Vez por outra alguém consegue enunciar tão bem uma percepção ou uma idéia que, mesmo não sendo necessariamente verdadeira, tal enunciado ganha status de lei, como se fosse uma representação inescapável da natureza, como a lei da gravidade ou as leis da termodinâmica. Por serem freqüentemente mordazes e espirituosas, poderíamos chamá-las de leis epigramáticas.
Categoria Medicina
Elefante doidão supera o vício em heroína
Poderosa Afrodite, eu não inventei isso! Um elefante macho de quatro anos de idade conseguiu se libertar do vício da heroína e irá viver em um Parque de Preservação de Vida Selvagem na China, informou nesta quinta-feira (04/9) a agência de notícias estatal Xinhua, através da BBC. (por sinal, a BBC consegue trazer cada notícia que pelo amor de Quetzalcoatl…)
O ilustre jovem Padawan paquiderme, chamado Xiguang, ou irmãozão (me recuso a usar a tradução ridícula de “Manão”, que o tradutor da BBC deu), virou dependente químico em março de 2005 depois de comer bananas impregnadas com a droga. As frutas foram utilizadas como isca por traficantes de animais na fronteira entre a China e Mianmar.
Você ri? A hora que você ingerir uma banana recheada de heroína não achará nada engraçado (ou vai, dependendo da “viagem”); Continuar lendo “Elefante doidão supera o vício em heroína”
Jornal do Vaticano diz que vida não acaba com morte cerebral
Os chatólicos romanos, como sempre, mostram o quanto estão desesperados com os avanços da Ciência. Imagino que deva ser alguma mágoa que persiste desde o Renascimento. Agora, dão mais uma amostra de uma proverbial e ridícula ignorância (intencional ou não, eu ainda não descobri), onde fazem de tudo para justificar suas frágeis idéias de como o mundo funciona.
Em artigo publicado nesta terça feira (02/09), o Osservatore Romano, o jornaleco editado pelo Vaticano – famoso por publicar idiotices – afirmou que os atuais critérios científicos que definem o fim da vida estão superados e isto pode criar problemas bioéticos na definição dos casos de coma e anencefalias.
Ou seja, padres querem saber mais sobre medicina que os médicos. Com base no relatório cientifico Harvard, publicado 40 anos atrás, em 1968, ficou estabelecido que o fim da vida de um ser humano é definido pela morte cerebral e não mais pela parada cardíaca, para infelicidade dos tristes aristotélicos que sempre defenderam que nós pensamos com o coração e que o cérebro servia apenas para refrigerar o sangue. Continuar lendo “Jornal do Vaticano diz que vida não acaba com morte cerebral”
Tomar decisões extenua o cérebro
por On Amir
A mente humana é uma máquina notável, porém limitada. Recentemente, um conjunto crescente de pesquisas tem focalizado certa limitação mental, relacionada à nossa capacidade de usar uma peculiaridade da mente conhecida como função executiva. Quando se concentra em uma tarefa específica por um período prolongado ou se opta por comer uma salada em vez de um pedaço de bolo, os músculos da função executiva estão sendo flexionados. Os dois processos mentais exigem esforço consciente ? de resistir à tentação de deixar a sua mente vagar ou de sucumbir ao prazer da sobremesa. O problema é que a utilização da função executiva ? um talento em que todos confiam do começo ao fim do dia ? recorre a uma única fonte cerebral de capacidade limitada. Quando esse recurso é esgotado por uma atividade, nossa capacidade mental pode ser seriamente reduzida para outras atividades aparentemente estranhas. Continuar lendo “Tomar decisões extenua o cérebro”
Deus e o Diabo na terra da Internet
São muitas as historias que circulam na internet, e como não podemos tratar de todas, pois esta série não teria fim, e ocuparia um extenso tempo pesquisando e refutando todas elas, deixamos aqui as mais famosas “histórias verídicas que não passam de mentira”.
Se nossos leitores acharem mais dessas histórias por aí, compartilhem conosco postando comentários a respeito. Nós temos interesse em que vocês usem a cabeça de vez em quando, e se virem as besteiras aqui refutadas em comunidades ou fóruns de discussão, não se acanhem em nos linkar. Entregamos de bandeja pra vocês quaisquer argumentos necessários para derrubar este montes de asneiras.
A virose dos vírus
Classificação de nova espécie descoberta no Reino Unido suscita controvérsia entre especialistas. Nem mesmo os vírus estão livres de adoecer por virose. Um trabalho publicado na semana passada na revista Nature mostra que um vírus gigante conhecido desde 2004 pode contrair infecção causada por um vírus 15 vezes menor que ele. A criaturinha descoberta por cientistas franceses e norte-americanos em uma torre de refrigeração no Reino Unido recebeu o nome de Sputnik.
