assim, cristãos são ótimos para pregar as palavras do Nazareno, mas boa parte deles tem uns probleminhas em seguir essas palavras.
Tudo bem, não vivemos num Estado Laico. Distribui-se Bíblias, impõe-se ensino religioso, isenta-se igrejas de todos os tidos de todos os impostos. E você, seu idiota, é arroxado cada vez mais com impostos estapafúrdios e tarifas de água (que água?), luz e combustíveis dando tchauzinho lá da estratosfera.
Eu não ia escrever sobre isso. Mas não tenho como resistir. Somos assassinos. Somos a escória humana. Somos as piores pessoas do planeta. Eu, você, todo mundo. Nós assassinamos Peterson Ricardo de Oliveira, de apenas 14 anos, simplesmente pelo motivo fútil de ter pais que o amavam. Nós asassinamos Peterson, e por mais que a retórica diga que não, a responsabilidade é, sim, nossa. Somos monstros, construímos uma sociedade horrível. Somos tudo o que pode haver de pior. Peterson morreu por nossa culpa, apesar de não termos sido seus agressores. Não importa. O menino Peterson morreu simplesmente porque seus pais amam e se relacionam fora de uma merda de manual de uso escrito na Idade do Bronze. Peterson morreu por seus pais serem homossexuais.
Eles crescem às sombras. Movem-se entre nós. Nós não lhes damos tanta atenção. São ridículos, poucos, desorganizados. Eles não oferecem perigo. São uma pífia demonstração ridícula que nunca será grande coisa. Não precisamos nos preocupar com eles.
Existem muitos mitos sobre a cidade de São Paulo. Uma delas é sua excelente culinária, sendo que os caras não sabem nem que que não se coloca purê em cachorro quente e ainda chamam biscoito de "tapa na cara". Chegaram a me falar das incríveis pizzas paulistanas, mas quando estive lá comi algo bem ruinzinho. Melhor pizza que eu comi foi em Paraty. Ponto! Aceitem o fato que as pessoas apenas são doutrinadas a achar que determinado mito é verdade universal, e acabam espalhando isso, como "São Paulo é terra de trabalhador", mas a realidade é a quantidade de manifestações no meio de dia de semana. Eu, como trabalho, não tenho tempo para manifestações.