Há bilhões de anos uma estrela distante, semelhante ao nosso Sol, vivia seus últimos momentos. Depois de muito tempo brilhando, seu ciclo de vida chegara ao fim. Como todas as outras estrelas, ela manteve seu brilho graças ao processo de fusão nuclear. Da mesma forma que o Sol, a cada segundo ela convertia dezenas de bilhões de toneladas de hidrogênio (elemento mais abundante do universo) em hélio, liberando uma energia equivalente à queima de 10 milhões de vezes a produção anual de petróleo da Terra. Continuar lendo “Memórias de um carbono”
Categoria Geologia
Aquecimento global ameaça os Corais da Austrália
Corais sob estresse provocado pela temperatura ficam esbranquiçados ao expelir as algas simbióticas que lhes conferiam a cor, tornando-se apenas esqueletos brancos. No entanto, esse branqueamento não é o único fenômeno que deixa essas minúsculas criaturas pálidas e sem vida. A chamada “síndrome branca” se espalha pelos corais no Pacífico Sul como resultado do aquecimento global. Continuar lendo “Aquecimento global ameaça os Corais da Austrália”
Titânio: Um metal polivalente
A trajetória da civilização se confunde com a história dos materiais. Da Idade da Pedra o homem chegou à Era do Silício, passando pela Idade do Bronze e do Ferro. Nos dias de hoje, outro elemento químico, o titânio, destaca-se pela importância de suas aplicações tecnológicas. Mas, ao invés de uma participação marcante em uma única tecnologia, como o ferro na metalurgia e o silício na indústria eletrônica, o titânio tem um amplo espectro de aplicações: ele é um verdadeiro curinga, polivalente por excelência. Continuar lendo “Titânio: Um metal polivalente”
Achado primeiro planeta extra-solar habitável
Um planeta parecido com a Terra, possivelmente com condições de abrigar vida, foi descoberto por astrônomos europeus. Com cinco vezes a massa da Terra e o raio 50% maior que o de nosso planeta, Gliese 851c é o menor planeta extra-solar já encontrado. “Nós estimamos que a temperatura média nessa ‘super-Terra’ seja entre zero e 40 graus Celsius, e com isso a água seria líquida”, disse Stephane Udry, do Observatório de Genebra, autor do artigo publicado na revista especializada Astronomy and Astrophysics. “Mais do que isso, seu raio deve ser apenas 1,5 vezes maior do que o da Terra e modelos sugerem que o planeta deve ser rochoso – como a nossa Terra – ou coberto de oceanos”, disse. Continuar lendo “Achado primeiro planeta extra-solar habitável”
Cientistas encontram árvore de 385 milhões de anos
A árvore mais antiga já encontrada, de 385 milhões de anos, não tinha folhas, apenas galhos, mas já absorvia dióxido de carbono e ajudava a esfriar o planeta. A descoberta está ajudando cientistas a entender a evolução das florestas e sua influência no clima, segundo um estudo publicado na edição da revista científica britânica Nature desta semana. A imagem ao lado é uma concepção artística desa planta. Continuar lendo “Cientistas encontram árvore de 385 milhões de anos”
Mineiros acham rã de 70 milhões de anos
Animal de apenas 7 cm ficou preservado em rocha que abrigava osso de dinossauro.
Cerca de 45% do esqueleto restou; idéia é estudar parentesco com anfíbios atuais.
A sorte quis que uma rã de apenas 7 cm de comprimento, morta há 70 milhões de anos perto de onde hoje é a cidade mineira de Uberaba, fosse preservada junto com os ossos de um imenso dinossauro herbívoro. A descoberta foi anunciada por cientistas do Centro Paleontológico Price, informou o portal Megaminas.com. Continuar lendo “Mineiros acham rã de 70 milhões de anos”
Cientistas expõem teses nas quais acreditam sem poder provar
O que move legiões de cientistas a trabalhar numa empreitada de pesquisa baseada em especulação? Enquanto a comunidade de psicólogos cognitivos se divide entre times que trabalham para tentar provar diferentes teorias da consciência, centenas de físicos dedicam suas vidas a uma teoria (ainda) insondável, segundo a qual os componentes fundamentais da matéria e da energia não são partículas mas sim pequenas cordas vibrando.
É à especulação, afinal, que os cientistas se apegam enquanto suas ferramentas não conseguem produzir as evidências de que precisam. Mas, apesar de a divagação livre ser uma parte essencial da atividade científica empírica — é preciso especular algo para poder testar –, pedir a um cientista para pisar a fronteira nebulosa entre o palpite e a certeza é sempre delicado. Muitas vezes isso é mesmo um tabu. Continuar lendo “Cientistas expõem teses nas quais acreditam sem poder provar”
China desenvolve veículo lunar movido a energia nuclear
Cientistas em Xangai estão desenvolvendo um veículo lunar movido a energia nuclear para a primeira missão chinesa não-tripulada à lua, que deve acontecer em 2012.
O veículo, com seis rodas e quase 200 kg, está sendo desenvolvido há quatro anos pelo Instituto de Engenharia de Sistema Aeroespacial de Xangai, informou o jornal “Shanghai Daily” nesta segunda-feira.
O aparelho transmitirá imagens em tempo real, cavará e analisará amostras de solo e produzirá imagens tri-dimensionais da superfície lunar, segundo o jornal. Continuar lendo “China desenvolve veículo lunar movido a energia nuclear”
Grupo desvenda mistérios de asteróide duplo
Astro conhecido como Antíope é composto por dois objetos diferentes. Estudo de asteróides é importante para proteger a Terra de colisões.
Um dos objetos mais estranhos do Sistema Solar teve sua estrutura esmiuçada por um grupo internacional de astrônomos. Trata-de do Antíope, um asteróide duplo — ou seja, composto por dois pedregulhos separados girando em torno de um centro de gravidade comum.
O astro, chamado Antíope, foi descoberto em 1866, pelo astrônomo alemão Robert Luther, mas só no ano 2000 a resolução dos telescópios permitiu constatar que o objeto era na verdade dois. Continuar lendo “Grupo desvenda mistérios de asteróide duplo”
No rastro de um antigo matador
Por Raymond R. Rogers e David W. Krause

Um dos corpos encontrava-se deitado sobre o lado esquerdo, com a cabeça e o pescoço próximos à pélvis – uma posição clássica de morte. Braços e pernas pareciam intactos anatomicamente, mas uma inspeção mais detida revelou o deslocamento dos ossos das mãos e dos pés – embora a maioria das partes tenha sido encontrada. O crânio também estava desconjuntado, com as partes que o compõem uma ao lado da outra. Curiosamente, a ponta do rabo havia sumido por completo. Os outros corpos das imediações apresentavam diferentes estados de preservação e desarranjo. Enquanto alguns estavam praticamente inteiros, de outros só encontramos o crânio, uma clavícula ou um único osso das pernas ou dos braços. Essas infelizes criaturas teriam morrido aqui ou foram trazidas a esse local após sua morte? Morreram todas no mesmo instante ou em momentos diferentes? E o que as matou? Continuar lendo “No rastro de um antigo matador”
