Não estou falando, claro, de extraterrestres que vivem pendurados no telefone. A palavra "alienígena" não diz que o referido ser vivo tem que vir do Espaço, podem dar uma olhada em seus dicionários. Se bem que a classe dos alienígenas pode se sentir ofendida com isso e o Ministério Público Federal pode dar ordem para a supressão deste vocábulo.
O problema diz respeito a espécies invasoras, e elas podem influenciar (e normalmente no mau sentido) o ambiente para onde foram parar. No caso da Antártida, turistas e até mesmo pesquisadores estão contribuindo para um desequilíbrio ecológico, e isso pode ser feito com uma simples sementinha.

As pessoas dão tanta ênfase à cor da pele como se isso as fizesse especiais de alguma forma. Acho estranho as pessoas se dizerem orgulhosas por uma mutação genética que lhes deu um trecho do código genético capaz de produzir em maior ou menor quantidade de melanina, um acontecimento fortuito e que pouco tem a ver com questões sociais. Deixando isso de lado, vemos a melanina fazer-se presente em diversos seres vivos, fazendo-os adquirir tons superficiais que poderão determinar quem estará mais apto para sobreviver em determinada região. Entretanto, também há o caso em que ela não está presente ou sua dispersão se faz de forma estranha. Costumamos nos referenciar a pessoas "normais" (notem as malditas aspas!) e as pessoas com albinismo; mas há outros estados e o mundo não é só preto-e-branco, se me permitem o trocadilho.
O homem exausto dá seus passos cambaleantes. Ele só tem minutos de vida. A dor e a exaustão cobrarão caro e sua vida estará acabada dali a instantes. Ele senta-se em frente ao monte Similaun, inala o ar enregelante e dorme, para nunca mais acordar. Muito, muito tempo depois seu corpo é descoberto e para espanto de todos, era o cadáver de um homem muito, muito velho. Mais velho que a Grande Muralha da China, mais velho que os mais fabulosos anfiteatros romanos, mais velho até que as grandes pirâmides do Egito. O homem batizado como Ötzi viveu quando grandes mamíferos ainda pisavam sobre a terra e dadas as condições em que fora encontrado, ele ficou cognominado O Homem do Gelo.
Um dos conceitos mais difundido de forma errada é o de fósseis. As pessoas pensam em fósseis como um bando de ossos encontrados em algum buraco numa terra inóspita, esquecido por todos os seres vivos que pisam lá todos os dias. Se isso fosse verdade, teríamos perdido bilhões (
A Ciência, enquanto aventura humana, nos traz diariamente coisas maravilhosas. Mas, exatamente por ser humana, de vez em quando nos prega umas peças e nos traz umas notícias um tanto quanto bizarras, e veículos de divulgação científica acabamos trazendo coisas que parecem ter saído de uma ode ao mau gosto, ainda que com sabor temperadinho. Entre tais notícias temos as informações que sapos venenosos, se lambidos, apresentam sabores diferentes. Mas quem anda, em tempos de carnaval, disposto a lamber
Antes que você banque o insano e corra pra primeira loja de produtos naturais — ou casas de suco, mesmo — para se encher de suco de clorofila (coma capim, é mais barato e tem o mesmo efeito), leia todo o artigo. Ao contrário do que se possa imaginar, ninguém vai criar cloroplastos do nada e passar a fazer fotossíntese dentro do próprio organismo. Acho que nem mesmo o Monstro do Pântano fazia isso. A ideia é desenvolver tecnologias de forma que se aproveite os vários joules de energia provenientes do Sol para aplicações práticas. Em nível bioquímico, algas azuis foram as pioneiras em fazer isso com eficiência, para depois se combinarem com plantas por meio de organização simbiótica. Será que conseguimos alguma tecnologia capaz de fazer isso?
Isso se formos contar uma diferença pra cada geração, pois este é o período estimado em que o ancestral comum a elefantes e ratos separou-se em dois mamíferos tão parecidinhos. Olhando a imagem ao lado, mal posso perceber quem é quem.
Eu me lembro quando a Internet começou a expandir-se de forma que todos os mortais pudessem ter em casa. Diziam que as pessoas teriam mais informação, aprenderiam mais etc. Ledo engano. Houve foi uma disseminação de gente burra e preguiçosa (ou preguiçoso e burro. Não sei o que veio antes). Por um lado, o Google facilitou as nossas vidas, garimpando as informações e servindo de aliado no nosso dia-a-dia. Pelo outro, ele ajuda a atrofiar o cérebro, onde as pessoas não usam o órgão (o cérebro! O cérebro!) como deveria. Pelo menos, é o que sugere uma pesquisa feita por várias universidades. Estamos ficando burros mesmo, ou isso só ficou mais facilmente constatado?
Enquanto a United ficou famosa por entregar seus passageiros em seus locais de trabalho (desculpem, não resisti, mas duvido que algum passageiro ofendido venha reclamar), o mundo natural acha que esse negócio de asa, planos de voo e linha do horizonte é coisa pra fracos e galináceos (sim, eu sei). Hardcore mesmo é fazer piruetas no ar like a boss. Qualquer um que voe de asa delta pensa assim, o fato de acabarem caindo mostra que eles têm muito a aprender com o amiguinho aí da foto.
Há mais de 360 milhões de anos, o Dunkleosteus terrelli era um dos manda-chuvas dos oceanos. O desgracento era mais mau que o pica-pau, capaz de colocar verdadeiros monstros pra correr (e não estou falando de tubarões fofinhos de hoje, estou falando de feras mais ferozes que os seus mais ferozes e velozes pensamentos). Era o que podemos chamar de "placodermo", um peixe feio, mal-intencionado e, pior de tudo, recoberto de verdadeiras placas de blindagem que o protegia do ataque de seus inimigos. Mas o pior inimigo do D. terrelli acabou sendo um primata idiota que mal deve diferenciar o antigo soberano das águas de uma sardinha.