Os Evangelistas eram historiadores confiáveis?

evangelistasPor Richard Carrier
Trad. Sky Kunde

A qualidade ou confiabilidade de um fonte requer uma avaliação de todos os fatores relevantes. Os evangelhos são falhos como relatos confiáveis porque falham em todos os critérios, não porque falham em um ou dois. Para encurtar a conversa, Lucas, o melhor deles, não oferece nenhuma das marcas de um historiador crítico e cuidadoso, em vez disso prega e propagandeia, e implicitamente serve uma agenda ideológica, não uma objetiva investigação em direção a verdade.

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Reforma Ortográfica: Um Titanic Lingüístico

Antes que vocês digam, o trema usado no título foi proposital. E por quê? Porque eu acho esta nova reforma ortográfica uma grande palhaçada. O Brasil – comandado por um presidente que possui graves problemas em usar plurais corretamente – quis tirar onda de gostoso e saiu correndo na frente de todo mundo. O resultado podemos ver: todo mundo tem dúvidas sobre como escrever corretamente.

O presidente-molusco não satisfeito por não falar corretamente, ao invés de comprar um bom livro de gramática, teve a “brilhante” idéia (sim, com acento) de nos tansformar em semi-analfabetos. Valeu, Lula. Continuar lendo “Reforma Ortográfica: Um Titanic Lingüístico”

Evolução vs Criacionismo

darwin_godUma das maiores controvérsias reside no embate de duas propostas antagônicas: A Teoria da Evolução, que explica o surgimento as espécies – fundamentada nas pesquisas de Charles Darwin, com base na Seleção Natural – e o Criacionismo, fundamentado unicamente no que vem escrito na Bíblia, e que os religiosos fundamentalistas tendem a aceitar como verdade literal e incontestável de como tudo foi criado, desde o menor ser vivente até o Universo macroscópico.

Nesta série, procuraremos explicar claramente o que é o que, quais as evidências que sustentam as duas proposições, onde elas se contradizem e como determinar qual é mais verossímel. Tentamos não fazer um artigo enorme, indo para as informações mais importantes, deixando muito do histórico detalhado de lado., em favor da concisão.

Acompanhem conosco a história da Evolução, clicando AQUI.

O Messias Desmascarado

Os judeus estão aguardando, pois eles são pacientes. Uma das coisas que eles mais aguardam (e, para eles, a mais importante) é o advento do Messias.

Segundo a crença judaica, esse cara viria pra detonar geral e colocar tudo na sua devida ordem, desfazendo tudo que há de errado no mundo e trará paz e prosperidade (para eles, claro; eles que inventaram a crença). Só que atualmente, não são só os judeus que esperam o Messias. Tem muita gente aguardando o cara. E o pior é que já vieram muitos.

Quem é (ou quem deveria ser) o Messias? De onde surgiu essa crença e como entender o significado disso tudo? Herói ou profeta? General ou milagreiro? Homem justo ou um maníaco homicida que terminou por praticar suicídio coletivo?

Aqui não usaremos de azeite, ungiremos a todos com a verdade.

Herodes: O visionário arquiteto da Terra Santa

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Quase 13 quilômetros ao sul de Jerusalém, onde as últimas oliveiras mirradas começam a se confundir com as extensões áridas do deserto da Judéia, ergue-se um morro, um cone íngreme de topo plano, parecido com um pequeno vulcão. Ali fica o Herodium, um dos grandiosos empreendimentos arquitetônicos de Herodes, o Grande, rei da Judéia que transformou uma pequena colina em um imponente monumento de cantaria alvacenta e o circundou de palácios recreativos, enormes piscinas e jardins em terraços. Governante astuto e generoso, general brilhante e um dos mais imaginativos construtores do mundo antigo, Herodes elevou seu reino a um patamar de prosperidade e poderio até então jamais visto.

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Religião é “produto” da evolução do cérebro humano, diz estudo

Nada como contar com os nossos leitores. Nos trouxeram uma notícia interessante. Nela, mostra-se que a crença em religiões e em um deus qualquer é apenas fruto de uma ação neurológica e comportamental apenas.

A religião é um “produto” da evolução do cérebro humano, de modo que a idéia de Deus, assim como os comportamentos religiosos, encontram seu fundamento no mundo real no qual o cérebro é predisposto a funcionar. A tese é do pesquisador americano Pascal Boyler, que publicou seu artigo na revista científica Nature.

