Quantas diferenças existem entre um elefante e um rato? 24 milhões

Isso se formos contar uma diferença pra cada geração, pois este é o período estimado em que o ancestral comum a elefantes e ratos separou-se em dois mamíferos tão parecidinhos. Olhando a imagem ao lado, mal posso perceber quem é quem.

Pesquisadores estudaram as taxas de crescimento de 28 diferentes grupos de mamíferos e chegaram à conclusão que diminuir é mais fácil que crescer. Sim, eu sei oque você está pensando e pode sossegar aí. Isso aqui é um blog família (eu me esforço, pelo menos).

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O Ricardão saiu de detrás da cortina e é illuminati. E agora?

O problema no insano mundo das conspirações é que quanto mais você pensa que um maluco não pode falar mais besteira do que o monte de sanduíches, digo, sandices já proferida, outro chega e diz "Bitch, please" e solta mais um verborrágico texto mais louco ainda. Me disseram que a culpa era da tenra idade e a vontade de querer aprender. Óbvio que eu acredito tanto nisso como acredito nas calcinhas santas da Virgem Maria (não duvido que uma hora apareçam com esta "relíquia"). Portanto, o que resta? Resta mais um maluco com mania de conspiração e pronto para dar mostras de como vai indo a Educação Brasileira, ladeira abaixo.

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Não ligue pro Ricardão atrás da cortina

Meme — ao contrário do que possam pensar — tem pouco a ver com aqueles desenhos feitos no Paint e de gosto, "história" e graça duvidosos. O termo criado por Richard Dawkins no livro "O Gene Egoísta", e de uma forma geral estabelece que partículas culturais passam de sociedade em sociedade, podendo ser desde ideias até valores éticos/morais, nem que seja uma frase de efeito que acaba participando de nossa cultura. Todo mundo sabe isso, principalmente o pessoal que mora no Canadá, como disse a Luiza.

Depois que o Dan Brown escreveu aquele livro dos Anjos e Demônios, todo mundo ficou com mania de Illuminatis e coisas do gênero. Maníacos por conspirações existem desde que o mundo é mundo, e aquela baboseira sobre ET, Área 51 Haaarp etc, regados com Shivas Zeitgeist no jantar, veem mensagens ocultas, símbolos satânicos e ações da maçonaria. Para deixar meu dia mais "feliz", ainda recebo um e-mail questionando tudo na base do "E se for verdade?" Tem horas que eu me sinto como se estivesse num documentário do History Channel, e isso não é um elogio…

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A termodinâmica e um problema no RSS

Alguns leitores me chamaram a atenção por uma coisa estranha que aconteceu no RSS. Como vocês sabem, vocês podem inscrever o Cet.net no leitor de RSS, de forma a ver na hora quando um artigo e postado e poder lê-lo de maneira rápida, com conteúdo integral, salvo quando são páginas, mas eu sempre deixo uma “chamada” para o artigo principal, de forma que vocês saibam quando conteúdo sob este formato aparece.

Pois bem, esta semana apareceu um fragmento de artigo sobre Termodinâmica que não apareceu no site. Na verdade, ele apareceu no site, mas eu o apaguei em seguida. Por quê? Simplesmente porque o imbecil aqui clicou no botão “publicar” ao invés de “salvar” do Windows Live Writer. Isso não significa, é claro, que não teremos este artigo, pelo contrário. Ele está em franca preparação, mas daí me surgiu um problema.

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O país maravilhoso

Imagine um país maravilhoso onde existem belas praias, belas mulheres, montanhas, a Amazônia e recursos naturais de darem inveja a qualquer outro país do mundo. Some isso a ausência de terremotos, furacões e tsunamis e com um clima quente.

Não, não descrevo o jardim do Éden nem uma planície de algum planeta distante no sistema solar de Zartax II. Falo de um país bem pertinho de você: o Brasil.

Num país como esse é de se surpreender que exista sofrimento, desigualdade social e a grande dependência de outros países no mundo, mas surpreendentemente isso acontece.

Diz a lenda que quando Deus estava criando os países, um anjo questionou sobre as verdadeiras intenções Dele ao criar o Brasil. O anjo perguntara se o povo que ali viveria não teria capacidade de monopolizar o mundo, já que esses recursos naturais poderiam ser muito bem explorados pelo povo.

