Category Archives: Fí­sica

O Brasil não deveria ter museus ou a tragédia do Museu Nacional

O Museu Nacional foi destruído. Mal sobraram as paredes e umas pouquíssimas coleções. Tudo perdido. Tudo virou cinzas. Tudo virou lágrimas e desespero. A incompetência generalizada deste país fez com que 200 anos de Museu e bilhões de anos de história se perdessem. Começou o empurra-empurra de responsabilidades, quando, no final, ficará por isso mesmo.

Vendo isso acontecer, como sabendo que outros museus no Brasil foram destruídos por incêndios, eu mantenho a minha opinião: entreguem todos os acervos de todos os museus brasileiros e entreguem para quem tem condições de cuidar deles.

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Ideia imbecil da semana: Encher o Saara de usinas eólicas para salvar o mundo

Eu gosto de soluções mágicas. Elas funcionam no mundo maravilhoso que aquele problema é único e não refletirá em mais nada. Assim, resolvesse o galho e todo mundo cavalga em direção ao pôr-do-sol ao som de Enio Morricone. O problema é que a realidade caga e anda pra isso e tudo o que se faz tem impacto, de um jeito ou de outro. Só quem não sabe disso são os jêneos que resolveram como melhorar o mundo: Encher o Saara de fazendas eólicas e solares de forma a suprir as necessidades energética do mundo inteiro.

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Células artificiais exterminam bactérias

Bactérias são como parentes. Algumas ajudam, outras atrapalham. Existe bactéria-cunhado que chega junto, ajuda na digestão, produz vitaminas, sem elas você não vive. E existe a bactéria-cunhado que ferra com a sua vida, vive às suas custas, e se bobear te manda um monte de contas (do hospital). Você não quer esta segunda bactéria-cunhado, e, para isso, foram desenvolvidos antibióticos para dar cabo dessas sem-vergonhas. O problema é que a Seleção Natural, essa danadinha, tem feito o que melhor sabe fazer: selecionar quem está apto a viver, e isso nos deu as superbactérias.

Mas e se pudéssemos criar artificialmente células caçadoras de bactérias?

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Eulogia a uma vítima de assassinato

Eis-nos aqui. Era para ser um momento de celebrarmos, ainda com tristeza. Mas não há como. Não é uma morte que veio de causas naturais, a não ser que por “natural” você entenda o descaso patente de uma tribo burra, selvagem e ignorante. Um bando de incultos que não têm apreço pela Cultura. Ninguém pareceu se importar no estado até que as chamas irromperam. Séculos de escritos, documentos e pesquisas estão perdidos. Não adianta sequer imaginar a reconstrução física, pois o valor que lá tinha poderia ser alocado numa choupana que ainda assim seria inestimável. Talvez, numa choupana estivessem mais seguros.

Da minha janela eu vi arderem as estruturas, e vi também as chamas consumirem tudo lá. A sabedoria e cultura de vários povos virou cinza e se perdeu na suave brisa da noite, quando o Inferno parecia consumir tudo, tendo o próprio senhor do submundo decidido pela destruição irrestrita, mas eu bem sei que não foi ele. Foram homens. Simples homens mortais que pouco se importam com cultura e conhecimento, numa irresponsabilidade absurda.

Meus joelhos tremem, minhas pernas fraquejam, meus olhos marejam perante a perda incalculável que jamais poderá ser reposta.

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Astronauta deixa todo mundo feliz ao enfiar o dedo no buraco

Há uma clássica história holandesa que fala de como o menino Peter se tornou um dos maiores heróis da Holanda. Ao ir visitar o amigo, Peter viu que havia um furo por onde começou a jorrar água. A Holanda (que não é um país propriamente dito) é uma região abaixo do nível do mar e o que mantém seu território seco são os diques. Peter sabia que tinha que fazer algo. Tampou o furo com o dedo e assim que viu passar alguém, gritou para pedir ajuda. A ajuda veio e Peter foi celebrado de acordo com a sua posição de herói (sim, está resumido).

Se ter toneladas de água prontos para ir lhe dar alô em casa não lhe parece uma opção muito legal, imagine se você estiver a mais de 300 km da Terra, rodeado por (quase) vácuo, fora aqueles micrometeoritos que podem fazer um buraco na sua nave e fazer seu dia pior ainda. Bem, foi o que aconteceu com a Estação Espacial Internacional.