O vírus infectado pelo Sputnik pertence ao grupo dos mimivírus e tem 750 nanômetros de diâmetro (um nanômetro equivale a um milionésimo de milímetro, ou ainda, 10–9 metros). Ele geralmente infecta a ameba Acanthamoeba polyphaga, um protozoário facilmente encontrado no solo. Para que esse vírus seja infectado pelo Sputnik, é necessário que ambos estejam no interior da ameba, caracterizando um processo que os virologistas chamam de coinfecção. Read more »
A virose dos vírus
Classificação de nova espécie descoberta no Reino Unido suscita controvérsia entre especialistas. Nem mesmo os vírus estão livres de adoecer por virose. Um trabalho publicado na semana passada na revista Nature mostra que um vírus gigante conhecido desde 2004 pode contrair infecção causada por um vírus 15 vezes menor que ele. A criaturinha descoberta por cientistas franceses e norte-americanos em uma torre de refrigeração no Reino Unido recebeu o nome de Sputnik.
O vírus infectado pelo Sputnik pertence ao grupo dos mimivírus e tem 750 nanômetros de diâmetro (um nanômetro equivale a um milionésimo de milímetro, ou ainda, 10–9 metros). Ele geralmente infecta a ameba Acanthamoeba polyphaga, um protozoário facilmente encontrado no solo. Para que esse vírus seja infectado pelo Sputnik, é necessário que ambos estejam no interior da ameba, caracterizando um processo que os virologistas chamam de coinfecção. Continuar lendo “A virose dos vírus”
A necessidade de uma crença
Muitas vezes pensamos por que as pessoas acreditam em coisas sem nexo. Ficamos estarrecidos com a capacidade crédula de acreditar nas coisas mais estapafúrdias que tem por aí religiões, correntes, superstições, mandingas, petições online, SPAM, boatos diversos, shows de mágica, promessas de políticos e que a namorada (ou namorado, dependendo das preferências de cada um) não mentirá na próxima vez.
Afinal, por causa de que as pessoas acreditam nessas sandices todas? Por que elas ainda remetem textos ridículos de ameaças de um fantasma de uma menina de 14 anos (bem, ela teria essa idade se estivesse viva)? O fantasma fica acompanhando os e-mails e comunidades do Orkut? O que fazem então? Repassam o lixo, com um adendo “vou repassar por via das dúvidas”. Via das dúvidas? Não, meu caro. Você repassou porque se cagou de medo da mensagem. E isso vale para as outras crendices. Mas, afinal, por que as pessoas têm essas crenças? Continue lendo »
Alemanha faz 1º transplante duplo de braços
Mais um milagre da ciência! Enquanto tolos choram e se descabelam clamando por ações de um deus que nunca dá as caras, pessoas que realmente estão interessadas em ajudar ao próximo fazem a diferença, metendo a mão na massa.
Um belo exemplo disso foi feito por médicos da cidade de Munique, no sul da Alemanha, que apresentaram os resultados do primeiro transplante duplo de braços completos realizado com sucesso. O paciente, cujo nome não foi divulgado, foi um agricultor de 54 anos que perdeu os membros superiores há seis anos em um acidente com uma máquina agrícola. Ele recebeu outros dois de um rapaz de 19 anos com diagnóstico de morte cerebral em conseqüência de um acidente de carro.
Aqui entram padres, pastores, pais-de-santo dizendo Ohhhhh, Deus é tão bom! Só que se não fossem pelos médicos, o cara ainda estava sem os braços e ouvindo “Deus sabe o que faz meu filho”. Continuar lendo “Alemanha faz 1º transplante duplo de braços”
Antigo experimento levanta dúvidas sobre senso ético
Alguns dos experimentos mais famosos em psicologia são aqueles que expõem o esqueleto sob a pele, a aparente covardia ou perversão que existe em praticamente todo ser humano. Essas descobertas obrigatoriamente trazem uma questão. “Eu realmente faria aquilo? Eu poderia trair meus próprios olhos, meu julgamento, até minha humanidade, só para concluir algum experimento?”.
A resposta, se for honesta, geralmente leva a comentários sobre as crueldades, seja bombas suicidas, tortura ou brutalidades de gangues. Então um experimento de psicologia – um exercício simulado, testando comportamento individual – pode se tornar outra coisa, um prisma através do qual as pessoas vêem a cultura de forma mais ampla, para o bem ou para o mal. Continue lendo »