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O que é mais devastador que milhões de anos de ação geológica? Um estudante bêbado

Há mais de 360 milhões de anos, o Dunkleosteus terrelli era um dos manda-chuvas dos oceanos. O desgracento era mais mau que o pica-pau, capaz de colocar verdadeiros monstros pra correr (e não estou falando de tubarões fofinhos de hoje, estou falando de feras mais ferozes que os seus mais ferozes e velozes pensamentos). Era o que podemos chamar de "placodermo", um peixe feio, mal-intencionado e, pior de tudo, recoberto de verdadeiras placas de blindagem que o protegia do ataque de seus inimigos. Mas o pior inimigo do D. terrelli acabou sendo um primata idiota que mal deve diferenciar o antigo soberano das águas de uma sardinha.

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Grandes Nomes da Ciência: Kanzi

O bebê de olhos escuros viu o raiar do dia. Seu murmúrio disse à sua mãe que ele estava com fome, e ela — como toda mãe zelosa — o amamentou. Aos poucos, o lindo bebê vira o rosto e começa a prescrutar o mundo e ele não sabe que será estudado por vários cientistas. Suas habilidades serão observadas e até pelo modo como ele pensa. Isto porque Kanzi, o bonobo, mostra como são pequenas as diferenças entre fera e homem.

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O misterioso sacrifício em massa peruano

Matírio. Um sofrimento sem propósito, na maioria das vezes (pra não dizer quase sempre). Grupos religiosos clamam para si que mártires jamais fariam a burrada de se submeter a sofrimentos por livre e espontânea vontade se não houvesse um propósito maior. Isso até tem um certo grau de fundamento, EXCETO se não prestarmos atenção aos detalhes. Não é uma questão de "fulano se matou em honra ao seu deus, logo seu deus existe". Fulaninho se matou (ou se deixou matar) por dois motivos: 1) É idiota; 2) Ele acreditava que estava honrando seu deus. Há vários exemplos na história da humanidade e um dos que mais gosto são os kamikases, que montavam no avião cheio de explosivos e se atiravam nos navios americanos, crentes que eram o vento sagrado (a tradução de "kamikase"), honrando o deus-vivo: o Imperador.

Pessoas matando e morrendo em nome de seus(s) deus(es) não é novidade e não começou com os seguidores do Jim Jones ou o tosco do Justino Mártir. Isso foi evidenciado em muitas culturas, como os arqueólogos que descobriram um sítio arqueológico com restos do que seria um ritual de sacrifício que data da época pré-inca. E o que se vê lá é aterrador.

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Do desastre que causa um desastre ainda pior

A prefeitura da cidade do Rio de Janeiro já está com o dito cujo na mão. Todo ano acontece as mesmas chuvas, com as mesmas perdas, com a mesma ação (ou inação) das autoridades. Todo ano as chuvas causam estragos, desabamentos, mortes e o máximo que as "autoridades" fazem é apelar para fundações da cobra sei-lá-das-quantas a fim de pedir, de pés juntinhos, que não chova 3 dias sem parar, independente de qualquer mágoa. O próprio ministro Aloizio Mercadante, afirmou que o governo não tem como impedir mortes neste verão e nos próximos. Se bem que agora ele mudou a conversa dizendo que fará de tudo para conter as tragédias. Políticos e suas volatilidades…

Se você pensa que isso é ruim o suficiente, tenho – não o prazer – mas o dever de lhe trazer mais más notícias (que linda construção para pessoas que não sabe escrever!): estudos indicam que não basta ter uma chuvarada se a Natureza pode nos brindar com algo pior. De acordo com cientistas, chuvas torrenciais não só levam sua casa embora como podem causar até mesmo terremotos.  A Natureza é um primor de perfeição!

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A origem dos olhos compostos está num predador do passado

A presa tenta nadar o mais rápido possível, mas seu destino está selado. Não apenas um par de olhos, mas uma miríade está em cima dele e o predador não o deixará escapar. Visão em infra-vermelho? Muito futurista na ocasião. O lance era ter vários olhos trabalhando juntos, de forma que pudessem captar formas nas piores condições de visibilidade possível. Aranhas e seus ridículos 8 olhos é cegueta perto daquele monstro chamado Anomalocaris, o Senhor das Profundezas, dono de milhares de estruturas oculares, capazes de fazer qualquer vítima tremer de medo nos idos do período Cambriano.

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