Por Alexander Kellner
Museu Nacional / UFRJ
Academia Brasileira de Ciências
Uma das questões recorrentes durante palestras e também na correspondência com os leitores desta coluna é sobre como os pesquisadores são capazes de determinar a idade de um fóssil. Como alguns podem imaginar, a datação de um fóssil não é uma questão trivial e está ligada à complexidade do registro paleontológico – desde a formação do fóssil até o que ocorre com a camada sedimentar onde este se preservou. Até que os princípios gerais não são tão complicados, mas a aplicação destes na prática…

Em mulheres grávidas, um grande número de células da mãe entra no corpo do feto e o sistema imunológico em desenvolvimento aprende a tolerar tais células, em vez de atacá-los da mesma forma como reagirá contra substâncias estranhas no futuro.
Panderichthys é largamente reconhecido como a forma transicional da evolução dos tetrápodes (sabe como é, né… aqueles fósseis transicionais que os criaBURRIcionistas alegam que não existe). Um belo espécime lindamente preservada para horror de toscos que ainda têm a esperança que o mundo apareceu do nada foi encontrado em 2005.
Pela primeira vez, pesquisadores encontraram uma forma de visualizar células-tronco em cérebros de animais vivos, incluindo os seres humanos. A descoberta, que permitirá aos cientistas acompanharem o processo da neurogênese – formação de novos neurônios – é anunciada meses após a confirmação de que essas células são geradas tanto em cérebros adultos quanto em cérebros em desenvolvimento.
Evitar um gene maléfico à descendência é a razão pela qual as moscas fêmeas preferem ter vários parceiros em vez de um só, e se você pensou que era por causa delas serem vagabundas desclassificadas, errou feio! A conclusão é de um estudo realizado por uma equipe internacional de cientistas, publicado pela revista “Science”.
Foram encontrados no sudoeste da China fósseis da tartaruga mais antiga de que se tem notícia, com 220 milhões de anos. O esqueleto achado na província de Guiyang chama a atenção por não possuir o resistente casco que protege e envolve quase todo o corpo das tartarugas modernas. Os paleontólogos que analisaram o fóssil acreditam que ele esclarecerá muitas dúvidas sobre a evolução dos quelônios e sobre o surgimento de seu casco.
Este é um artigo em homenagem ao glorioso povo de Ipuaçu e Xanxerê, exceto os analfabetos funcionais que não sabem o significado das palavras Aborígene e Barnabé. Houaiss mandou lembrança, gente.
Médicos na Alemanha afirmam que um paciente de Aids parece ter sido curado após um transplante de medula óssea de um doador que tinha resistência genética ao HIV. Os pesquisadores de Berlim disseram na quarta-feira (12/10) que o paciente, um homem que sofria de leucemia e Aids, não apresenta nenhum sinal de ambas as doenças desde o transplante, que aconteceu há dois anos.
A origem de muitos dos polvos que existem nas grandes profundidades do oceano se situa em uma espécie que viveu na Antártica há 30 milhões de anos, no domingo (9), disseram cientistas que trabalham no primeiro Censo da Vida Marinha (Census of Marine Life, CoML).
É irônico que um especialista em demolir ídolos, um sujeito que esmigalhava idéias pré-concebidas lambendo os beiços, feito gourmet, tenha ele próprio virado um monstro sagrado. Refiro-me, claro, a Sigmund Freud, o pai da psicanálise. O problema com a canonização de Freud é simples. Assim como não dá para negar a importância do psiquiatra vienense na história das idéias do Ocidente (e, por favor, leia “história” como se a palavra estivesse escrita com neon e letras garrafais), também é inegável que o grosso do que ele propunha como explicação da mente humana é… bem, porcaria. Pronto, falei.