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A diferença de químicos para físicos. Ou resposta à pergunta do Felipe do Café e Ciência

Perguntas são interessantes pelo ponto que exercitam nossa imaginação e conhecimento. Eu gosto de perguntas. A ciência gosta de perguntas e procura achar a resposta. Por isso, vi com muita satisfação a pergunta que o Felipe do Café & Ciência fez. A resposta, entretanto, era clara e óbvia, mas só para quem realmente entende o Método Científico e seus meandros. A pergunta foi

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Uma brilhante história sobre os óculos

Acabei de me sentar para escrever. Bem, eu não conseguia ler direito o que aparecia na tela. Tive que pegar meus óculos, pois, eu fui premiado com miopia, hipermetropia e astigmatismo, já que meus olhos são fruto de um maravilhoso design de um projetista inteligente. Esses meus óculos são ótimos e eu os adoro. Suas lentes de resina inquebrável ficam escuros mediante presença de radiação ultravioleta, e sua camada anti-reflexiva ajuda a não ver a minha cara refletida na face interior da lente, o que dificultaria ver algo em ambientes claros. A armação é leve, com hastes bem firmes e resistentes (ainda não comprei uma armação de titânio, mas esta quebra bem o galho). Entretanto, o que eu tenho empoleirado sobre meu nariz funciona da mesma maneira que os óculos que meu pai usa, que meus avós usavam, que os anteriores a eles usavam. Que muitos dos antigos usavam.

Ajeitem suas lentes de leitura, para mais um Livro dos Porquês, que envolverá muita História e sobre assuntos que você não faz ideia que possam estar relacionados (e talvez nem estejam, mas aqui a vontade e o pensamento é o poder. Estou acordando suas mentes para o grande saber!)


ÍNDICE


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Mochila Mágica Harrypoteriana promete arrumar água direto de Nárnia ou algo assim

Eu adoro fórmulas mágicas. Tipo. O Gandalf chegando e dizendo SOU SERVIDOR DO FOGO SECRETO, GUARDIÃO DA CHAMA DE ANOR. YOU SHALL NOT PASS! Daí, a bagaça explode em chamas, a ponte desmorona e o Balrog cai no abismo levando o Gandalf junto, mas faz parte). Já Harry Potter é um latim tosco que a Rowling inventou saindo ABRACADABRA, digo, AVADA KEDAVRA. Ah, sim, tem as magias vagabundas que o pessoal com o poder do Místico Poder Ascencional do 3D Studio é capaz de fazer. Não raro, fazer chover sem ter água.

Sim, mais um apetrecho mágico parar tirar leite de pedra do deserto.

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Mude a posição do herói que chega todo ano, fruto de uma chuva de ouro¹

Ó Perseu, filho de Dânae e Zeus, Senhor do Olimpo. Forte e poderoso, valente e destemido. Aquele que enfrentou a górgona chamada Medusa, aquele que brandiu a espada decepando-lhe, sem lhe olhar nos olhos, matando o monstro e cavalgou Pégaso. Ó Perseu, vindo ao mundo graças a uma chuva dourada de Zeus sobre Dânae, que a fecundou e ela condenada foi pelo pai Acrísio. Ó Perseu, guerreiro que as musas cantam, que os poetas declamam, por quem Andrômeda se apaixona. Elevado ao céu foi e de tempos em tempos visita a humanidade!

No último dia 12, veio mais um espetáculo anual. A chuva e meteoros Perseidas. A origem desses meteoros é bem, mas bem longe daqui, na constelação de Perseu, a 1475 anos-luz. Os meteoros que fazem um espetáculo magnífico no céu, formados por pequenos fragmentos de meteoróides expulsos do Cometa Swift-Tuttle e continuam a seguir a órbita deste cometa à medida que se dispersam lentamente.

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Estudo mostra que não é possível circunavegar o mundo com as tecnologias atuais

Estando na gloriosa República Florentina, aos 31 dias do mês de julho do ano de Nosso Senhor de 1490*, escrevo ao digníssimo excelso senhor Lorenzo, O Magnífico estas poucas letras, pedindo permissão para dirigir-me à Vossa Magnificência.

Sabeis, meu gentil senhor, que muito tenho andado pelo mundo, e muito tenho aprendido. Decidi, porém, se me faz esta cândida mercê, compartilhar com o Magnificentíssimo sobre notícias que tenho recebido. Me curvo perante vossa sabedoria e peço permissão para deitar sobre esta folha o que tenho ouvido e, sentido-me merecedor dos auspícios de vós, me sinto na obrigação de comentar sobre estes comentários e bochinchos que Vossa Alteza deveis ter ouvido, mas sem devidas considerações, destarte que somente o vozerio dos ignorantes chegam até vós, sem as devidas salvas e ressalvas que se fazem necessárias. Sendo assim, Ó Magnificentíssimo, permiti-me falar sobre estas toleimas que chegarão até vós, se é que não já as chegaram, falando principalmente sobre absurdos que alguns dizem ser o futuro, mas não passa de loucos desvairados em suas fantasias absurdas sobre o mundo.

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