Depois do Lie to Me, várias pessoas resolveram se tornar experts em gente mentirosa, tentando ver microexpressões. A série acabou, mas tem o canal Metaforando, que se propõe a analizar a linguagem corporal de pessoas em detrminadas situações e determinar o estado psicológico da pessoa analisada. Já o FBI tem o Behavioral Science Unit (Unidade de Ciência Comportamental), que não é baseada (apenas) em microexpressões, mas em modus operandi de criminosos, tabulando dados e cruzando informações estatísticas, procurando prever o que vai/está acontecendo. Disso veio a série Criminal Minds (só era boa com o Gideon), mas não se liguem em tudo na série. Aquilo é entretenimento, e nem sempre retrata a realidade (quase nunca, seria o termo mais adequado).
Desde sempre, saber quem está mentindo é primordial na hora de julgamentos, decisões de Estado e saber por onde o traste andou, pois chegou em casa com um festival de batom na camisa (se for na cueca, não é preciso detector de mentiras. Erasístrato de Chio (310 A.E.C. – 250 A.E.C.) anatomista e médico grego, designado pai da Fisiologia, já buscava formas de descobrir se alguém estava mentindo. Outro que procurou um modo de descobrir quem estava mentindo foi o psicólogo William Moulton Marston, responsável por duas grandes criações: O polígrafo e a Mulher Maravilha (sim, a ideia do Laço da Verdade veio daí).

Eu comecei a ler um artigo sobre poluição de nitrogênio. Achei bem esquisito numa atmosfera em que 70% é nitrogênio e trata-se de um gás inerte. Como assim poluição por nitrogênio? Tão absurdo quanto isso só filme ruim que dizia que tinha um ser vivo que respirava nitrogênio e mataria todo mundo no planeta por asfixia (o fato de pessoas respirarem oxigênio pareceu irrelevante). Ao ler a publicação, soltei um palavrão, pois o que o jornaleiro responsável pelo Press Release do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos estava falando é sobre poluição por nitratos e não nitrogênio.
Eu sei que vocês gostam da série Mitos. Mostram o quanto achamos que sabemos, e muito disso está errado. Ideias e “informações” que passam de pai pra filho, pra neto, bisneto etc.Ler no escuro faz mal? Mulheres engravidam no período menstrual? Pelos ficam mais grossos se os raspamos? E quer dizer do alto índice de suicídios em épocas festivas? Tudo isso é verdade? É mito? Historinha pra boi dormir?
Imagine que você monte um timinho de futebol de várzea. Aí, você é posto para jogar contra o Real Madrid, descontando o fato que seus colegas de time partirão para quebrar a perna do primeiro jogador do time adversário na primeira oportunidade, é bem provável que você perca. E perca feio. Isso não é legal. Isso mexe com as pessoas. Antigamente, os Harlem Globetrotters faziam suas apresentações nos países, jogando contra o time local. Era algo como Galactus enfrentando o Tucão (esta relação eu kibei do Cardoso. Me processem!). Tipo… São os Motherfuckin’ Globetrotters. Você SABE que vai perder de forma vergonhosa! Aceita e curta o espetáculo. Já a torcida não entendia isso e levou a hostilizarem os Globetrotter, motivo pelo qual os Viajantes pelo Globo agora levam a própria equipe adversária.
Guerras não apenas fazem parte de nossa história. Pode-se dizer que as guerras construíram a nossa história. Batalhas épicas, salvamentos heróicos, atitudes insanas, ataques devastadores, perdas incalculáveis e tudo com ou sem motivo justo. Mas algumas dessas guerras escondem peculiaridades, motivos estranhos, motivações sem o menor sentido. Seja brigando por um balde, uma barba ou até por causa de um jogo de futebol, guerras acontecem e refletem um pouco do que nós mesmos somos.
Bandagens são uma tecnologia de uso médico conhecida desde os antigos egípcios, que aplicavam tiras de algodão, algumas vezes embebida em betume para imobilização. Elas ajudam a cicatrização ao não expor feridas abertas ao ar, cheio de “humores capazes de fazer espíritos malignos entrarem”, se por “espírito maligno” você entender como bactérias.
Indo direto ao ponto, estimativas apontam que lá pro ano 2070, seres humanos terão extinguido (ou quase) cerca de 1.700 espécies entre anfíbios, aves e mamíferos em maior risco de extinção. Sim, seres humanos, esses maníacos psicopatas que estão passando o rodo em geral. Mas ninguém para para pensar (merda de acordo ortográfico!) num pequeno detalhe: não somos tão especiais assim, e o ser humano ainda é parte do mundo natural.
A programação infantil televisiva praticamente acabou no Brasil. Ou se tem programas para donas-de-casa ou programas evangélicos. Um dos culpados é efetivamente não ter patrocinadores para programas infantis, pois a legislação brasileira proíbe publicidade dirigida a crianças menores de 12 anos na Constituição, no Código de Defesa do Consumidor, no Estatuto da Criança e do Adolescente e na Resolução 163/2014 do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente. Se você não pode veicular seus produtos, por que você iria patrocinar um programa a um público-alvo que não é o seu. É tipo no intervalo da novela Aventuras de Jesus, da Record, tiver propaganda do Terreiro de Umbanda Caboclo Feliz. Uma emissora só mantém programação mediante financiamento por patrocinadores e audiência. Se não tiver nenhum dos dois, já era, vai pra vala.
Vocês se lembram da primeira vez que eu escrevi sobre