Só os antigos atenienses mais ricos pagavam impostos; e eles se gabavam disso!

Por Thomas Martin
Professor de Clássicos, College of the Holy Cross

Na antiga Atenas, apenas as pessoas muito ricas pagavam impostos diretos, e estes iam para financiar as despesas nacionais mais importantes da cidade-estado: a Marinha e as honras dos deuses. Embora hoje possa parecer surpreendente, a maioria desses principais contribuintes não apenas pagou alegremente, mas se gabou de quanto pagou.

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De onde vem as cegonhas que trazem os bebês?

Você conhece a velha história que cegonhas trazem bebês. Mesmo que você tenha crescido e (espero) deixado de acreditar nisso, elas ainda estão presentes em cartoons, desenhos animados, cartões, produtos infantis e ainda povoam o nosso imaginário. Tudo muito bem, tudo legal, mas, cá pra nós, você nunca parou para pensar o que cegonhas tem a ver com bebês, certo? Continuar lendo “De onde vem as cegonhas que trazem os bebês?”

Nefertiti: Rainha, Poder e Mistério

Os pés mundanos caminham pelo terreno outrora sagrado. A luz intensa açoita quilômetros e mais quilômetros quadrados em volta e nada demais aparenta. Apenas deserto, areia, cascalho e pedras, mas há muito mais que os pobres olhos humanos podem ver. Os pés cautelosos temem estragar algo importante, algo irrecuperável se destruído, enquanto outros pés despreocupados caminham pela região, pouco importância dando. Apenas pagaram, faça-se o serviço, e apenas isso. Continuar lendo “Nefertiti: Rainha, Poder e Mistério”

A Verdadeira História da Pedra da Roseta

O homem de uniforme azul para, em meio ao sol escaldante. Tira o chapéu e enxuga o suor naquele lugar que ele desdenhava por achar ser um recanto miserável, inculto, esquecido por Deus e o mundo. Aquele não era o seu conceito de civilização, ele queria ir para casa. Ele acompanha os seus soldados para mais um dia de serviço por ordem do Imperador. Ao chegar no ponto que tinha que estar e preparar para destruir tudo, ele viu algo inusitado. Uma pedra. Um pedregulhão, mas não era uma pedra comum. Era algo… diferente. Uma rocha trabalhada, um granito escuro que serviria para mudar o mundo, mas ninguém sabia. Para o homem, ainda era uma pedra, mesmo assim, mas o homem era curioso e o que ele viu quando chegou mais perto.

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Como o uso da Inteligência Artificial é danoso para os criadores de conteúdo em texto

A Inteligência Artificial está sendo cada vez mais usada em várias áreas da vida, desde a medicina até a música. No entanto, algumas pessoas estão preocupadas com a possibilidade de a IA substituir escritores e artistas. O uso da IA para escrever livros, pintar quadros e compor música pode levar a uma perda de qualidade considerável. Os textos gerados por IA podem não ter a mesma profundidade e significado que um autor humano pode oferecer. Além disso, as obras de arte produzidas por IA podem não ter a mesma beleza e emoção que um artista humano pode oferecer. A música produzida por IA tende a ser monótona e insossa. Continuar lendo “Como o uso da Inteligência Artificial é danoso para os criadores de conteúdo em texto”

Como remédios e tratamentos eram receitados de boca em boca

O Brasil é um dos campeões em automedicação. Normalmente, as pessoas não gostam de ir a médico. Ok, eu também não gosto, mas vou assim mesmo. Alguns não gostam e não vão, dando preferência por pegar indicações de tratamento com os conhecidos; com isso, pegam receitas e indicações de remédios e vão na farmácia comprar. Sim, eu sei o que você está pensando: alguns remédios precisam de receita médica, mas você sabe muito bem que sempre se tem uma amiga que consegue fácil mediante uns conchavos. Só que isso não é nenhuma novidade, ainda mais se formos para o passado, em que médicos eram raridade; ter dinheiro para pagar médicos, mais ainda! Então, como as pessoas se tratavam?

Na base do crowd sourcing.

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Sobre dar o Koo, medievalismo e outras providências

As coisas no Twitter estão estranhas, mas parecem que vão se encaminhar, apesar dos histéricos. Elon Musk descobriu que Twitter era um cabide de emprego, com funças agindo como se aquilo fosse uma repartição pública (nem vou dizer brasileira, pois todas as repartições públicas são iguais). Então surgiu o Koo e todo mundo foi pro Koo e o Koo tá bombando.

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A Verdadeira História da Morte

Quando a Indesejada das gentes chegar
(Não sei se dura ou caroável),
talvez eu tenha medo.
Talvez sorria, ou diga:
— Alô, iniludível!

Manoel Bandeira

Se há uma coisa realmente democrática, essa coisa é a Morte. Ela chega para todos nós, brancos, negros, indígenas, amarelos, inuítes etc. Todo mundo nasce, todo mundo vive um certo tempo, todo mundo morre, e isso é válido para todos os seres vivos. Não por acaso, todas as culturas tiveram e têm sua representação da Morte; entretanto, a mais usual hoje – e que permeia a nossa imaginação – é o Ceifador, usando um manto preto, capuz escondendo o rosto e uma enorme foice, daquelas que é preciso usar duas mãos para se usar. O Ceifador (em inglês, Grim Reaper) tornou-se parte da cultura pop, um ícone reconhecido através o mundo em livros quadrinhos, programas de TV, filmes e jogos como um indefectível símbolo da Morte. Como chegamos nessa figura sinistra, que possui diferentes representações, inclusive fofinhas como a Dona Morte do Maurício de Souza? De onde veio esta figura?

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A verdadeira história dos anjos

Anjos são personagens presentes em muitas mitologias, religiões e culturas. São entidades sobrenaturais com alguma incumbência, tarefa ou recado a ser dado, sendo praticamente, garotos-de-recado, mas não apenas isso. De acordo com as diferentes culturas, eles variam de verdadeiros sicários divinos ou apenas alguém servindo de carteiro, ou ainda estando lá apenas para ser puxa-saco divino. Continuar lendo “A verdadeira história dos anjos”

O Control+Tab dos antigos

Quando eu escrevo artigos, não nem que sejam informações paralelas e adicionais, que não necessariamente farão diferença, mas ajudam em trazer mais subsídios para o melhor entendimento ou simplesmente porque é legal saber mais. No caso dos artigos especiais, eu fico com mais de uma janela dedicada a isso, com trocentas abas. É um trabalhão monumental, além de eu me perder várias vezes, mas no fim tudo dá certo.

Entretanto, fica a dúvida: como os antigos historiadores, eruditos, pesquisadores e cientistas faziam quando precisavam consultar mais de uma obra? Continuar lendo “O Control+Tab dos antigos”