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Jordanianos dizem que encontraram mina do Rei Salomão

PÉÉ-PÉÉ-PÉÉ-PÉÉ-PÉÉ-PÉÉ-PÉÉ-PÉÉ

O alarme do Ceticismo.net está soando, isso significa que vem besteira por aí. POSTOS DE COMBATE!!! POSTOS DE COMBATE!!!

Um arqueólogo encontrou os restos de uma antiga mina de cobre na Jordânia e alega que esta pertenceu ao lendário Rei Salomão, famoso por apartar briga de lavadeiras.

Escavações na Jordânia sugerem que a extração de cobre em escala industrial no antigo reino de Edom – região que, segundo a Bíblia, teria sido vassala dos reis de Israel – coincide, em seu auge, com a época do filho de Davi. Em outras palavras: as célebres “minas do rei Salomão” podem ter existido do outro lado do rio Jordão.

Gostou? Legal, eu espero você parar de rir. A pesquisa, coordenada pelo arqueólogo Thomas E. Levy, da Universidade da Califórnia em San Diego, está na edição desta semana da prestigiosa revista científica americana PNAS, e tenta refutar aqueles que que vaicinam que Salomão é tão real quanto a Fada do Dente, como o arqueólogo israelense Israel Finkelstein, da Universidade de Tel-Aviv. Continuar lendo “Jordanianos dizem que encontraram mina do Rei Salomão”

A necessidade de uma crença

Muitas vezes pensamos por que as pessoas acreditam em coisas sem nexo. Ficamos estarrecidos com a capacidade crédula de acreditar nas coisas mais estapafúrdias que tem por aí religiões, correntes, superstições, mandingas, petições online, SPAM, boatos diversos, shows de mágica, promessas de políticos e que a namorada (ou namorado, dependendo das preferências de cada um) não mentirá na próxima vez.

Afinal, por causa de que as pessoas acreditam nessas sandices todas? Por que elas ainda remetem textos ridículos de ameaças de um fantasma de uma menina de 14 anos (bem, ela teria essa idade se estivesse viva)? O fantasma fica acompanhando os e-mails e comunidades do Orkut? O que fazem então? Repassam o lixo, com um adendo “vou repassar por via das dúvidas”. Via das dúvidas? Não, meu caro. Você repassou porque se cagou de medo da mensagem. E isso vale para as outras crendices. Mas, afinal, por que as pessoas têm essas crenças? Continue lendo »

Revista americana mostra caricatura de Obama como terrorista

Para quem está acostumado com fóruns de discussão (na verdade, o plural devia ser fora, posto que forum é uma palavra latina; mas deixemos os preciosismos de lado) a sigla FUD não é estranha. E não, não tem nada a ver com sacanagem (pelo menos não no sentido que você está pensando, seu pervertido). FUD é abreviação de Fear, Uncertainty and Deception (Medo, Incerteza e Dúvida), e é muito aplicado por marketeiros para impor fatos pouco verdadeiros (ou mentiras da grossa mesmo).

Os EUA são mestres no FUD e o Macartismo foi um belo exemplo disso. E agora, o mais novo ataque de FUD é com relação a Barack Obama, o primeiro candidato negro à Presidência dos Estados Unidos da América. Continuar lendo “Revista americana mostra caricatura de Obama como terrorista”

Revelada a origem da construção do mito de Jesus

Por Israel Knohl
Traduzido por: Charles Coffer Júnior

A primeira menção do “Messias morto” chamou-se Mashiah ben Yosef (Messias Filho de José) é do Talmud (Sukkah 52a). No meu livro “O Messias Antes de Jesus” (University of California Press, 2000), considero que a história desse Messias morto é baseada em um fato histórico. Penso que está ligada à revolta judaica na Terra de Israel na seqüência da morte do Rei Herodes, em 4 a.C.

Esta insurreição judaica foi brutalmente reprimida pelos exércitos de Herodes e do imperador romano Augusto, e os líderes da revolta messiânica foram mortos. Estes eventos definem a tradição do Messias morto Filho de Joseph em movimento e abriu o caminho para a emergência do conceito de “messianismo catastrófico”. Interpretações do texto bíblico ajudaram a moldar a convicção de que a morte do messias era um elemento necessário e indivisível de salvação. A minha conclusão, baseada em escritos apocalípticos datados deste período, foi de que certos grupos acreditavam o Messias iria morrer, ser ressuscitada em três dias, e subir ao céu (ver “O Messias Antes de Jesus”, 27-42). Continue lendo »